Wednesday, 6 February 2008

Sweeney Todd

Apesar de ser um musical, algo que abomino, gostei imenso do filme. O ambiente gore tão característico de Tim Burton tornam este musical aceitável. Johnny Depp e Tim Burton, mistura imbatível.

Título original: Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street
De: Tim Burton
Com: Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Sacha Baron Cohen
Género: Mus, Thr
Classificação: M/12

EUA, 2007, Cores, 116 min. (IMDB)

Depp é Sweeney Todd, um barbeiro apaixonado que é injustamente condenado à prisão, nas galés, por força de um juiz que lhe cobiça a sua bela mulher. Mas Sweeney nunca esquecerá nem nunca perdoará. Quando regressa a Londres, para tentar reencontrar a mulher e a filha, descobre o trágico destino que tiveram após a sua prisão, Sweeney afia as suas navalhas, que a Senhora Lovett (Helena Bonham Carter), a mulher que faz as piores empadas de Londres, lhe guardou. Começa então a preparar a sua vingança, treinando as suas mãos e fazendo a barba a cavalheiros de que nunca mais se ouve falar... Tudo para vingar a mulher e recuperar a filha das mãos do pérfido juiz Turpin, que agora se quer casar com ela. Ao seu lado, a cúmplice Lovett, que aproveita para rentabilizar o negócio de forma diabólica com os crimes de Sweeney que ficará na memória de todos como o Terrível Barbeiro de Fleet Street in Público

Crítica:
Da tesoura à navalhada

É com algum espanto que se fazem as contas ao número de filmes em que Johnny Depp foi actor de Tim Burton. Na objectiva verdade dos factos são apenas seis, contando já com o "Sweeney Todd" que agora estreia nas salas portuguesas. Mas parecem - "parecem", ao observador fazendo fé apenas no imediatismo do instinto - muito mais. Tim Burton e Johnny Depp formam uma das parcerias criativas mais importantes no cinema americano das últimas duas décadas, e muito possivelmente a mais produtiva e entusiasmante parelha realizador/actor desse mesmo período (podemos lembrar-nos de outra, Scorsese/De Niro, mas o essencial desta colaboração está nas duas últimas décadas ou nas duas décadas anteriores?).

Certa vez em que lhe perguntaram pelas razões do sucesso da parceria, Tim Burton respondeu assim: "Johnny é o actor ideal: basta dar-lhe roupas e maquilhagens esquisitas que ele fica logo todo contente". Esta resposta só na aparência é uma "boutade"; sendo certo que é importantíssima a sua relação com o universo do desenho animado, e do desenhado animado clássico (a "escola Disney"), Burton encontrou em Depp um actor totalmente disponível (e particularmente dotado) para ser "remodelado" conforme as necessidades, para ser o primeiro alvo de uma, chamemos-lhe, "intervenção figurativa". Isso faz dele, de facto, o intérprete ideal de uma obra que, como a de Burton, se joga tantas vezes na fronteira entre o humano e a mera antropomorfia, homens e bonecos coexistindo, alegremente ou dramaticamente, nalguns casos no mesmo corpo. E se há um tipo de figura "burtoniana" (essa: meio-homem meio-boneco) de que Depp se tornou o veículo típico e ideal, tornando quase impensável a sua ausência, não é menos verdade que o próprio actor se habituou a dela guardar qualquer coisa que depois prolonga, ou projecta, noutros filmes e noutras personagens - o Jack Sparrow dos "Piratas das Caraíbas", por exemplo, resultado do encontro entre os maneirismos de Keith Richards e um fantoche desgovernado: questão de retórica pura e simples que não tem resolução possível, mas... Johnny Depp seria, hoje, "Johnny Depp", nas características e não apenas no estatuto, sem o encontro com Tim Burton?

Em "Sweeney Todd" Burton e Depp apropriaram-se totalmente da personagem homónima, o amargo e sanguinário barbeiro de Fleet Street. É uma personagem que entra inteiramente para a galeria conjunta, pouco importando, face a essa apropriação, que venha dum musical de Stephen Sondheim e, antes disso, dos "mitos urbanos" londrinos e da literatura popular inglesa do século XIX. Torna-se uma criatura de Burton e uma criatura de Depp. Tanto assim é que a rima mais evidente é com o ponto de partida da colaboração entre o realizador e o actor, "Eduardo Mãos de Tesoura" (1990). Física e figurativamente, Sweeney é um Eduardo mais velho (com uma madeixa branca no cabelo preto), mais triste e mais violento, que se completa quando tem nas mãos uma navalha de barbear. Das tesouras de Eduardo às navalhas de Sweeney, ou, com alguma liberdade poética, da lâmina à lâmina: aproveitamos esta circularidade para passar em revista os vários momentos da colaboração Burton/Depp, tentando ter em atenção que, no fundo, é a lâmina o importante.

