Saturday, 15 December 2007

Café alentejo

Rua do Raimundo 5
7000-661 Évora
Tel. 266 70 62 96
Fecha Domingos, Reserva aconselhável ao fim de semana, Quinta-feira noite de fados


Local despretensioso com um serviço caloroso. Os petiscos são bem regados pelo vinho da região bem como os pratos principais que fazem juz à herança alentejana. Necessita de uma remodelação a nível de sanitários, o restante ambiente frio e escuro no inverno é um fantástico bálsamo durante o estio alentejano. Um óptimo local para "patuscadas" com os amigos.

Comida

Cozinha regional e tradicional

Preço

€€

até 16 Euros

Ambiente

Antiga tasca. WC deveriam ser melhores.

Serviço

Serviço caloroso


Uma antiga taberna mantida tal como era em meados do século XX, onde se servem petiscos e muitos pratos de gastronomia tradicional alentejana. À quinta-feira à noite há sempre fados ao vivo e durante o fim-de-semana, não encerra enquanto houver clientes. Para além da grande variedade de entrada e de petiscos, há boa gastronomia regional. Destaque para as migas de espargos (€10,50), rabo de boi estufado no vinho tinto (€10,50) ou arroz de pato (€10). Boa garrafeira, onde estão representados quase todos os vinhos alentejanos.

Localização:


Nosso menu:

  • Pão e Paio tradicional
  • Empadinhas de galinha
  • Rabo de boi estufado em vinho tinto
  • Sopa de Cação
  • Tinto da casa



Outros links:

Pastelaria Conventual

R. Cicioso 47
Évora
Tel. 266 70 77 78

De lamber os beiços. Da doçaria ao café tudo é excelente.
A não perder, o "Pão de Rala", os pastéis de nata conventuais, as empadas.

Localização:

Friday, 14 December 2007

Mi soledad

Só de lamentar que tão grande talento nos fosse apresentado em tão mau palco, o "Campo Pequeno" não se presta a estes espectáculos a não ser que se esteja numa plateia VIP, mas adiante. Começou morna a actuação, o público atrasado não ajudou a absorver a componente mais intimista da actuação. As influências musicais sucederam-se, Magrebina, Argentina, Eslava, apimentando o flamenco omnipresente. Adorei o acordeão e o tablao.

Joaquin Cortés, é sem dúvida um artista muito acarinhado e respeitado pelo mundo fora. "Mi Soledad" comprova a grande forma e sentido de ritmo excepcional do artista traduzindo-se em salas esgotadíssimas por todo mundo.

"Mi Soledad"

A interpretação mais intensa, solitária e intimistado maior bailarino do mundo.

Joaquín Cortés propõe-nos uma viagem intimista através das suas emoçõesmais pessoais, dando corpo a esse sentimento, a Solidão. Uma reflexão muito íntima e solitária do homem que enfrenta o amor e o desamor, analisando a sua trajectória da vida.

O espectáculoalia a força da dança aos cânticos e à mística da cultura flamenca, representada por um grupo de 16 músicos e cantoras.
Através da música e da sua forma inconfundível de dançar, Cortés põe-nos em comunicação directa com a sua alma e arte, com uma brilhantíssima paleta de cores flamencas.

Crítica:
Uma voz de homem ergue-se no espaço. Parece um lamento. Seguem-lhe outras vozes. De homens e mulheres. Como numa reza. No meio do palco, Joaquín Cortés. Os braços abertos, o tronco nu, os olhos fitos no céu. À espera de Deus, talvez. Porque a solidão dói. Cola-se à pele. E o corpo não aguenta, cai no chão.


Assim começa Mi Soledad, a última criação daquele que é o embaixador do flamenco. O espectáculo, que já esteve em Portugal, tem regresso marcado para esta sexta no Campo Pequeno, em Lisboa. No sábado, apresenta-se em Guimarães.

Mi Soledad revela o lado mais íntimo de Cortés. “Falo da minha própria solidão”, disse o bailarino ao jornal espanhol El País. O confronto do homem com os seus medos completa a primeira parte do espectáculo, que se aproxima mais da dança contemporânea. Depois, começa a festa flamenca, cheia de cor e luz. Vestidos por Jean Paul Gaultier, Cortés e os seus músicos encarnam o espírito da cultura cigana. O ritmo é alucinante. Cortês mostra, aos 38 anos, que o desassossego ainda lhe toma conta da alma – e dos pés.

