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Sunday, 26 September 2010

Historiche Wurstkuche

Acima média

Tradicional . Salcicharia . Popular
Morada:Thundorferstrase 3
93047 - Regensburg, Bavaria, Alemanha[Mapa]
Tel:(0941) 466 21 -0 Reserva:Não aceita
Web:http://www.wurstkuchl.de/
Preços:
Cozinha digna de nota
Serviço de esplanada
Zona de fumadores
Recomendado para grupos

Regensburg's finger-sized sausages have been grilled over beechwood and dished up with sauerkraut and sweet grainy mustard in this spot since 1135, purportedly making it the world's oldest sausage kitchen.
Salsichas grelhadas
Críticas:
A escolha limita-se ao numero de salsichas por prato, mas a autenticidade é imbatível.
Nosso menu:

For hot, crisp-skinned tuhe steaks with sauerkraut and homemade mustard, try the Historische Wurstküche (see photo), which traces its roots back to the 12th Century and has been in the hands of its current owners since 1806. Platters come with six, eight, or ten small grilled sausages on a bed of kraut; if you're at all hungry, hold up all your fingers and say "Zehn, bitte." The Historic Sausage Kitchen is open from 7 a.m. to 7 p.m., so you can have brats and beer for breakfast.

por Regensburg Restaurants and Beer Gardens
Links:Eating in Reggensburg


Friday, 24 September 2010

Altes Bräuhaus

Acima média

Tradicional . Alemã . Cervejaria
Morada:Bräugasse 5
94032 - Passau, Alemanha [Mapa]
Tel:+49 (0)851/490 52 52 Reserva:Não aceita
Web:http://www.altes-braeuhaus.de/index.php?view=home
Preços:€€ (15 a 25€)
Cozinha digna de nota
Serviço de esplanada
Recomendado para grupos


In our historic vaults and our garden in the shadow of the fortress of the upper house experience rustic inn tradition. For tour groups, office parties, family celebrations and any other type of celebration, we offer the perfect ambience.

Let us spoil you with:
- Bavarian Schmankerl'n and tasty treats
- local beer specialties
- Styrian and Wachau wine

Our doors are available daily from 11 bis clock 1 clock open with a continuous hot meals to 23 clock. Besides the culinary delights we offer in warm summer nights or cold winter days, many musical and artistic entertainment.

In the heart of the old town of Passau, you're just a stone's throw away from the tourist attractions, such as the Three Rivers Corner, City Hall, the Cathedral and the Fortress Lords. In addition, there are only a few minutes walk to the boat docks.


Críticas:
Óptimo ambiente, comida que nos alegra a alma. Cerveja excelente.








Sunday, 5 September 2010

A Lúria

Acima média

Tradicional . Regional Portuguesa . Familiar
Morada:Portela de São Pedro
2300-182 - São Pedro de Tomar
Tel:249381402 Encerra:Domingos (Jantares), Segundas
Web:
Preços:€€ (15 a 25€)
Cozinha digna de nota
Recomendado para grupos

Abriu as portas em 1979 pelas mãos de Francisco Rodrigues, na altura era uma taberna antiga que se transformou num excelente restaurante. O nome quer dizer "refugio dos coelhos" e leva-nos ao tempo em que este espaço era ainda uma taberna escura, estreita e comprida, tal como uma toca. Hoje, o Lúria recebe os seus visitantes com duas salas amplas e um café. Situado na estrada de Santa Cita para o Castelo do Bode, é um excelente restaurante que, desde os cogumelos da região (na época) até à açorda de sável, oferece interessantes opções.
Entradas: Cilercas com ovos (cogumelos selvagens); mexilhoada de feijão; saladas de polvo; de Ovas e de Favas e Enchidos; petingas no forno. Peixe:Acordas de sável e de cherne; Polvo no forno com migas; Dourada com acorda de migas; Lampreia com arroz ou à Bordalesa.Carne: Cabrito na brasa com arroz de miúdos e grelos; Magusto de carnes com açorda de cilercas; Espetada de lombinhos com camarão; Posta de vitela mirandesa; Picanha com feijão preto e batatas
Mapa:
Críticas:
Bom ambiente e serviço. Escolha diversificada e qualidade acima da média. Adorei a vitela e os enchidos. A voltar com certeza.
Nosso menu:Vitela assada com açorda de cilercas,
Leite-creme,
Tinto da casa,

Este poiso fica na Portela de S. Pedro- Tomar.

Divide-se em duas salas. Tem uma decoração tradicional, com azulejos nas paredes e telhas por cima do balcão. Fui lá num Domingo ao Almoço, em que a casa estava cheia, demonstrando algum alvoroço e confusão. No entanto, aquilo que veio para a mesa facilmente nos fez esquecer isso.

De entradas comemos petingas no forno (fora de vulgar e muito boas), uns salgadinhos.

Posto isto, veio um cabritinho assado no forno e um bacalhau assado com migas de couve e feijão. O cabritinho sabia mesmo ao que era, e era mesmo "inho", de boa assadura e muito saboroso. Apenas achei algumas parte algo salgadas (penso ser um mal geral da maior parte dos restaurantes). O bacalhau também estava muito bom, bem demolhado e de qualidade acima da média.

O vinho que bebemos era da região, e chamava-se "Casal das Freiras". Este teve nota positiva, mas não me encheu as medidas. De sobremesa, adivinhe-se lá o que veio: lá tiveram que ser umas Fatias de Tomar, optimas, potentes, a pingar. Irrepreensíveis.