"Made in heaven"

Como dissemos, começou em 1990, com "Eduardo Mãos de Tesoura". Tim Burton tinha só três longas-metragens no currículo, "Pee Wee"s Big Adventure", "Beetlejuice" e, seu primeiro filme de alto perfil, "Batman" (mas também, muito provavelmente, o mais impessoal de todos). Johnny Depp, em cinema, praticamente só tinha no currículo um punhado de papéis secundários, ainda que alguns deles em filmes conhecidos (como o primeiro "Pesadelo em Elm Street" e o "Platoon" de Oliver Stone). A popularidade que tinha, se assim se lhe pode chamar, vinha de uma série de TV, "21 Jump Street". O encontro de Depp e Burton em "Eduardo Mãos de Tesoura" foi da ordem do miraculoso, verdadeiramente "made in heaven". O filme tornou-se um "clássico moderno" do cinema americano de inspiração fabulosa, condensando referências e dívidas formativas, de Walt Disney ao cinema de terror, e impôs, com inédita limpidez, o universo e o olhar "de cineasta" de Burton. Com tesouras em vez de mãos Depp era um cruzamento entre Pinóquio e o monstro de Frankenstein, criatura imperfeita e inacabada, transportando juntamente com essa imperfeição e inacabamento uma melancolia e uma ingenuidade não menos "ontológicas".

Teríamos a tentação de dizer que, na colaboração seguinte entre os dois, as máscaras caiam e estávamos completamente entre humanos, ou entre humanos completos. O filme foi "Ed Wood" (1994), e oferecia a Depp a oportunidade de protagonizar um "biopic" (ou aparentado) do homem que foi encartado como "pior cineasta de todos os tempos", Edward D. Wood Jr., realizador de filmes célebres como o "Plan 9 From Outer Space". Mas a humanidade do Wood de Depp será assim tão completa? A sua vontade de ser integrado e de ser reconhecido, a necessidade de se fazer rodear de uma "troupe" de "freaks" no lugar onde outros têm uma família, não viriam estas coisas de uma humanidade em perda, "incompleta", se já não fisicamente pelo menos psicologicamente? E o esgar que Depp punha permanentemente na boca de Wood, um sorriso como que de uma felicidade forçada, "obrigatória", não seria ainda uma maneira de encenar a "máscara"? É verdade que os termos, por relação a "Eduardo", se invertiam, e que a primeira personagem era uma "criatura" tanto quanto Ed Wood (ou, outra vez, Edward, Eduardo...) era um "criador", mas não obstante, ou até mesmo por causa disso, o que Burton e Depp propunham no desenho dessa figura vinha ainda no balanço de um trabalho de "circuito" entre humanização e desumanização.

A infância como assombração

"Humanização" e "desumanização" ou, em vez disso, infância e idade adulta. Em certo sentido, não há nada mais monstruoso do que uma "criança grande", um adulto que se recusa a crescer, nem que o seu oposto, uma criança que já é um pequeno adulto. Isto é um tema burtoniano, que faz o essencial de um filme como "Pee Wee"s Big Adventure", a primeira longa do cineasta, imparável mergulho no grotesco, protagonizado pelo Pee Wee Herman de infeliz memória. O grotesco selvagem de "Pee Wee"s" Burton nunca o repetiu nos filmes com Johnny Depp, nem em quaisquer outros. Mas a infância como assombração, como algo que o adulto transporta como um peso que o puxa para trás, mais ou menos regressivamente, esse tema foi-se desvelando com subtileza. E pela primeira vez de maneira absolutamente clara em "Sleepy Hollow", filme baseado na história e nas personagens de Washington Irving que constituiu, em 1999, a terceira colaboração entre Burton e Depp.

Ichabod Crane, o protagonista, sofre de desmaios e alucinações, que se dão a ver em "flash-backs" relacionados com a sua infância. Como se o homem adulto avançasse num terreno armadilhado por traumas e recordações guardadas por razões incertas. Ichabod era, porventura, a mais séria (em sentido "realista") das personagens de Depp para Burton, e a sua profundidade psicológica era muito mais importante do que as questões figurativas relacionadas com a sua natureza. Mas seis anos mais tarde, em "Charlie e a Fábrica de Chocolate" (2005), quarto filme Burton/Depp, essas questões centrais na constituição de Ichabod praticamente se viravam do avesso. A absoluta seriedade de "Sleepy Hollow" fazia-se suceder por um ambiente de fantasia industrial, algures entre uma festa de Carnaval e uma viagem de comboio fantasma.