Foi em criança, por influência do tio, que Cortés deu os primeiros passos na dança. Nascido em Córdoba no seio de uma família cigana, mudou-se para Madrid aos 12 anos. Ingressaria então no Ballet Nacional de Espanha e com 14 anos ascendia a solista. Em 1992, criou a companhia Joaquín Cortés Ballet Flamenco, que se estreou com o espectáculo Cibayí. Seguiu-se Pasión Gitana (1995), Soul (1999), Live (2000), De Amor y Odio (2004) e Mi Soledad (2005).

Com digressões por todo o mundo, Cortês diz, em tom de brincadeira, que é “um nómada do século XXI”, porque os seus antepassados andavam de carroça e ele prefere o avião.

Além do flamenco, Cortés é um apaixonado pela sétima arte, tendo já participado em fitas de Pedro Almodóvar, Carlos Saura e Manuel Palácios. Como bom cigano, vive com toda a família numa casa em Madrid. Tem um seguro para os pés no valor de 3 milhões de euros e acredita que não é preciso nascer cigano para sentir a alma do flamenco. Mi Soledad prova-o.

Sara Gomes


Thursday, 13 December 2007

A bússola dourada

Fantasia por todo o lado. Gostei do ambiente criado. Fiquei com vontade de ler o livro. Pareceu-me muita história só para duas horas ... e ainda não acabou.

Título original: The Golden Compass
De: Chris Weitz
Com: Nicole Kidman, Daniel Craig, Dakota Blue Richards, Ian McKellen
Género: Ave, Fantasia
Classificacao: M/6

EUA/GB, 2007, Cores, 113 min.

Lyra é uma menina órfã, de 12 anos, que parte numa viagem extraordinária para encontrar e salvar o seu melhor amigo Roger. Lyra prometeu encontrá-lo nem que para isso tenha de ir até ao fim do mundo. Mas não é só Roger que está em perigo. Várias crianças desapareceram e corre o boato que estão a ser levadas para uma agência experimental algures no Norte onde serão vítimas de abomináveis experiências.
Baseado no galardoado livro de Philip Pullman, "A Bússola Dourada" é uma aventura que decorre num fantástico mundo paralelo. in Público

Crítica:

O mundo é um lugar estranho

"A Bússola Dourada", que ontem estreou, é um filme de ligações improváveis. Junta um realizador (Chris Weitz) mais conhecido pelo seu "American Pie" à obra de fantasia multi-premiada do escritor Philip Pullman. Coloca um James Bond (Daniel Craig) e uma Bond Girl (Eva Green) nos papéis de um aristocrata desempossado por uma organização despótica e de uma bruxa com 300 anos. É um filme-aposta de um grande estúdio, a New Line, com uma protagonista que se estreia como actriz aos 12 anos.

E "A Bússola Dourada" surge na esteira de uma mão-cheia de projectos cinematográficos alicerçados na fantasia, como "O Senhor dos Anéis", "Harry Potter, "As Crónicas de Narnia", "Ponte para Terabithia" ou "Beowulf". Os filmes de fantasia que roçam espadas com a ficção científica e o público juvenil são uma tradição, mas estão na primeira linha desde que Peter Jackson exerceu o seu toque de Midas e que J.K. Rowling emprestou o seu Harry Potter ao cinema.

Pergunte-se então a Chris Weitz, realizador e responsável pela adaptação da trilogia "Mundos Paralelos", se não está preocupado com uma possível saturação do público perante o eterno regresso anual do cinema de fantasia. "Agora estou!", ri-se Weitz numa mesa redonda com jornalistas em Londres. "Não temo isso porque penso que o filme que fizemos é sobretudo sobre pessoas. Acho que haverá uma reacção contra filmes que dependem muito dos efeitos especiais e não da narrativa ou de personagens interessantes", argumenta, mais sério.