Outras Especialidades da casa: Lampreia; Açorda de Sável; Bacalhau na broa; Polvo à Lagareiro com Migas; Magusto de carnes com açorda de cilercas no pão, porco preto com salada saloia; Cabidela de galo vadio; Nispo Mirandês no forno à moda da casa com açorda de feijões no pão.

Ainda tem algumas invenções da artesã da casa, a D.Maria de Fátima, tais como, puré de lampreia com cogumelos; Figo escondido, Sopa de lampreia à moda da casa; sopa de bacalhau; açorda de cilercas no pão e açorda de feijoca no pão.

A VISITAR POIS TEM MUITO EXPLORAR.

por Irmandade dos Poisos
Links:Lifecooler







Saturday, 4 September 2010

A Taberna

Acima média

Tradicional . Regional Portuguesa . Requintado
Morada:Rua dos Combatentes da Grande Guerra 86
3030-181 - Coimbra
Tel:239716265 Reserva:Aconselhável Encerra:Domingos (Jantares), Segundas (Almoços)
Web:http://www.restauranteataberna.com
Preços:€€€ (25 a 35€)
Cozinha digna de nota
Garrafeira digna de nota
Recomendado para grupos

Dedicado aos sabores da Beira Alta, esta é uma casa onde se respira um espírito bem regional e acolhedor. Uma cozinha de qualidade, com algumas das melhores iguarias da região, e um serviço atento e simpático, constituem bons motivos para não passar ao lado deste restaurante. Ambiente muito acolhedor e típico, com uma decoração baseada em motivos regionais da região da Beira Alta. As paredes são de granito, os móveis de pinho e carvalho e lá estão os fornos a lenha a aquecer a atmosfera
Entradas: Queijo de cabra de Palhais panado com molho de citrinos e Vinho do Porto. Peixe: Petingas de escabeche; Carapaus alimados; Bacalhau com batatas a murro; Polvo assado na brasa. Carne: Orelha de coentrada; Morcela assada com grelos; Vitela de Lafões; Posta Trás-os-Montes; Cabrito assado no forno; Chanfana. Doces: Crepes à casa.
Mapa:
Críticas:
Comida de forno simplesmente excelente ... a chanfana estava no ponto. Serviço eficiente mas muito formal. O preço pesa um pouco. A voltar.
Nosso menu:Cogumelos salteados,
Chanfana,
Barriga de freira,
Marquês Borba 2009,

We went to "A Taberna" because it was suggested by the local guides, but we were not disappointed. We took black pudding (morcela) as appetizer, it was so and so, but the main dish, chanfana, was excellent. We had a good bottle of Alentejo wine for 17 euros. After we sat at the table the waiter brought a few slices of ham, some goat cheese and butter, and we were charged 12 euros for that. It seems this is the rule in Portugal, but really they should get out of this habit which is quite abusive, I think.

por TripAdvisor
Links:Lifecooler







Friday, 3 September 2010

Giuseppe e Joaquim

Regular

Tradicional, Pizzeria . Regional,Italiana . Cool place, Requintado
Morada:R. Azeiteiras 64
3000-066 - Coimbra
Tel:239 098 990 Reserva:Não aceita Encerra:N
Web:http://www.giuseppe-joaquim.com/
Preços:€€ (15 a 25€)
Recomendado para grupos
Fora de horas

No coração da baixa de Coimbra, ergueu-se, majestoso e acolhedor, o Restaurante Giuseppe & Joaquim. Nele, proporcionamos a coabitação entre as delícias patrióticas da Cozinha Tradicional Portuguesa e a requintada suculência da Culinária Italiana, toda ela completa de queijo, pasta e muito prazer italiano!!

Primamos por um serviço de excelência, sem prescindir do glamour irreprensível, digno dos nossos clientes. Queremos que o nosso restaurante seja o seu refúgio ou o cenário da sua reunião semanal de amigos, para deleite do estomago e/ou da alma, o seu sítio preferido para surpreender a sua cara-metade, nas nossas mesas mais discretas e contando com toda a cumplicidade, o restaurante da sua família ou o local, em Coimbra, para onde convida os melhores clientes/parceiros da sua empresa.
.
Mapa:
Críticas:
A comida é boa, mas o serviço deixou algo a desejar. Todo o ambiente parece-me ... exagerado. Gostei do fado ao vivo. O preço é excessivo para a qualidade. Aceitável.
Nosso menu:Bacalhau na Broa,
Delicia do Giuseppe,
Vinha das Servas 2007,








Friday, 27 August 2010

Salero

Acima média

Steackhouse . Internacional . Cool place
Morada:R. Manuel Francisco Soromenho 61
2670 - Loures
Tel:219 820 119 Reserva:Não aceita
Web:http://www.salero.pt/
Preços:(menos de 15€)
Cozinha digna de nota
Serviço de esplanada
Recomendado para grupos

Steakhouse situado na zona pedonal e histórica da cidade, prima pelo bom gosto e requinte com que recebe os seus clientes.

Sala climatizada, inclui esplanada privada, bar e uma acolhedora lareira, criando-se assim o ambiente próprio para quem desfruta uma refeição em família , bem como para quem reúne amigos ou colegas de trabalho, veja as nossas ementas de grupo .