Depp dava corpo a Willy Wonka, industrial do chocolate, figura na fronteira entre a mais profunda misantropia e a mais perversa infantilidade. Possivelmente, a mais perturbante personagem que Depp fez para Burton, puxando ao máximo pelas cordas mais ambíguas, quer em termos de caracterização (até se falou numa variação sobre Michael Jackson...) quer no que toca aos modos da sua apreensão e reconhecimento pelo espectador. O facto de alguma coisa sobre a personagem ser parcialmente explicada (ou "explicada") através de "flash backs" oriundos da sua infância adensava, tanto quanto caricaturava, esse tipo de dimensão psicológica trazido de "Sleepy Hollow".

E no fundo, Depp voltava a instalar-se naquela obscura zona figurativa entre a "carne e osso" e a "plasticina", entre o homem e o boneco. Questão interessante: é mais "humano" o Willy Wonka de "Charlie..." ou Victor van Dort, o boneco a quem Depp deu voz em "Corpse Bride", filme de animação realizado nesse mesmo ano e que foi a quinta colaboração entre os dois? Respondendo ou não a essa pergunta, é muito fácil defender que Johnny Depp "está" em "Corpse Bride" tanto como noutros filmes - o boneco, de resto, foi decalcado da sua figura. Ter bonecos a representar actores não é muito diferente de ter actores a representar bonecos, são apenas duas maneiras diferentes de fazer ecoar as "questões de natureza", tão caras ao cinema de Burton.

E agora, "Sweeney Todd". O regresso às lâminas, numa mais que possível variação negra, soturna, quase claustrofóbica, sobre a personagem de Eduardo Mãos de Tesoura. "Sweeney" tem um passado e tem um desgosto, o seu coração que antes foi "puro" está agora turvado pela dor e pelo ódio. No universo poético das colaborações Burton/Depp, é porventura a primeira representação de uma ideia da "idade adulta", no que ela tem de mais triste, de mais solitário, de mais distanciado da infância. E há sangue, sangue como nunca se viu em Burton, a cobrir, na parte final, a cara de Depp: não há dúvida, aqui, que se trata de homens, não de bonecos.

Luís Miguel Oliveira

Há monstros no musical

A cada filme de Burton os fãs estão sempre à espera de uma novidade, um modo de, na extrema coerência de um universo que não se confunde com nenhum outro, avançar um passo mais, desenvolvendo o fantástico herdado do romance gótico de finais do século XIX, por via do maravilhoso do Romantismo Alemão, com tantas entidades mediadoras que enriquecem a sua obra, tais como reminiscências dos clássicos da Disney, do "Feiticeiro de Oz" ou do mundo menos complexo dos "comics"...

Alguma crítica recebeu de forma pouco entusiástica "Sweeney Todd", acusado de pouco inovar no contexto da "burtoniana" essencial. Antes de mais, é preciso levar em conta a origem teatral do material. As opções estéticas de permanecer "fiel" ao musical de Stephen Sondheim determinam que "Sweeney Todd" - adaptação do espectáculo estreado na Broadway em 1979 - tenha que ler-se neste contexto: Burton entendeu que tinha que deixar marcas fundamentais do texto, não ignorando a dimensão operática (embora nunca aprofundando em excesso a ligação com as "óperas" de Kurt Weill) e não sem explorar a radical modernidade da partitura, o que lhe permite transportar um texto teatral para a mobilidade fílmica de uma câmara que explora na perfeição as hipóteses do digital - em vertiginosos "travellings" sobre o cenário reminiscente do palco, mas renovado em cores soturnas que remetem para o imaginário vitoriano.

Este transporte de um "meio" para outro (Burton nunca cede à tentação de teatralizar) permite-lhe, inclusive, fazer com que Johnny Depp vocalize o "parlando" das renovações melódicas de Sondheim e dá a Helena Bonham-Carter, excelente no modo como sexualiza a personagem e como canta os resquícios de balada que atravessam a partitura, a possibilidade de cumprir as exigências vocais que "Sweeney Todd" exige.