Ainda assim, e sabendo-se que o orçamento rondou os 200 milhões de dólares (136 milhões de euros), menos de metade dos quais foi para os habituais efeitos CGI, a verdade é que "A Bússola Dourada" está carregada de efeitos especiais. Sim, foram para a Suíça filmar em glaciares e estiveram em Oxford, mas também recriaram ursos polares e uma Londres "steampunk" em computador - a imagética do filme é uma fusão entre elementos de há dois ou três séculos com funções mais contemporâneas.

Tanto Eva Green (que aparece apenas em três cenas como a bruxa Serafina Pekkala) quanto Dakota Blue Richards, a estreante de 12 anos, admitiram que filmar perante um ecrã verde é "aborrecido". Dakota fala de um plano em que viaja numa carruagem e vê Londres pela janela. "Mas não via nada, era um ecrã verde e nem era uma carruagem, era uma caixa verde sem uma janela por onde olhar. Foi muito frustrante", confessou aos jornalistas sob o olhar atento da mãe, que lhe leu os três livros de Pullman quando tinha nove anos.

Espírito selvagem

Dakota é uma protagonista ruiva de olhar expressivo e foi escolhida entre dez mil outras miúdas. "Ela não era a rapariga mais arranjadinha, não tinha maquilhagem e não era tão polida, mas tinha aquela qualidade muito particular: ser selvagem em espírito", recorda Weitz. "Sempre adorei a Lyra", diz Dakota sobre a menina sem pais que vive no Colégio Jordan, em Oxford, rodeada de académicos e sempre acompanhada por Pantalaimon, o seu génio ("daemon" no original, uma manifestação da alma que Pullman atribui a humanos e bruxas nos seus livros).

Esta primeira parte da história da trilogia "Mundos Paralelos" arranca com o desaparecimento de um amigo de Lyra às mãos dos Gobblers, um misterioso grupo ligado ao mais tenebroso Magisterium - é uma organização-espelho de uma igreja controladora, contra a qual o tio de Lyra, Lord Asriel (Daniel Craig), está a trabalhar. Entra depois em cena a sedutora e dúplice Sra. Coulter (Nicole Kidman), que toma Lyra sob a sua protecção, à medida que os elementos místicos se avolumam.

Há um aparelho mágico, o aletiómetro (que dá, por associação imagética a uma bússola e nada mais do que isso, o nome ao filme), há partículas elementares (o enigmático Pó), ursos falantes e passagens para outros mundos, feitos das escolhas que não fizemos e das opções que deixámos para trás.

Bênção na rodagem

Philip Pullman criou livros que misturam conceitos da física, da psicologia, da religião e da história e de bom grado os cedeu para adaptação no cinema, com Nicole Kidman em mente desde que escreveu a personagem da Sra. Coulter. "Ele escreveu-lhe para lhe dizer que estava a pensar nela quando estava a escrever", revela o realizador, e isso convenceu a actriz a participar no filme.

A presença de Pullman em alguns momentos da rodagem foi como uma bênção ao trabalho de Weitz, que estudou em Cambridge como Pullman e que há quatro anos apresentou à New Line uma ideia do que deviam ser os filmes. O estúdio, que já procurava um sucessor para a trilogia milionária de "O Senhor dos Anéis", aceitou-a. Mas Chris Weitz, nomeado para um Óscar pela adaptação do livro "About a Boy", de Nick Hornby, desistiu. "Tive medo (risos), porque foi óbvio que o elemento de efeitos visuais nisto seria gigantesco, e na altura não tinha qualquer experiência nessa área. E também seria um horário de filmagens muito mais longo e exigente do que qualquer outro." O segundo e terceiro filmes, "A Torre dos Anjos" e "O Telescópio de Âmbar", deverão ser filmados em simultâneo se este filme correr bem à New Line.

Voltou ao projecto depois de ter aprendido mais sobre CGI e de ter casado, mantendo um contacto constante com Pullman. "Fui ter com ele como fã dos livros", e sim, "tinha de adaptar o argumento senão não acreditaria no que estava a fazer". "Ele foi muito gracioso quanto à condensação dos elementos do livro no filme".

A polémica religiosa

Condensar é aqui a palavra-chave. "A Bússola Dourada" não é um épico de longuíssima duração como o seu antecessor "made in" Tolkien, e Weitz admitiu aos jornalistas que "gostava que fosse mais longo" porque a multiplicidade de localizações da acção torna o filme uma viagem por vezes demasiado rápida. "A nossa principal preocupação foi impelir a história o mais para a frente possível. Tem havido uma má tendência de fazer filmes mais longos para que sejam importantes e tentei evitar isso."