A cozinha traduz-se pelos deliciosos bifes envoltos em molhos, ou tradicionais, ou originais, bem como pelo fantástico grelhador. Para os paladares mais conservadores, cria ainda, saborosamente, pratos da cozinha tradicional portuguesa.
Petiscos, Bifes, Pratos internacionais
Mapa:
Críticas:
Apelidam-se de steackhouse mas o que não falta é sugestões imaginativas de pratos. Comida no ponto e serviço simpático, a preços de outros tempos. Gostei, para voltar.
Nosso menu:Medalhões de vitela com risotto de lima,
Panna Cota,
Chaminé 2007,



Tuesday, 17 August 2010

Cartaxeiro

Acima média

Tradicional . Regional Saloia . Rústica
Morada:Rua Fonte dos Castanheiros 1
1675-577 - Caneças
Tel:219809200 Reserva:Aconselhável Encerra:Segundas
Web:http://www.ocartaxeiro.gastronomias.com/
Preços:(menos de 15€)
Cozinha digna de nota
Recomendado para grupos

"O Cartaxeiro" é o restaurante mais antigo de Caneças, e provavelmente o mais antigo do concelho de Odivelas. Procurou manter os traços originais, como os cada vez mais raros barris de vinho e os pratos de barro onde são servidos os "divinais petiscos". A decoração rústica apela às raízes tradicionais, aos costumes antigos, dando conta do passado e história da vila onde se insere. A cozinha privilegia a tradição portuguesa, com especial abordagem à riqueza da gastronomia saloia.
Açorda seca de bacalhau; Arroz de sardinhas saloias; Cabrito à antiga; Pataniscas de bacalhau; Polvo à nossa maneira; Bacalhau c/ broa; Cozido à portuguesa (Domingo); Dobrada à Portuguesa (Sábado e Domingo); Espetada de carne á Cartaxeiro; Massinha de peixe; Bife do lombo à café; Medalhões de vitela; Caril de gambas; Lombinhos de cherne c/ molho de camarão. Doçaria conventual;
Mapa:
Críticas:
Pratos tradicionais confeccionados na perfeição. Simpatia no serviço. Ambiente acolhedor e sossegado. A voltar.
Nosso menu:Açorda de bacalhau,
Pataniscas com arroz de tomate,

Links:Lifeccoler


Saturday, 7 August 2010

Em banho Manel

Regular

Contemporâneo . Portuguesa . Luxo
Morada:Praça D. Fernando II
2710-483 - São Pedro, Sintra, Portugal
Tel:219246660 Reserva:Aconselhável Encerra:2º e 4º Domingos do mês (devido à feira)
Web:http://www.embanhomanel.com/
Preços:€€€ (25 a 35€)

O restaurante de Manuel Luís Goucha, localizado em Sintra, é um local simpático e sofisticado. E porque os olhos também comem, a decoração é deliciosa. Um estilo barroco kitsch em tons de vermelho e cinza e com colunas folheadas a ouro. A cozinha de inspiração não dispensa o alecrim e a alfazema do jardim de Goucha.
Peixe: Salada de favas com lagosta; salada de lulas quentes; lombos de tamboril ao vapor com creme de açafrão e linguini negro
Carne: Peito de pato com fígado de ganso salteado e molho de pêssego.
Mapa:
Críticas:
Pretencioso demais. Comida aceitável mas não deslumbrou. Preço nada simpático. Não devo voltar.
Nosso menu:Pato com folhado de maçã,
Peito frango com verduras,
Mil-folhas de frutos do bosque,

Dois pratos e um serviço atencioso não salvam este projecto. Diogo Novais provou (e chumbou) o ‘restaurante do Goucha’.

Há coisas que devem ser ditas à velocidade com que se arranca um penso rápido. Como isto: o novo restaurante de Manuel Luís Goucha é pretensioso, pomposo e tem tudo o que é necessário para ser nomeado o melhor exemplo do novo-riquismo português aplicado à restauração. Uma questão de gosto, dirão, mas neste caso... de muito mau gosto.
Desde a chaise longue da entrada, às colunas douradas, aos quadros pseudo-antigos, até à música ro(muito)cocó… quase tudo neste sítio parece ter sido feito para assustar e espantar. Nem todos os clientes acharão o mesmo, claro, porque há sempre quem goste de decorar a casa em tons Ferrero Rocher; mas pelo menos os clientes com níveis de exigência acima de zero, que não confundam luxo com dourados, vão achar a experiência insuportável aos olhos.

E quanto a ser kitsch – o argumento habitual para justificar o injustificável – é preciso dizer que kitsch, infelizmente, não é para quem quer, mas para quem pode. Implica exageros decorativos deste tipo, é verdade, mas que só têm graça se forem deliberados e equilibrados. Estes, infelizmente, parecem demasiado sinceros.

Por tudo isto, só é possível provar a comida do “Em Banho Manel” se esquecermos o cenário e nos focarmos na mesa. Foi o que começámos por fazer num domingo soalheiro em que serviam cozido à portuguesa como prato do dia. Dissemos que sim, alinhávamos no prato único, mas começávamos pelas entradas. E começou o choque financeiro: 13, 14, 16 euros por entradas banais e corriqueiras. Escusado será dizer que se não fosse pela crítica não pediríamos nenhum. Como foi, escolhemos uma das opções mais baratas na lista, uma tosta com cogumelos selvagens. E começou o assalto ao bolso: pão normal, com cogumelos normais e quatro amoritas (porquê amoras?) num prato normal. Mas que valia 13 euros.