O gosto pelo "gore"

Uma das questões essenciais que este musical levanta é o facto de, apesar das regras canónicas, tanto da Broadway, quanto de Hollywood, de associar mecanicamente Musical e Comédia (veja-se a vitória de Depp, nos Globos de Ouro, como melhor actor de Comédia ou Musical e de "Sweeney Todd" como melhor filme de Comédia ou Musical), é que tal associação não faz sentido. "Sweeney Todd" debruça-se sobre os malefícios da Revolução Industrial, sobre um sistema judicial corrupto e sobre memórias visuais e iconográficas de um tempo que incorpora o grande romance "realista" de Charles Dickens, bem como uma abundante literatura de cordel, repleta de crimes hediondos e exibições despudoradas de sangue derramado, arriscando um tema "impossível" para um musical centrado no crime sem remorsos e em personagens negativas. Estabelece com o público uma relação de intimidação sem tréguas, nem complacências. Não se hesita em convocar pedofilia, antropofagia, a monstruosidade instituída em regra de correcção da sociedade injusta que se retrata. Do ponto de vista musical, Sondheim faz corresponder o esfacelamento do número musical no todo. O herói, o barbeiro "serial-killer" (personagem criada por Len Cariou na Broadway), comanda a acção com a sua cúmplice Mrs. Lovett, mas não existe qualquer lógica que escape ao disparate das peripécias excessivas do "Grand Guignol". E não há na punição final qualquer moralidade tranquilizadora.

Mário Jorge Torres

Tuesday, 5 February 2008

O Magano

Rua Tomás da Anunciação 52
1350-328 - Lisboa
Tel. 21 395 45 22
Encerra aos domingos, reserva recomendada

Regional Alentejano

Um Alentejano acolhedor em Lisboa. No simpático bairro de Campo de Ourique serve pratos com os melhores produtos. Sopa de cação de bom nível se bem que não a melhor que já comi. Os torresmos são um bom pitéu e o bolo de chocolate, apesar de pouco alentejano, é excelente. Tem uma boa garrafeira e o jarro da casa está ao nível. Recomenda-se vivamente.

Comida

Alentejano a bom nível

Preço

€€

18 Euros

Ambiente

Muito bem organisado e acolhedor. Melhor agora sem fumo

Serviço

À altura e muito simpático

Restaurante inteiramente dedicado aos sabores do Alentejo, onde sobressai a boa qualidade dos produtos, com serviço à altura e ambiente confortável.
Entradas: Fritos de morango; Ovos mexidos com chouriço; Orelha de porco de coentrada; Farinheira frita; Fígado de porco em vinagrete; Paio de Barrancos; Queijinhos de Nisa.
Peixe: Tranchas de peixe-galo com açorda de ovas; Sopa de cação; Açorda de bacalhau com ovos escalfados.
Carne: Burra assada no forno; Cabeça de porco com feijão branco; Sopa da panela de pombo bravo; Galinha de tomatada à moda do monte; Carne no alguidar com migas; Lombinho de porco preto grelhado; Perdiz à moda da Bia; Costeletinhas de borrego fritas com alho; Ensopado de borrego; Cozido de grão; Arroz de coelho bravo.
Doces: Sericaia, encharcada e outros doces alentejanos



Localização:

Nosso menu:

  • Torresmos
  • Sopa de cação
  • Tinto da casa

Crítica:
Alentejo em Campo de Ourique
Um lugar onde o cozido de grão e os pezinhos de coentrada nos fazem suspirar pelo Sul

Campo de Ourique, Parada, Tomás da Anunciação: toponímica trindade para um destino uno e sem mistério. Também conhecido por Jardim da Parada (por ocupar o antigo terreiro da parada do quartel), ou da Maria da Fonte, que lá está na escultura de pedra de Costa Mota, tio, de 1920 ("com a pistola na mão/ para matar os Cabrais/ que são falsos à nação"), o Jardim de Campo de Ourique fica no encontro da Rua da Infantaria 16 com as de 4 de Infantaria e Tomás da Anunciação. É só seguir por esta, na linha de continuidade da fila dos táxis, e logo do lado esquerdo se chega ao número 52, sede do maliciosamente chamado Restaurante O Magano. Proporciona um ambiente acolhedor, num espaço não muito grande mas bem organizado, onde a brancura prevalece no tecto e em parte das paredes, estas esparsamente ornadas com pratos do Redondo, chão de tijoleira, boa iluminação por focos. Cadeiras de bunho (ou imitação sintética), mesas convenientemente atoalhadas, correctamente servidas de louça e faqueiro e muito bem de copos.

Salvo as excepções que têm sempre que existir, o que se pratica aqui é a cozinha alentejana, em excelente forma, diga-se desde já. A lista divide-se em 10 Entradas, 7 Sugestões do Dia, (pelo menos 5 substituíveis), 4 Peixes (igualmente renováveis) e 7 ou 8 Carnes (com pouca alteração).