E depois há a questão religiosa. O filme está rodeado de polémica vinda de dois lados. Por um lado, a organização americana Catholic League, que apela ao boicote do filme que "denigre o cristianismo". Por outro, os fãs que ficaram assustados quando Weitz revelou, em 2004, que ia diluir algumas das questões religiosas em prol da subtileza (não se fala em igreja no filme, mas apenas do Magisterium, por exemplo). "A minha reacção aos protestos é de tristeza, porque vêm de pessoas que não viram o filme e que não se ligaram às ideias muito subtis e elaboradas dos livros. Não acho que "Mundos Paralelos" seja uma série de livros anti-cristãos. Acho que Pullman não gosta de dogmas e de religião usada para fins políticos, mas não acho que isso seja terrivelmente controverso." E os fãs, pergunta o Ipsílon? "Sei que (os elementos religiosos) não foram diluídos e que só foram comprometidos superficialmente". Diz compreender a posição dos leitores mais acérrimos, mas também que "há algumas pessoas que querem empurrar estes livros para uma guerra cultural".

Daniel Craig não perde a boa disposição quando se toca neste tópico. Considera que o livro levanta uma discussão saudável e não pensa que o filme seja "anti-religioso", mas sim que "levanta muitas questões sobre como se abusa da fé e como ela é usada como arma contra o livre arbítrio. Não é um filme anti-católico, é um filme anti-"establishment" e adoro histórias anti-"establishment". Acho que a igreja, seja ela qual for, precisa sempre de questões, de questionamento. E acho que a igreja católica tem umas costas suficientemente largas para lidar com isto. Hão-de estar a vender este livro no Vaticano no próximo ano", ri-se.

Portanto, e apesar de ter uma criança como protagonista, esta não é uma história meramente infantil. Mas as crianças às vezes fazem perguntas muito interessantes. O Ipsílon perguntou a Dakota Richards sobre a presença de Pullman no "set" e que tipo de dicas deu à nova Lyra. "Ele falava-me sobre algumas das cenas e eu fazia-lhe perguntas. E fiz-lhe uma pergunta sobre o livro à qual ele não soube responder. "Como é que os génios nascem?" Porque os bebés nascem mas de onde vem o seu génio? Ele disse que nunca teve de pensar nisso porque nunca escreveu sobre isso.

Joana Amaral Cardoso

Thursday, 6 December 2007

Peões em Jogo

Lideranças centradas na promoção pessoal. Juventude desapaixonada e sem rumo. Imprensa onde as notícias perdem para as audiências. A teoria do medo e o fantasma do 11 de Setembro. Uma imagem triste e assustadora da América, do que ela se tornou e do que isso pode implicar no mundo.

Título original: Lions for Lambs
De: Robert Redford
Com: Robert Redford, Meryl Streep, Tom Cruise
Género: Dra, Thr
Classificacao: M/16

EUA, 2007, Cores, 88 min.

O papel dos media, da política e da educação na América de hoje em análise num filme cujos protagonistas estão envolvidos de alguma forma no combate contra o terrorismo.
Um senador (Tom Cruise) está prestes a dar a uma jornalista (Meryl Streep) uma notícia explosiva sobre estratégias de guerra. Porém, ela terá de decidir se segue a história ou se cede a tornar-se num instrumento de propaganda política. Numa universidade, um professor de Ciência Política, Stephen Malley (Robert Redford), confronta um estudante, que dado o seu desinteresse pode nunca atingir o seu potencial.
Do outro lado do planeta, nas montanhas do Afeganistão, dois antigos alunos do professor Malley, longe dos debates políticos e dos discursos dos seus mentores, lutam pela sobrevivência. in Público

Crítica:
Há cerca de um ano, quando foi anunciado o relançamento da United Artists, algum jornalismo mais superficial achou por bem insinuar que o envolvimento de Tom Cruise como coordenador-geral da produção do estúdio seria uma boa anedota.