A comida, esperámos, salvaria a honra do convento. Mas azar dos azares, o cozido, esse prato cuja confecção devia estar regida pelas leis da República, estava frio. Criminosamente frio, a roçar o morno. Verdade seja dita, até tinha pinta de ter sido um prato saboroso quando saiu do fogão. Mas isso, seguramente, já tinha acontecido há algumas horas. Para tentar confirmar que foi tudo azar voltámos outro dia e mais uma vez pedimos prato do dia. Era cabrito e estava infinitamente melhor. A carne escura, com aspecto de muitas horas de cozinha, a pele do bicho tostada e coberta de ervas; o arroz de miúdos solto, nem gorduroso nem ensopado. Numa outra visita deixámos os pratos do dia e abrimos a ementa. Medalhões de tamboril, recomendou o empregado, e acertou em cheio. O peixe no ponto limite de sal, o molho de mexilhão granulado, com aspecto de caril mas sabor a marisco fresco, muito acima da média.

Então e as sobremesas do mestre que escreve livros sobre o assunto? Só pedimos uma vez, um tiramisú, e chegou para todas as visitas. Um, não sabia a café; dois, vinha carregado numa espuma de nata, qual São Marcos em versão tunning. E por estas refeições paga-se uma média de 30 euros por cabeça? Não, obrigado.

por Tme-out
Links:Lifecooler


Friday, 6 August 2010

Taberna Ideal

Acima média

Regional . Portuguesa . Tasca (Conceito)
Morada:Rua da Esperança 112-114
1200-658 - Lisboa
Tel:213962744 Reserva:Aconselhável Encerra:Segundas, Sábados (Almoços)
Preços:€€ (15 a 25€)
Cozinha digna de nota
Garrafeira digna de nota
Zona de fumadores
Fora de horas

A Taberna Ideal, localizada no bairro de Santos, é um restaurante que recria o ambiente de uma antiga taberna. O espaço é informal e confortável. Vai sentir-se em casa! Os objectos recordam a casa dos nossos avós, a loiça é antiga e os móveis familiares. A comida é tradicional portuguesa, confeccionada na hora com produtos frescos do dia . A ementa e os petiscos são rotativos e estão assinalados diariamente em ardósia, tem ainda
aconselhamento entendido sobre o vinho (a copo) indicado para cada prato.
Petiscos, Tibornas
Mapa:
Críticas:
Ambiente cool. Bons petiscos. Conceito de partilha. Bom vinho a copo. Gostei.
Nosso menu:Tiborna de queijo e mel, Tiborna de tomate,
Presunto com figos,
Ovos com farinheira,
Mousse chocolate.,

Entrar na Taberna Ideal, em Santos, é como ir almoçar a casa da avó: a comida é melhor do que o moderno gourmet e o espaço totalmente revivalista


A escriba estava reticente em partilhar a mais recente descoberta gastronómica da cidade de Lisboa que de tão aprazível, apetecia deixar em segredo. Mas enfim, depois de muita ponderação lá venceu o bem comum e por isso aqui vai sem mais rodeios: a Taberna Ideal é um verdadeiro fricassé de emoções capaz de resgatar até os comensais mais sorumbáticos da apatia. Pronto, está feito. Resta-nos arcar com as mais que prováveis consequências da ética que nos move e correr o risco de não ter lugar (são só 26), já que não é difícil reconhecer uma coisa boa quando fumega à nossa frente.

E aqui fumegam petiscos como ovos mexidos com alheira, tiborna de queijo cabra com mel e alecrim, endívias gratinadas com queijo e redução de ginginha ou empadão de codorniz com alheira e tâmaras. Basicamente coisas boas de antigamente actualizadas na medida certa, tanto na confecção como na apresentação. Quais serão exactamente é que já é mais incerto, porque a ementa é tão caprichosa como o destino. O que está afixado nos quadros de ardósia preta que forram uma das paredes depende sempre das coisas boas que as proprietárias Susana Felicidade e Tânia Pereira desencantaram nos mercados.



De terça a quinta e aos domingos há também dois pratos do dia. Coisas como bacalhau à Brás; rojões com arroz e batata frita caseira; bolinhas de carne com queijo mole acompanhado de massa fresca; ovos escalfados com ervilhas ou açorda de bacalhau. Tudo feito com desvelo, sem o peso da rotina e da obrigação. Apeteceu fazer, fez-se. Um mimo.

Esta filosofia (ou ausência dela) faz sentido aqui, porque não estamos num restaurante comum. Não é que as proprietárias sejam anarcas, nem se trata de um espaço moderno a repescar ementas da taberna antiga e com umas ideias modernaças de abolir o menu. A ideia foi, nas palavras de Tânia e Susana, pegar no melhor que as tabernas tinham - a comida, a informalidade e o convívio – e torná-lo perfeito nos dias de hoje, ou seja, mais confortável. Basicamente, é como ir almoçar a casa da tia Emília ou da avó Alzira que cozinham lindamente, mas neste caso os dotes de culinária são exercidos por Susana Felicidade, que trocou os códigos civis pelas panelas e a toga pelo avental, tudo para nosso benefício.