Entraram com brilhantismo os "torresmos do riçol" (€3), ou "do redenho" (aquela especiosa pequena rede de gordura pegada aos intestinos do porco), nada enjoativos, invulgares. De polme abundante, sem oleosidade, os "peixinhos da horta" (€2,50) satisfizeram. Mesmo sem ser campeã, a "farinheira com ovos mexidos" (€4,50) constituiu um petisco apetecível. Com os ingredientes criteriosamente apresentados em separado, a "sopa de tomate com garoupa e ovo escalfado" (€12), igualmente com pão finamente fatiado e coentros, mostrou peixe qualificado e caldo sápido, com o gosto do tomate a dominar. Boa solução para aproveitamento de sobras ou para variar do bacalhau, as "pataniscas de garoupa com arroz de mexilhões" (€9) perfizeram um conjunto válido pela apurada execução de ambos. Boa realização também nos "pastéis de massa tenra com arroz de grelos" (€11), embora o recheio seja preferível granulado (como as antigas máquinas manuais propiciavam) e não esmagado.

Perfeitos em si e no equilíbrio canónico dos ingredientes, os "pezinhos de coentrada" (€9), só (e bem) acompanhados de faias de pão frito. Sem temperos especiais nem sabores transversais, os bagos absorvendo as essências e em textura virtuosa, o "arroz de coelho bravo" (€11) foi a vitória da simplicidade. Conquanto os enchidos (chouriço, morcela e farinheira) se limitassem à mediania, o "cozido de grão à alentejana" (€11) teve todo o resto que lhe compete em beleza, incluindo o caldo onde tudo se concentrou sapidamente.

Há sete sobremesas doces (não conto um "flan" encanitante). Quero realçar o paradigmático "fidalgo" (€4,50), como deve ser, as "folhas" de ovos enroladas e lá no meio o doce de ovos. Lista de vinhos dividida por regiões, mais de metade datados, preços não especulativos, totalizando 89 tintos, 14 brancos, 5 verdes brancos, 1 espumante, 2 champanhes. Serviço atento, cumpridor e simpático.

O Magano abriu há cinco anos, por iniciativa de Jorge Morais (dono também do Verde Gaio e do Solar dos Duques. Em Janeiro de 2005 passou para as mãos dos seus antigos empregados Marco Luís e Bruno Luís que, juntamente com a cozinheira Lucília Duarte, estão de parabéns.

por Expresso
Outros links:

Varanda dos Carqueijais

Estrada Nacional 339
6200 - Covilhã
Tel. 27 531 91 20
Integrado em estalagem

Gourmet

Apanhámos dia de buffet, o que não me convenceu. A comida não marcava e já estava um pouco fria. A sopa de grão com espinafres terá sido o melhor. A sala tem decoração arrojada mas a mim não me convence. A localização é excelente. Neste dia não me marcou, especialmente pelo preço, mas dou o benefício da dúvida.

Comida

Saborosa, mas fria

Preço

€€

22 Euros

Ambiente

Sala de design moderno e arrojado, não funciona muito bem na serra

Serviço

Normal

Integrado na Estalagem, num local que proporciona um dos melhores miradouros sobre a Cova da Beira, oferece manjares da cozinha regional, num ambiente muito agradável.
A 1225 metros de altitude, no coração da Serra da Estrela, a Estalagem ergue-se da sua plataforma natural, considerada o melhor miradouro sobre a Cova da Beira. Os seus quartos são modernos e bem equipados, uma decoração arrojada que conjuga os tons fortes com os tons neutros - preto e branco - e com apontamentos contemporâneos. Dispõe ainda de restaurante de cozinha tradicional portuguesa, assim como uma Taberna (Adega regional) com petiscos de sabor nacional. A 13 Km da Torre e Pistas de Esqui e a 5 Km acima da Covilhã, oferece serviço de qualidade em ambiente tranquilo.