Surge, agora, Peões em Jogo, primeiro título da nova gestão (partilhada com Paula Wagner, há muitos anos associada a Cruise) e o mínimo que se pode dizer é que estamos perante um dos maiores acontecimentos cinematográficos de 2007 e também um dos mais fascinantes filmes políticos americanos desde JFK (1991), de Oliver Stone.

Dirigido e protagonizado por Robert Redford, Peões em Jogo é um tour de force organizado a partir de três cenários paralelos. Em Washington, um senador (Cruise) dá conta a uma jornalista (Meryl Streep) de uma nova estratégia militar no Afeganistão; numa universidade da Califórnia, um professor (Redford) tenta aconselhar um aluno (Andrew Garfield) a não desistir dos seus ideais políticos; enfim, no Afeganistão, estão envolvidos dois soldados (Michael Peña e Larry Bates) que foram alunos do mesmo professor.

Do cruzamento destas histórias nasce uma visão crítica da América contemporânea que, de forma fria e descarnada, lida com três temas fundamentais: a credibilidade do poder político, as ligações desse poder com os profissionais dos media e a desmobilização dos jovens em relação aos problemas do seu próprio país.

Contornando todos os maniqueísmos (nomeadamente "pró" ou "contra" a administração Bush), Peões em Jogo reaviva a mais nobre tradição liberal do cinema clássico americano. Trata-se de combater as aparências das coisas para discutir a relação de cada um com a verdade dos factos, ou melhor, o esforço de cada um para alcançar (ou bloquear) algum grau de verdade e transparência. É isso que o transforma num grande filme político. Ou seja: num exercício artístico e moral sobre as relações entre o indivíduo e os valores colectivos. É bom encontrar um filme assim, sem efeitos especiais para disfarçar o vazio das ideias. Aqui, como sempre, o melhor efeito especial é o próprio ser humano.

João Lopes

Sunday, 2 December 2007

Hitman

Estava à espera de melhor, a certa altura tudo me pareceu amador. Teria potencial se abordado de uma perspectiva mais realista e menos "gamer". Não me aborreci, mas não é filme que veja outra vez.

Título original: Hitman
De: Xavier Gens
Com: Timothy Olyphant, Robert Knepper, Olga Kurylenko
Género: Thr
Classificacao: M/16

EUA/FRA, 2007, Cores, 100 min.

Cabeça rapada, código de barras tatuado na nuca, fato preto, camisa branca e gravata vermelha: o Agente 47 é o mais misterioso e inabalável assassino profissional. Conhecido pela minúcia com que cumpre as suas missões, obedece sempre a um rígido protocolo: extrema discrição, vigilância e cuidado. A paciência e a determinação são as duas armas predilectas deste agente que trabalha para uma misteriosa organização conhecida apenas como Agência. Nada o consegue travar e a sua assinatura é uma total ausência de provas. Um verdadeiro fantasma, que desaparece no final de cada missão, o agente é obrigado a contrariar o seu próprio protocolo quando lhe atribuem uma missão que envolve um político russo. Perseguido pela Interpol, pelos serviços secretos russos e por agentes da sua própria organização, vai ter de contornar os obstáculos para cumprir o seu plano. Um filme de acção baseado no videojogo homónimo.
In PÚBLICO

Crítica:

Hitman narra a história de um orfão criado por uma sociedade religiosa secreta e transformado num assassino por contrato sem nome, apenas conhecido por agente 47. Quando este aceita assassinar em público ( algo que vai contra a sua maneira de agir ) um político russo, a sua vida torna-se num completo caos. Desta vez, ele é que é o alvo e é perseguido tanto pela interpol como pela polícia russa que o quer ver silenciado.

Mais uma vez, este é um daqueles filmes que divide a opinião do público- os que jogaram e são familiarizados com o jogo e os que desconhecem por completo a personagem e o jogo em si. Para esses que desconhecem a ligação, este é apenas mais um filme de acção com um agente de renome, muito semelhante a James Bond, Jason Bourne e Ethan Hunt. Mas não é... ou não devia ser. Porque, infelizmente, é o que este filme se torna. Esta adaptação recai outra vez na mesma fórmula de um famoso agente secreto. Hitman não devia ser isso. Devia, antes de mais, focar na personagem que é 47- alguém frio e práticamente sem emoções, algo que não acontece neste filme devido a esta personagem feminina que para mim nem sequer devia ter metido os pés nesta película. 47 é uma personagem fenomenal ( nos jogos ), alguém que criou vários fãs por todo o mundo. A sua insignificância perante os seus alvos é estonteante. Não existem remorsos, dúvidas e emoções. Tem que ser feito e à que ser pago por um trabalho bem executado. Se bem me lembro e posso estar enganado, pois já joguei o primeiro jogo há uns bons anos, mas penso que 47 é um clone e aqui é tratado como um orfão. Os outros agentes deviam ser igual a ele, mas aqui aparecem vários de diferentes raças. Não era bem aquilo que estava à espera, mas achei interessante.