Retro, quase kitsch e muito saboroso


Na verdade é o espaço que chama a atenção mal se passa a porta da entrada. Se não o mencionámos à partida foi apenas porque estávamos com fome, mas agora que já aplacámos o estômago podemos olhar em volta com mais discernimento. É a combinação perfeita entre a taberna e a sala da avó. Não falta nada, nem os móveis de antiquário, nem o balcão à antiga, nem as mesas de mármore, nem as jarras com flores, nem a loiça nas paredes, nem sequer as andorinhas coladas no vidro da janela. A um passo do kitsch e completamente revivalista. É óbvio que alguém andou a passear na Feira da Ladra e o resultado não podia ser mais divertido.

O levantamento histórico foi ao ponto de se irem desencantar preciosidades como a gasosa Trevo (que continua óptima) e nem falta um refresco nostálgico criado para a ocasião com Trevo e Capilé, o Capilei. Depois há os pormenores cómicos conseguidos com a reutilização ecológica dos objectos, como o facto de o pão vir em escorredouros da massa e o frappé ser uma panela ou um fervedouro do leite. Não vão faltar motivos de conversa.


Se há um detalhe pouco taberneiro (no bom sentido) são os vinhos, tudo porque Tânia Pereira trabalhou vários anos na área de marketing e gestão de vinhos e é expert na matéria. Ao lado dos copos de três estão os copos xpto com uma liga especial que permite ver a verdadeira cor do vinho e que são aferidos para não se encher acima da curvatura máxima do copo. Mas não se pense que isto equivale a preços altos. Os preços do vinho a copo correspondem exactamente à divisão da garrafa. Sem inflacionamentos. Assim, um D. Ermelinda branco ou tinto, por exemplo, ronda os dois euros.
Aliás os preços são outro factor a fazer desta uma taberna ideal, das entradas (não deixe de provar os tremoços com tempero de salsa, vinagre e alho a 1 euro a dose), até aos petiscos em doses partilháveis, que rondam os cinco euros, passando pelas saladas gigantes, como a de abacate, ovo estrelado, bacon, tomate, queijo e batata frita, a 6,90. Os pratos normais rondam os dez euros mas se optar pelos do dia o preço desce para metade.
Nesta noite calhou-nos em sorte um fantástico empadão de codorniz com alheira e tâmaras. Não garantimos que volte a haver. Mas pode sempre fazer como os clientes que já são habituais e dizer: «Liguem-me quando houver o pudim abade de priscos».

por Lifecooler
Links:Lifecooler


Friday, 16 July 2010

2780 Taberna

Excelente

Cozinha de autor . Degustação . Contemporâneo
Morada:Avenida Carlos Silva 9 - C
2780-354 - Oeiras, Portugal
Tel:210998700 Reserva:Aconselhável Encerra:Domingos, Segundas
Web:www.2780taberna.com
Preços:€€€ (25 a 35€)
Cozinha digna de nota
Garrafeira digna de nota

Todas as semanas, há um menu diferente. Independentemente da semana, as propostas são sempre irreverentes e arrojadas, ou não fosse a 2780 Taberna um projecto de cozinha experimental que se instalou em Oeiras, no antigo Grão de Milho de St. Amaro. Sob a orientação do chef Cardoso e dos sous chefe Guerra e Xardoné, são cozinhados pratos criativos com base em ingredientes tipicamente portugueses, sentindo-se às vezes umas nuances de inspiração internacional. Aqui, neste espaço moderno, onde há poesia escrevinhada nas paredes, a semana pode começar com uns sonhos de bacalhau com risotto de feijão e terminar com raviolis de farinheira e maçã, e entre os dois pratos pode até surgir um leitão assado com puré de castanha. Da mesma forma que à segunda se pode degustar um bolo de chocolate com mousse de avelã e voltar na semana seguinte para descobrir que a mousse se foi mas que há crumble de pêra rocha do oeste e manga com mousse de lima. Para quebrar a rotina.
Menu único semanal
Mapa:
Críticas:
Vivam os Taberneiros. Gostei do conceito, Gostei do serviço. Gostei do ambiente descontraído. Gostei e gosto do humor. Gostei da comida e da bebida. Versão do melão com presunto espantosa. Gaspacho interessante. Espargos saborosos. Bacalhau do melhor. Hamburguer imaginativo. Sobremesa de pêssegos divinal. Para ir de vez em quando e voltar sempre.
Nosso menu: Pink Porto,
A nossa versão do melão com presunto,
Gaspacho de Ananás dos Açores com pastel de morcela,
Espargos e ovo escalfado,
Hot dog de bacalhau,
Cabeça de porco em amburga, pickles de frutas,
Waffle de muitos pêssegos,
Degustação de vinhos brancos do Monte Cascas,

É uma tasca? Um restaurante gourmet? Não, é uma taberna com cozinha experimental em Oeiras. Por um preço acessível, dão-lhe um cheirinho de alta gastronomia num ambiente castiço e descontraído.


Está enfadado, com fome, apetece-lhe algo insólito e surpreendente... Desejo concedido. Siga as instruções e seja discreto. Para muitos a Taberna ainda é um segredo bem guardado, um rumor, um zum zum que se ouve por aí. Boatos, diga-lhes. Nós vamos contar-lhe, mas se lá for negue tudo.

Por enquanto, a Taberna só está disponível num código postal, o 2780, em Oeiras, por isso rume até à linha, disfarce-se de autóctone e use a gíria local, finja que sabe onde é o “Evereste”, o que é a “Recta da Esso” e o “Sobe e desce”, jure que fez reserva antecipada (só há 30 lugares), e ocupe a primeira mesa livre que encontrar.