Localização:

Nosso menu:

  • Buffet entradas
  • Sopa de grão com espinafres
  • Cherne no forno
  • Arroz de pato
  • Buffet sobremesas

Outros links:

Monday, 4 February 2008

Pousada Convento de Belmonte

Serra da Esperança
6250 - Belmonte
Tel. 275 910 300 Fax. 275 912 060
pousadadebelmonte@mail.telepac.pt

Pousada de Portugal (Histórica, Design)

Classificação

Preço

€€€€

> 150 Euros

Nº Quartos

24

CaracteristicasAr condicionado, TvCabo, Mini-Bar, Wi-fi, Roupões, Varanda, Envolvente paisagística, Piscina, Salas lazer, Restaurante, Bar, Estacionamento
ExtrasPasseios aldeias históricas, Passeios a cavalo

Situada na Encosta da Serra da Esperança, a pouco mais de um quilometro da Vila Histórica de Belmonte, berço de Pedro Alvares Cabral, a Pousada Convento de Belmonte tem origem na recuperação do antigo convento de Nossa Senhora da Esperança, onde também se situa uma ermida, fundada no séc. XIII e provavelmente instalada em locais de antigos cultos pagãos.

Desta ermida, cuja padroeira era a família Cabral, consta ter saído para o Brasil com Pedro Álvares Cabral a imagem de Nossa Senhora da Esperança, actualmente exposta na Igreja Matriz de Belmonte.

A Pousada preserva integralmente toda a herança histórica do convento (classificado em 1986 como imóvel de interesse público), incluindo a arquitectura em anfiteatro, entre os pinhais da Serra da Esperança e uma deslumbrante paisagem sobre a região da Cova da Beira e Serra da Estrela.

No interior, os trabalhos de adaptação da capela e da antiga sacristia, transformadas na sala do convívio e bar da unidade, são testemunho dos criteriosos trabalhos de reconversão efectuados no convento a partir de 1997 e um exemplo perfeito do harmonioso convívio ente zonas históricas e de construção moderna e acolhedora.

Lá fora tem à sua espera uma região completa de inúmeros vestígios monumentais, do castelo ao panteão dos Cabrais, da Judiaria à misteriosa "Centum Cellas", além da beleza e tradições da Serra da Estrela, uma das mais importantes reservas naturais da Europa.
A Pousada preserva integralmente toda a herança histórica do convento (classificado em 1986 como imóvel de interesse público), incluindo a arquitectura em anfiteatro, entre os pinhais da Serra da Esperança e uma deslumbrante paisagem sobre a região da Cova da Beira e Serra da Estrela.
Este hotel histórico é um exemplo perfeito do harmonioso convívio ente zonas históricas e de construção moderna e acolhedora.


Localização:

Uma das mais belas, mais cuidada e mais acolhedora Pousada de Portugal. Um dos melhores alojamentos do país.

+

Recuperação espaço
Paisagem
Quarto
Restaurante

-

Ruído de ar-condicionado

Restaurante:
Cozinha moderna de inspiração regional

Um templo à boa mesa, uma experiência verdadeiramente requintada.

Comida

Simplesmente excelente. Leite creme excepcional.

Preço

€€€€€

45 Euros

Ambiente

Sala simpática e agradável.

Serviço

Simpático e de alta qualidade. O chefe de sala cometeu algumas gafes.

O Restaurante, integrado na Pousada Convento de Belmonte, está apenas a um quilómetro do centro da vila, num lugar isolado e silencioso, entre os pinhais da Serra da Esperança e uma deslumbrante paisagem sobre a Cova da Beira e Serra da Estrela.
O chefe Valdir Dudek Lubave, nasceu em Curitiba, Paraná, Brasil em 1971. Mestre de Cozinha, passou por vários restaurantes com três estrelas no guia quatro rodas no Brasil como o Brass Rail e o Boulevard em Curitiba. Foi professor no centro europeu e Chefe de Cozinha nos hoteis Parthenom e Rockfeller Slaviero em Curitiba. Trabalhou com Emmanuel Bassoleil, Laurent Sandeau, Lucciano Boseggia, Celso Freire e Denise Budant Moreau. Aceitou em 2003 o convite para chefiar a Cozinha na Pousada Convento de Belmonte e elaborou para os gourmet's uma sequência de iguarias com base em produtos obtidos na Beira Interior.


Nosso menu:

  • Cappucino de cogumelos com espuma de ervas aromáticas do jardim do Convento
  • Folhado de espinafres e farinheira da Guarda com guisado de favas novas e presunto serrano
  • Cherne dourado em azeite de manjericão com puré de espargos verdes e cenoura, creme de limão e ervas
  • Lombinhos de borrego com risotto Piedmont
  • Souflé de goiaba com musselina de requeijão de ovelha.
  • Leite creme
  • Castelo Rodrigo 2004



Crítica:
De passagem por Belmonte fiquei a conhecer uma das melhores mesas do país.
Se fosse do Guia Michelin, dava-lhe estrelas. Como não sou, dou-lhe a minha nota máxima, extensiva à eficiência, cortesia e afabilidade do serviço.