Esta poderá ser uma das melhores adaptações de jogos em termos de grafismo ( Silent hill também foi uma agradável surpresa ). Existem momentos no filme, que parece que estamos a jogar o jogo. Aqui, os planos de filmagem são muito bem executados e luz em certos momentos está muito bem utilizada ( Ex: no início, quando o polícia chega a casa e 47, sentado na secretária, acende luz. Parece mesmo tirado do jogo. ). E em certas situações, parece que estamos a executar uma missão ( Ex: a cena do restaurante, muito bom mesmo. ). Xavier Gens faz aqui um bom trabalho, mas a história torna-se num cliché e o romance ( espécie ) acaba por arruinar o que eu acho que podia ser uma boa adaptação.

Outro dos aspectos com que eu fiquei desiludido, foi elenco. Completamente sem carisma, personagens de duas dimensões, nem Robert Knepper ( quem eu admiro bastante ) consegue transmitir algo ao espectador. Depois temos uma mulher, uma de tal Olga Kurylenko, que só vem estragar o filme e a personagem ao tentar embutir sentimentos a alguém que foi geneticamente criado para não ter sentimentos. E depois existe outra vez o cliché de um filme de acção em que uma mulher bonita aparece nua- completamente desnecessário a meu ver ( em termos cinemáticos, claro! ). Quanto ao resto do elenco, nem vale a pena falar ou expressar a minha opinião em relação a personagens que só servem para completar o argumento do filme.

Deixei para o final a minha análise de Timothy Olyphant, pois 47 é a razão pela qual o filme foi feito. Quando Die hard 4.0 estreou, tive uma desagradável surpresa em relação a Olyphant, mas mesmo assim sempre apoiei a escolha dele como 47. Mas agora ao ver o filme, penso que não tenha sido a melhor escolha. Não pela sua actuação, que até esteve bem, mas as suas expressões. Deviam ter escolhido alguém mais frio e menos expressão facial, pois quando olho para Olyphant vejo alguém bom e por vezes cómico. E 47 não é assim, mas provávelmente seria dificil arranjar alguém. Se arranjássem alguém sem um background muito conhecido, podia resultar. Os fãs de Hitman de certeza que iam ver o filme, mas os estúdios querem sempre alguém de renome para suportar um filme ou quem sabe uma franchise.

In Moving Pictures

Saturday, 1 December 2007

Terra Mar

Estrada Nacional 247
2640-027 Ribamar, Ericeira
Tel. 261 865 924


Mais uma das muitas "marisqueiras" da zona. Os pratos ricos de peixe, sopa, arrozes, cataplanas são muito bons, tirando isto pouco acrescenta à restante oferta da região.

Comida

Pratos ricos de peixe e marisco.

Preço

8 a 14 Euros

Ambiente

Algumas mesas têm uma bela vista.

Serviço

Atencioso


Situado em Ribamar-Ericeira, a 10 m da Praia de São Lourenço, num local priveligiado pela natureza, o Restaurante Terra Mar é ponto de paragem obrigatória para todos os apreciadores de marisco.
Com viveiros próprios o Restaurante Terra Mar, garante qualidade e frescura em todas as especialidades servidas.
Galardoado em 2005 com o prémio Qualidade & Serviço, atribuido pela Associação Empresarial da Cascais, Sintra, Mafra e Oeiras, o Restaurante Terra Mar é o espaço ideal para disfrutar calmamente a sua refeição com uma excelente vista sobre o mar.


Localização:



Nosso menu:

  • Tostas com creme sapateira
  • Pão quente com manteiga
  • Sopa rica do mar
  • Arroz de tamboril
  • Vinho verde Gazela