Parabéns, já está instalado. Agora queime as instruções, recoste-se e desfrute do que quer que seja que a Taberna tenha reservado para si. Certo é que será um menu de degustação gourmet. O resto? Uma incógnita. O conteúdo da ementa do dia pode estar disponível no site, mas também pode não estar, os caprichos do chef podem reservar-lhe algo diferente decidido à última da hora... Poderá ser uma noite calma, mas também pode não ser, pode acontecer que haja poesia nonsense declamada ao ritmo das garfadas, ou talvez um jogo do Benfica projectado na parede, quem sabe?


Bernardo Mendonça e o chef Cardoso talvez saibam, afinal são os fundadores. Explicam que a Taberna abriu em Novembro para servir os devaneios criativos de uma dupla que queria mudar de vida. Depois de estudos em economia e engenharia, de carreiras dedicadas às telecomunicações e pós-graduações, estava na hora de revirar tudo. Empregos abandonados, casa vendida para juntar dinheiro, e, abre-se um restaurante.

Porquê um restaurante? Porque não um restaurante?! O chef Cardoso é um talento na cozinha, Mendonça sabe fazer contas, já decidiu que não quer ser modelo e gosta de ser actor mas não a tempo inteiro. Se correr bem abrem-se mais códigos postais, senão, logo se vê...


Uma taberna cool

Aberto nem há meia dúzia de meses, o 2780 ainda está a capitalizar o efeito novidade. A originalidade começa logo no espaço. Mesas de madeira ou com tampo de mármore e bancos corridos convivem com uma iluminação contemporânea e toques decorativos mais sofisticados como garrafas de groselha iluminadas.


Aviso à navegação: apreciar os mimos da taberna mais in da zona exige tempo. Pelo menos duas horas, assegura Bernardo Mendonça, já que cada menu de degustação é feito na hora. Por esta altura já terá uma ideia do que vai provar, a ementa está escrita a giz numa das paredes coberta de ardósia, efémera quanto baste para poder ser alterada a qualquer hora ao sabor da criatividade do chef e da provisão de produtos regionais. Será dia de sonhos de bacalhau com risotto de feijão, raviolis de farinheira e maçã e leitão assado com puré de castanha? Ou de creme de pêra rocha do oeste com um cheirinho de noz-moscada, vieira com risotto de ervas e lombinho de porco preto com puré de aipo e molho de ameixa? E será que vai haver a fantástica manteiga de morcela nas entradas? É possível, é possível...

Para contrabalançar a pré-definição do menu, vinhos e sobremesas ficam ao seu critério, sendo que, como cada prato exige um vinho à altura, é recomendável seguir o conselho e acompanhar cada um com um néctar à medida. Todos podem ser servidos a copo e são tão especiais como as receitas, garantem. A ideia é promover os pequenos produtores, pelo que nenhum é fácil de encontrar no supermercado. O da casa, por exemplo, é um Catapereiro Escolha da Companhia das Lezírias. Tudo boas razões para fazer uma visita à taberna.


As sobremesas têm o mesmo cuidado dos pratos principais. O destaque vai para o afamado bolo de chocolate “Evareste”, o nome é uma referência local e uma homenagem à infância dos proprietários em Oeiras (refere-se a uma subida acentuada junto à estação de Santo Amaro) mas os forasteiros são incentivados a provar. O ambiente é familiar, faça como se estivesse em casa.

A pedido, é possível fechar a taberna para jantares de grupo ou aulas de culinária. Também pode levar o seu vinho e pedir um menu a condizer, e ainda solicitar o serviço dos taberneiros ao domicílio.

Mas o melhor da Taberna é mesmo a boa relação qualidade preço: sem vinho e sobremesas, o menu de degustação fica-lhe por 15 euros. Se já está a preparar-se para se fazer à estrada, saiba que a Taberna fecha segunda e terça-feira para manobras criativas da equipa que engendra novas iguarias nesses dias.

por Lifecooler
Na semana passada, fui finalmente jantar à Taberna 2780, em Oeiras, da qual já tinha recebido boas indicações, mas que igualmente já me tinha provocado irritações-divertimentos, com artigos a afirmar que era o "El Bulli português", só porque apresentava também um único menu, ainda por cima "criativo"...Enfim, creio que os "taberneiros", que me parecem pessoas bem informadas, não serão os responsáveis por estes disparates. Seja como for, tentei manter neutras as minhas expectativas, mas admito que me preparava vagamente para constatar uma fraude, mais uma, com roupagens modernas.

Nada disso. Gostei imenso. Muito boa onda e bom gosto na pequena sala, coerente com o ambiente descontraído da casa, com a lista, incluindo de vinhos, em grandes ardósias na parede, mobiliário em madeira. Serviço atento e simpático, pratos a chegarem à mesa a bom ritmo. Bons preços também, com o menu a 24,5 euros. Nessa noite, com bom pão e (razoável) focaccia caseira na mesa, uma saborosa salada de ovas desfeitas e uma não menos saborosa manteiga de chouriço, o menu começou com um delicioso caldo de cogumelos com avelã, com uma espuma a saber de facto a avelã, que também vinha em mínimos pedaços, a tornar interessante a textura, e nele imerso um pequeno pastel frito e recheado de cogumelos, num conjunto absolutamente vencedor . Não gostei especialmente do uso de bolo lêvedo no prato seguinte em que ele vinha encimado por uma mousse de queijo de cabra, com cebola em vinho do Porto, o menos interessante da noite Depois, uma enganadora salada niçoise de atum. Perdoa-se a referência ao clássico, apesar da ausência de ingredientes como anchovas, já que vinha em jeito de desconstrução, com o atum em fatia tipo tataki, azeitona esferificada, ovo muito bem cozido e levemente panado, tomate-cereja confitado, rúcula bem temperada...No entanto, se cada um dos elementos funcionava bem isoladamente (a esferificação obrigatoriamente só), em conjunto, ou seja, em "salada", perdiam o interesse. De qualquer maneira, um prato muito positivo e a mostrar boa técnica. Só é pena o nome.