por Vasco Graça Moura, Escritor e Deputado no Parlamento Europeu
De todas as Pousadas que tive o prazer de conhecer, esta foi sem dúvida, a que apresentou melhor esmero, ressaltando a excelente qualidade do restaurante.
Brevemente voltarão a ter a nossa visita

por Miguel Silva, Portugal
...quero também felicitá-lo pela beleza, pelo bom gosto, pelo conforto e pelo excelente serviço da Pousada onde espero um dia voltar, desta vez em âmbito privado, de forma a que alguma disponibilidade de tempo me permita usufruir da alta qualidade que tive agora oportunidade de verificar ser o lema dessa casa.

por José Manuel Durão Barroso, Presidente do Partido Social Democrata

Outros links:

A Muralha

Bairro São Pedro
6350-210 - Almeida
Tel. 27 157 43 57
Não encerra, inserido numa hospedaria

Restaurante de viagem

Vale pela comida. Um bom sítio para uma refeição de passagem.

Comida

Simpes e caseira

Preço

12 Euros

Ambiente

Sala barulhenta e sem carácter, mas limpa

Serviço

Simples

Boa cozinha servida em ambiente simples, em casa integrada numa aprazível residencial.
Sendo um restaurante com lotação para 90 pessoas, situado à entrada de uma zona histórica do interior do Pais e estando ao lado de Espanha é detentor de uma grande e variada ementa, a qual abraça os pratos regionais, pratos de caça, e os pratos da casa. Como o maior número de clientes são Espanhóis, temos uma vasta ementa de bacalhau.

" A Muralha " - Restaurante e Residencial, Lda. está preparada para oferecer um serviço de qualidade a todos seus clientes. Pois é com a mais elevada satisfação dos nossos clientes, que nos leva cada vez mais a melhorar o grau de qualidade e de conforto na nossa unidade Hoteleira.


Localização:

Nosso menu:

  • Maruca estufada
  • Bacalhau sublime
  • Solomillo de cerdo relleno de boletos e passas
  • Leite creme
  • Frei Bernardo - Fig Castelo Rodrigo

Outros links:

Sunday, 3 February 2008

La Fuente

C/ Tablao, 8
37624 - La Alberca, Salamanca (ES)
Tel. +34 923 41 53 99

Méson Asador

Uma bela sala e muito boa comida, talvez a melhor conjugação dos restaurantes que experimentei da terra. O serviço numa noite com pouco movimento foi forçado. O preço final foi um pouco exagerado.

Comida

Boa, Patatas Meneás uma surpresa

Preço

€€€

25 Euros

Ambiente

Muito acolhedor e simpático

Serviço

Serviço um pouco forçado

A escasos 50 metros de la Plaza Mayor y en una de las calles principales que parten de la misma nos encontramos el Mesón Restaurante Asador La Fuente, así llamado por tener adosado a su pared una fuente de piedra.

Lugar ideal para reponer las fuerzas tras haber caminado y callejeado por la localidad. La Alberca es una localidad de Salamanca, ubicada en pleno corazón de la Sierra de Francia, declarada en 1940 Conjunto Histórico Artístico Nacional. Sus casas y trazado han permanecido intactos desde hace siglos, de ahí la belleza del lugar.
A veces que el progreso llegue con retraso, como ha ocurrido con buena parte de los pueblos de esta zona de Salamanca y de muchos de Extremadura, tienen un efecto beneficioso, no buscado en principio, pero que está constituyendo la salvación de muchos de estos lugares: No han sufrido un expolio urbanístico. Conservan por tanto el aire que han tenido durante mucho tiempo.
Para cuando el "desarrollo" ha llegado hasta ellos, ya han adquirido fama como lugares bellos y pintorescos y han sido declarados Conjuntos Históricos, lo cual hace que todo lo que se construya deba conservar y respetar el entorno en el que se encuentra.

Asistimos también al fenómeno de las casas rurales o los propios restaurantes, que se ubican en estas casas, arreglándolas y devolviéndolas su esplendor primitivo.

El centro de La Alberca es su Plaza Mayor (Foto 3), con sus soportales, el Ayuntamiento, el crucero de piedra en medio de la misma, y toda la arquitectura de las casas de la zona.



Localização:

Nosso menu:

  • Tabua de embutidos Ibéricos
  • Patatas Meneás
  • Solomillo de cerdo relleno de boletos e passas
  • Revuelto de bacalao e erizos del mar
  • Esparagos de Navarra
  • Esparagos de Navarra
  • Flan de chocolat
  • Tinto da casa

Critica:
En la planta baja encontramos la zona del bar y en la planta superior el restaurante propiamente dicho. Has de saber que en la zona del restaurante no se puede fumar, con lo que si quieres hacerlo tendrás que bajar al bar.