Nas carnes, sendo um prato de "conforto" e sem grande história, a língua e bochechas de vitela com polenta, soube-me bem, ainda que não seja grande apreciador da última, algo "elástica" de mais. No fim, pancinha de porco com favas. Óptima carne, num ponto de cozedura magnífica, óptimas favas (embora ainda não seja época) e também algumas ervilhas, bem temperadas, mas depois um desconcertante puré de maçã e umas batatas assadas com casca. Mais uma vez, cada um dos elementos estava bem, mas a maçã e as batatas não jogavam com o resto.

Lembro-me pior da sobremesa, que tinha banana, de que só gosto crua, um defeito que eu tenho, com um bom gelado de coco e algo de chocolate. Bebendo dois copos de branco de Filipa Pato (8 euros) e uma garrafa do tinto Quinta do Valdoeiro Reserva (15 euros), a conta para duas pessoas cifrou-se em 76 euros, preço muito vantajoso para quem frequenta esta taberna. Como já disse, gostei muito de lá ir e de sentir um certo entusiasmo e gosto pelo risco por parte de quem cozinha, Fiquei com vontade de voltar, tanto mais que eles mudam de menu a cada quinze dias, e saí de lá muito bem disposto. Tel. 21 0998700. Cuidado que é difícil dar com o local.

por MesaMarcada
Ao sair da Taberna 2780, alguém disse para mim todos os restaurantes deviam ser assim. Estas lamechices ficam sempre para as cobaias que acompanham o crítico (que, normalmente ao lamber os beiços, dizem, Lourenço você traz-nos sempre a sítios cada vez melhores). O crítico é sempre insensível à miséria ou à grandeza do objecto do seu labor (o restaurante, a peça de teatro, o quadro), como o neuro-cirugião para quem um tumor é um tumor, independentemente da sobrevida e do paciente.Mas percebo o que ela disse. A Taberna 2780 é um restaurante total. É característica da pós-modernidade as coisas não serem o que se chamam (sempre quis escrever pós-modernidade). Os casais não são casais, as equipas não são equipas, as cidades não são cidades. A maioria dos restaurantes de Lisboa não são restaurantes. A comida não imbrica no sítio, nem os empregados nos clientes, nem os preços na ementa. E nos poucos restaurantes que o são, cheira sempre a mão de Deus, ou a fruto do acaso e não ao suor das facas (esta do suor é da Agustina).A Taberna 2780 é um restaurante pensado. Em que se cheira a teoria em cada canto, em cada prato, em casa mesa. E não há nada mais prático do que um boa teoria, como dizia o outro. E por isso as coisas resultam bem. A cozinha é simples (a auto-proclamada cozinha experimental incluo na ironia do local) e vai mudando semanalmente. Carne e peixe, em doses pequenas, atum, risoto de polvo (um arroz de polvo mais empapaçado, boa escolha do polvo, sabores a campo no fundo), bom lombo de porco. Simples. Bem apresentado, levado à mesa por um serviço informal e sorridente.Nem parece Lisboa. Talvez por ser Oeiras.Não quer ser como o outro, que sempre que conhecia uma mulher por quem se apaixonava dizia parece estrangeira (e notem a subtileza entre dizer que algo parece estrangeiro e dizer que nem parece português). Mas a Taberna parece um restaurante estrangeiro, moderno sem ser banal, criativo sem cair em lugares comuns, arrogante com autocrítica. Estrangeirado, talvez (numa sala, o problema de Portugal, que é a falta de imigrantes portugueses). É uma bofetada sem luva na jovem tendência de charlatanismo gastronómico, de cozinheiros de livros, TVs e de caterings, que nunca pensaram um prato, que fogem das cozinhas sérias, e que são içados por uma imprensa anósmica de parece-releases e produções fotográficas.Há vinho bem escolhido, há groselha e capilé. Não há refrigerantes.Há mão de pasteleiro nas sobremesas. Cheesecake de queijo de cabra, muito presente nos aromas, a relembrar que cheese quer dizer queijo.Bolo Eusébio, uma homenagem à pantera de chocolate (o que faz a falta de uma vírgula), molhadinho no meio, como elas gostam. Leite creme de tangerina (?) interessante (é tão difícil ser melhor do que o normal), crumble bom (menos puxado do que é costume, varia a fruta em baixo), cada um a dois euros e meio.Na Taberna 2780, a música não destoa (de todas, é esta a faceta mais rara de encontrar num restaurante). Na Taberna 2780, há arrogância com fundamento. E a maior está nos preços: seis euros e meio ao almoço cada prato principal e quinze euros ao jantar cinco pratos cinco (em doses pequenas). Quando os restaurantes da moda cobram cada vez mais por cada vez menos e os custos aumentam, ter um restaurante aberto, cheio, com facturas a aumentar e manter os preços é arrogância a que poucos se podem dar. Deve irritar os colegas.Um restaurante total. Não é a melhor cozinha do mundo, mas é dos melhores restaurantes de Lisboa. E arredores.

por Contra-prova
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Sunday, 11 July 2010

31 de Janeiro

Acima média

Tradicional . Portuguesa . Peixes e Mariscos
Morada:Rua 31 de Janeiro, 163
4490-533 - Póvoa de Varzim
Tel:252614116 Encerra:N
Web:http://www.facebook.com/pages/Povoa-de-Varzim-Portugal/RESTAURANTE-31-DE-JANEIRO/140643337160
Preços:€€ (15 a 25€)
Cozinha digna de nota
Garrafeira digna de nota

Restaurante Mediterrâneo, com longa tradição em pescados e mariscos, representativo da cozinha regional da Póvoa de Varzim e Norte de Portugal.

Em frente à Igreja da Lapa (junto à marina), a 50 mts da marginal Póvoa de Varzim/Vila do Conde
Gambas alhinho, açorda de marisco, peixe fresco grelhado cozido ou frito, parrilhada do mar, arroz de marisco, bacalhau à 31 de Janeiro, lagosta suada, lagosta à americana, caldeirada de lagosta, entrecote à chefe, posta mirandesa, arroz de cabidela, sobremesas normais.
Mapa:
Críticas:
Comida de eleição, panados de polvo de chorar por mais, peixe do melhor ou não estivéssemos na Póvoa. Boa carta de vinhos. Bom serviço. Relação qualidade\preço excepcional.
Nosso menu:Pá de Anho,
Filetes de Polvo,
Bacalhau Lagareiro,
Mousse chocolate,
Bolo noz,
Duas quintas branco,




Saturday, 12 June 2010

Antiga casa faz frio

Regular

Tradicional . Português . Casa de Pasto
Morada:Rua Dom Pedro V, 96
1250-094 - Lisboa, Portugal
Tel:21 346 1860 Encerra:Domingo
Web:
Preços:(menos de 15€)

O nome da casa deve-se ao facto de estar no alto de uma colina, onde faz mais frio. A cozinha está a cargo de um antigo cozinheiro da Marinha e nela têm destaque pratos bem característicos da gastronomia portuguesa
Mapa:
Críticas:
Local simpático e castiço com comida razoável, com um ou outo apontamento de excelência. Local honesto.
Nosso menu:Petinga com arroz de tomate,
Coelho à caçador,
Mousse chocolate,
Tinto da casa,


Antiga Casa Faz Frio


Despido de preconceitos, Lourenço Viegas entra num dos mais antigos restaurantes de Lisboa.

Só o preconceito nos pode fazer gostar do restaurante Faz Frio. Só o preconceito nos pode fazer não gostar do restaurante Faz Frio. Há restaurantes, pessoas, perfumes, mais atreitos ao preconceito. Uma predisposição preconceitual, sina ou sanha, um destino traçado no tampo da mesa. Sobre nomes e ideias constroem-se sabores, refeições, convívios.
Nisto dos restaurantes atreitos ao preconceito, há os novos e os velhos, e normalmente achamos os novos piores do que são e os velhos melhores do que são. É o depósito da memória a turvar os olhos da crítica. Assim é o homem, com e sem maiúscula, a exigir mais dos filhos mais velhos e abandalhar nos mais novos. Nos matrimónios, idem: as primeiras são galinhas, as segundas são rainhas, lá diz o povo (que quando sentencia é sempre ex-mulher ou viúva).

O problema com o Faz Frio não é o não-conheço-e-não-gosto (sentencio desse modo os novos restaurantes conceitos, abertos em torno do vinho – como se na Tate inaugurasse a excelente exposição em torno das molduras do pós-Guerra). O problema é um conheço-tanto-que-não-sei-se-conheço. Se conheço com boca de ver. Sem pensar em conspiração antiga naquelas saletas de polichinelo.

No Faz Frio, começo sempre por uma sopa alentejana (açorda alentejana), ou sopa de coentros como aparece na ementa. Uma sopa atreita a preconceitos. “Lavagem para porcos”, dizia a minha avó, que Deus a tenha por perto das cozinhas celestes, “a maior invenção do mundo” dizia o meu avô, que Deus o tenha à cabeceira da mesa. A água alhada, o pão que lhe resiste, o ovo a misturar-se (como aquelas imagens de um Sol em expansão, nos canais da tvcabo, no fim do zapping entre a promessa de abdominais fortes e o desejo de esculturas em cenouras). É uma sopa que demora (porque se tem de comer), que ultrapassa o dado da sopa comum (que se deixa engolir). É a sopa contra-natura, estranho entranhamento, que nos atrai. É uma sopa que cura. Uma canja sem canja.

Depois, há sempre um prato do dia, razoável. Petinga frita, bem frita, cujos óleos escondem uma idade menos fresca, ou um calvário até ao prato. Mas é essa a função da fritura (deep-fried é significante mais iluminador).

Também parecia deep-fried a mousse de chocolate, tartaruga de chocolate, carapaça ressequida, cheia de ar.

Pensando com boca de ver, o Faz Frio é um restaurante razoável, nem tanto ao mar de quem sentirá o frio de um aspecto museológico, nem tanto à terra de quem saliva com a ideia nostálgica de uma refeição preparada à maneira de um dos mais antigos restaurantes lisboetas.

por Time-Out
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