La decoración es en plan rústico (Foto 2), con las paredes en piedra y ladrillo y conservando las vigas del techo y las columnas en las que se apoyan a la vista. Completan esta decoración con cuadros de bodegones.
Sin ser un local muy amplio (tendrá capacidad para unas 60 personas), no te sientes agobiado, porque la separación entre las mismas y su tamaño no está pensado para meter dentro más gente de lq que en realidad debe estar, (como ocurre en muchos lugares de fama y prestigio de Madrid, en los que comes codo con codo no sólo con tus compañeros de mesa, sino con los de al lado).

Nos decantamos por el "Menú Especial", que consta de:

1.-ENTRANTES
Surtido de ibéricos. Estamos muy cerca de zona de ibéricos, y de hecho gran parte de las tiendas de esta localidad se dedican a la venta de este tipo de productos. Quiero deciros con esto, que la calidad de los mismos era muy buena.
El surtido constaba de lomo, jamón, morcón, chorizo y salchichón.
Vista la cantidad que nos servían y lo que venía después, con gran dolor de nuestro corazón, no los apuramos. Mi sorpresa fue que la camarera muy amablemente nos preguntó que si queríamos que nos preparase lo que nos había sobrado para llevárnoslo. Es la primera vez que veo eso.

2.-PRIMER PLATO
Aquí me vais a tener que perdonar, pero aunque había tres a elegir, solo miramos aquellos que nos pudieran calentar el cuerpo, pues ya sabéis como ha sido esta Semana Santa y en La Alberca había una tempera de dos grados. Creo que el otro era una ensalada de pimientos.
.
-Papas meneas: Típicas de la zona. Están hechas a base de patata (evidentemente), pimentón y torrezno frito puesto por encima, eso si, cortado muy finito. Realmente exquisito

-Alubias: Según receta de la zona, pues es un producto también típico de la región.

3.-SEGUNDO PLATO
El restaurante, como pone su nombre es asador, así que entre las especialidades que te ofrecen están los asados, por el que yo me decidí, pero tienen más especialidades.

-Paletilla de lechal: Con su piel crujiente y bien asada por dentro.
-Chuletillas de lechal. Este fue el plato que se pidió mi mujer y también según ella estaban muy buenas.


4.-POSTRE
Son todos caseros y yo me decanté por un Mouse de chocolate, del que aún no he conseguido olvidarme.

5.-VINO
El vino que te ponen es uno de la zona, al que llaman vino de la Sierra. Sin ser un reserva ni un crianza, ni tener la fama de otros vinos, pero la verdad es que estaba muy bueno.


El precio de este menú por persona es de 27 €, IVA aparte, que para lo que se estila por ahí, la cantidad y la calidad de lo que comimos, no me parece mal

Se que debería ser lo normal, pero como no lo es, lo quiero destacar aquí. El trato fue de lo más amable, pero no con esa sonrisa fingida y profesional que te ponen en algunos sitios (en otros sitios), sino con esa amabilidad que ves que sale de dentro de la persona.

por Ciao.es

Saturday, 2 February 2008

Hotel Antiguas Eras

Av. Batuecas, 29
37624 - La Alberca
Tel. +34 923 41 51 13
info@antiguaseras.com

Hotel

Classificação

Preço

€€

65 Euros

Nº Quartos

34

CaracteristicasAquecimento central, Tv, Jacuzzi, Estacionamento
ExtrasPeq. Almoço

En un impresionante enclave natural, rodeada por las Batuecas y la Peña de Francia, La Alberca mantiene un conjunto arquitectónico del medievo, todo él declarado Monumento Histórico Nacional.

Destacando no sólo por su singular arquitectura popular, sino también por algunos distinguidos monumentos como la Plaza Mayor y una iglesia del siglo XVIII.

Habitaciones totalmente reformadas para adaptarlas a los nuevos tiempos, conservan aún el encanto de las antiguas estancias. Cada una con su propia personalidad, las tenemos abuhardilladas, con vistas a la Sierra de la Alberca, algunas con terraza, otras con hidornasaje y todas muy tranquilas y luminosas.


Localização:

Muito boa qualidade preço. O pequeno almoço foi oferecido como promoção e não era nada mau. A voltar.

+

Localização
Quartos amplos e luminosos
Limpeza
Muito simpáticos

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Ruído de bicho da madeira

Outros links: