Thursday, 17 April 2008

88 minutos

Gostei. Al Pacino numa boa interpretação. Os vilões nem por isso. Quanto à trama, a meio adormece toda a gente, depois vai crescendo até que a antes do climax da acção tudo é desvendado. Se este filme tivesse um "murro no estômago" seria excelente assim é razoável com Al Pacino a puxar para o bom.

Título original: 88 Minutes
De: Jon Avnet
Com: Al Pacino, Alicia Witt, Leelee Sobieski
Género: Dra, Thr
Classificação: M/16

ALE/EUA, 2007, Cores, 110 min. (IMDB)

Um professor universitário, que trabalha também como psiquiatra forense para o FBI, recebe uma ameaça em que lhe são previstos apenas mais 88 minutos de vida. Para salvar a sua própria vida, Jack (Al Pacino) tem de usar todas as suas capacidades para reduzir os possíveis suspeitos, que incluem um estudante descontente, uma antiga amante rejeitada e um "serial killer" que já se encontra no corredor da morte.in Público

Wednesday, 16 April 2008

O tesouro encalhado

Dá para dar umas gargalhadas, mas pouco mais. História fantasiosa demais. Trama pouco credível. Personagens fraquinhos. A melhor ainda é a milionária e desmiolada Jewel. Belas paisagens.

Título original: Fool's Gold
De: Andy Tennant
Com: Matthew McConaughey, Kate Hudson, Donald Sutherland
Género: Ave, Com
Classificação: M/12

EUA, 2008, Cores, 113 min. (IMDB)

Ben "Finn" Finnegan (Matthew McConaughey) é um surfista amador e bem intencionado que se assume como caçador de tesouros. Obcecado com a procura do lendário Dote da Rainha - 40 arcas de um tesouro que se afundou em 1715 - acaba por perder tudo, nomeadamente o seu casamento com Tess Finnegan (Kate Hudson) e o seu ferrugento barco "Booty Calls". Para tentar refazer a sua vida, Tess consegue um emprego num iate ao serviço de um multimilionário. Mas quando Finn descobre uma nova pista para descobrir o tesouro, introduz-se a bordo do iate e, graças ao seu charme, consegue convencer o magnata e a sua filha a juntarem-se à busca pelo tesouro espanhol. E assim se inicia a caça ao tesouro...in Público

Crítica:
Após o sucesso do primeiro filme no qual trabalharam juntos, os actores Kate Hudson e Matthew McConaughey (que desempenharam os papéis principais na comédia "Como perder um homem em 10 dias") voltam a contracenar em "O tesouro encalhado".

Do realizador Andy Tennant, o filme conta ainda com desempenhos de Donald Sutherland, Ray Winstone e Alexis Dziena, ente outros.

Vejamos então o resumo, seguido do trailer!

«Ben "Finn" Finnegan (Matthew McConaughey) é um surfista amador e bem intencionado que se assume como caçador de tesouros. Obcecado com a procura do lendário Dote da Rainha, 40 arcas de um tesouro exótico que se afundou em 1715, Finn deita tudo a perder com a busca, nomeadamente o seu casamento com Tess Finnegan (Kate Hudson) e o seu ferrugento barco "Booty Calls".

Numa tentativa de refazer a sua vida, Tess emprega-se num mega-iate ao serviço do multi-milionário, Nigel Honeycutt (Donald Sutherland), mas entretanto Finn descobre uma pista vital para o paradeiro do tesouro. Certo de que a sua sorte mudará com esta nova informação, Finn consegue introduzir-se a bordo do iate de Nigel.

Valendo-se do seu bem-intencionado charme, Finn consegue convencer o magnata e a sua filha Gemma (Alexis Dziena) - uma jovem colunável totalmente dependente do seu Blueberry – a juntar-se a ele na busca do tesouro espanhol.

Contrariando o que lhe diz a intuição, Tess volta a deixar-se contagiar pelo amor... da descoberta.»


Cinema no Mundo

Friday, 11 April 2008

Clube de Campo Vila Galé





Herdade da Figueirinha
7801-905 - Beja
Tel. 28 497 01 00
Fax. 28 497 01 50
Em. clubedecampo@vilagale.pt

Hotel rural

Classificação

Preço

€€€

100 a 150 Euros

Nº Quartos

81

CaracteristicasAr condicionado, TvCabo, Cofre, MiniBar, Varanda, Envolvente rural, Passeios pedestres, Peq. Almoço, Salas lazer, Salas de Jogos, Clube infantil, Animação, Piscina exterior, Restaurante, Bar, Caves, Estacionamento
ExtrasAluguer bicicletas(6 a 15€), Moto4(25 a 45€), Passeios charrete(30€), Canoas(15€), Ténis(12€), Tiro as Pratos(10€), Paintball(25€), SPA (Piscina aquecida, Jacuzzi, Banho turco, Duches, Ginásio)(7.5€ dia), Massagens(30 a 100€)

Acorde e esqueça as filas de trânsito e as praias cheias de confusão, dê um passeio a pé ou de bicicleta pela propriedade e observe veados, touros, vacas, porcos e cavalos. Saboreie as especialidades do Alentejo no Pavilhão de Caça e durma a sesta à sobra de uma Azinheira. Jogue ténis ou mini-golfe, ou dê um mergulho, enquanto desfruta do fabuloso pôr-do-sol. Meia hora no ginásio seguida de algum tempo no jacuzzi é o que precisa para relaxar, enquanto sonha com um jantar romântico. Termine a noite a jogar cartas, snooker ou simplesmente a ler um livro no Bar. Este hotel é ideal para famílias, as suas crianças vão adorar o contacto directo com a natureza. Localizado num magnífico terreno de 1.620 hectares, a 25 Km da bela cidade alentejana de Beja, o Hotel Rural Vila Galé Clube de Campo é um hotel de contexto agrícola, em que os hóspedes são convidados a participar na faina diária da propriedade. Além de 81 suites (cada uma delas completamente equipada com ar condicionado, telefone de ligação directa, televisão, rádio, mini-bar, cofre de segurança e secador de cabelo), o Hotel oferece toda uma gama de apoios locais, incluindo um restaurante de cozinha regional, bar, piscinas exteriores, court de ténis, um redondel e um pavilhão polivalente. Os hóspedes podem, ainda, participar numa variedade de actividade como pesca, desportos aquáticos, passeios a pé, equitação, ciclimo de montanha e tiro aos pratos.


Localização:

Resort no meio do alentejo. Hotel de tamanho considerável vocacionado para férias em família, assim sendo, para uma pouco de sossego evitar os fins de semana e férias escolares. A propriedade é enorme e é possível "perdermo-nos" de toda a gente com alguma facilidade. Achei excessivo o acesso ao SPA ser pago, principalmente quando à tarde o sossego não abunda com toda a agitação. O conceito de Enoturismo é interessante mas deviam envolver mais os hóspedes no conceito com provas talvez. Um bom sítio onde relaxar desde que durante a semana. Quanto a preço os quartos nem são muito caros mas se somarmos todos os extras envolvidos fica uma estadia bastante cara para a oferta.

+

A quinta
Os cavalos
SPA

-

Excesso de algazarra no SPA
Brincadeiras ao telefone
Insonorização


Restaurante:
Pavilhão de caça
Tel. 28 497 01 00
Buffet ao fim de semana

Regional

Restaurante ao mesmo nível do hotel. A gastronomia da região bem representada. O vinho da casa é bom e acompanha bem a gastronomia regional. Aos fins de semana devido ao afluxo de hospedes o jantar é buffet, a escolha limitada mas bastante boa. A sala pode estar muito cheia de crianças. Para quem esteja no hotel é uma muito boa opção, para os restantes Beja pode ser melhor opção.

Comida

Boa comida, as Migas de espargos são divinais

Preço

€€

20 Euros

Ambiente

Sala agradável

Serviço

Simpatia, eficiência
Caracteristicas
Extras

No coração do Alentejo rural, leva à mesa os sabores da região num espaço decorado a condizer. É entre motivos alentejanos que se podem degustar uma sopa de cação, uma feijoada de lebre ou até mesmo secretos de porco preto e, quem sabe, terminar a refeição com uma sericaia.
Entradas: Migas à Alentejana; Sopa de cação; Sopa de tomate.
Carne: Feijoada de lebre; Secretos de porco preto.


Nosso menu:

  • Pão e azeite
  • Sopa de cação
  • Ensopado de borrego
  • Aldeia S.João 1966
  • Casa Santa Vitória 2006
  • Pão e azeite
  • Migas de espargos com carne de alguidar
  • Cerveja
  • Pão e azeite
  • Buffet (Ensopado, Polvo à Lagareiro e mais)
  • Casa Santa Vitória 2006

Outros links:

Thursday, 10 April 2008

O golpe de Baker Street

História interessante principalmente porque baseada numa história verdadeira. Imagem de época bem conseguida. Mais um filme de gangsters inglês que evita os clichés americanos embora comecem a criar os seus. Bom filme.

Título original: The Bank Job
De: Roger Donaldson
Com: Jason Statham, Saffron Burrows, Stephen Campbell Moore, Daniel Mays, James Faulkner
Género: Thr
Classificação: M/16

GB, 2008, Cores, 110 min. (IMDB)

Londres, Setembro de 1971. Um grupo de ladrões cava um túnel até ao cofre de um banco na Rua Baker e rouba uma série de cofres particulares que continham jóias e dinheiro, no valor de milhões e milhões de libras. Nada foi recuperado e ninguém foi preso. O assalto foi manchete nos jornais durante alguns dias e, de repente, desapareceu - resultado de uma "mordaça" colocada à imprensa por parte do Governo inglês. O que estaria por trás do crime? Suspeita-se de um escândalo com ligações à família real...
Uma história em que os ladrões, afinal, até poderiam ser os bons da fita... in Público

Saturday, 5 April 2008

Barrete verde

Rua José André dos Santos, 26
2890-082 - Alcochete
Tel. 21 234 01 54
Encerra à 3ª

Tradicional portuguesa

Não foi sítio que me tivesse deixado uma impressão mais duradoura a respeito de nada. A comida não foi particularmente saborosa, o melhor é ainda o tema de tourada na sala. Alguns empregados são forcados no grupo da terra.

Comida

Simples, nada de extraordinário

Preço

13 Euros

Ambiente

Tema engraçado

Serviço

Quanto baste

A decoração do restaurante é alusiva a uma praça de touros.
Possui esplanada apenas no Verão.


Localização:

Nosso menu:

  • Petinga assada com arroz tomate
  • Açorda de ovas
  • Branco da casa

Outros links:

Thursday, 3 April 2008

Ponto de mira

Este filme vive da sua montagem. Não existe nenhuma interpretação digna de nota apesar dos nomes sonantes no cartaz. Vê-se bem e mantêm o expectador preso, mas após a trama revelada pouco fica para a posterioridade. Mesmo assim vale a pena ver nem que seja pela sequência cronológica original.

Título original: Vantage point
De: Pete Travis
Com: William Hurt, Eduardo Noriega, Dennis Quaid, Matthew Fox
Género: Dra, Thr
Classificação: M/12

EUA, 2008, Cores, 90 min. (IMDB)

Thomas Barnes (Dennis Quaid) e Kent Taylor (Matthew Fox) são agentes secretos que têm como missão proteger o Presidente Ashton numa cimeira sobre o terrorismo em Espanha. Mas, pouco depois de chegar, o Presidente é vítima de um atentado. No meio da confusão, um turista americano filma tudo. Também Rex, repórter de uma televisão americana, é testemunha privilegiada dos momentos que antecedem o atentado.
Ao reconstruir os momentos vividos por estas quatro pessoas, a terrível verdade que se esconde por trás do atentado é revelada. in Público

Wednesday, 2 April 2008

Luca

Rua de Santa Marta, 35
1150-292 - Lisboa
Tel. 21 315 02 12
Encerra ao domingo

Italiano

Não desgostei. A comida é boa mas muito mal servida, foi a primeira vez que fiquei com fome num restaurante de "pasta". Ambiente cosmopolita cheio de Yupies. O azeite com pão muito bom, o risotto muito leve. A qualidade é boa, o espaço é bom o serviço também, mas paga-se demais para o que se aproveita.

Comida

Boa, mas pouca

Preço

€€€

26 Euros

Ambiente

Cosmopolita

Serviço

Simpático, pouco mais

Inaugurado em 2004, rapidamente entrou no circuito dos melhores restaurantes de Lisboa, tornando-se um dos espaços mais cosmopolitas da capital. Mais do que um fenómeno de moda, é um sítio onde se come realmente bem. A oferta gastronómica passa por uma cozinha de raiz italiana, com alguma fusão à mistura, espelhando-se numa ementa que muda com frequência, apresentando novidades conforme as estações e os produtos disponíveis no mercado. Ocupa uma ampla sala, com piso térreo e primeiro andar, em estilo "mezzanine", na zona de Santa Marta, onde antes funcionava uma fábrica de cromagem de radiadores. Este cenário permitiu adoptar uma decoração em estilo urbano-industrial que combina com o espírito internacional da casa. Dois anos após a abertura do restaurante, foi inaugurado na "mezzanine" um espaço complementar, o Tapas Bar, com uma ementa mais "petisqueira" e ideal para tomar um copo com os amigos.
É já um verdadeiro caso de sucesso no roteiro gastronómico de Lisboa para os amantes da cozinha italiana. Luca, o proprietário, elabora os pratos, confeccionados pelo cozinheiro nipónico Massa. Os produtos de caça provêm dos Pirinéus e as trufas que compõem inúmeros pratos, da região italiana de Asti. No primeiro andar funciona o espaço Tapas Bar destinado a grupos, por marcação, e com ementa própria.


Localização:

Nosso menu:

  • Pão e azeite
  • Creme de cenoura e cajus
  • Fettuccine “Al Granchio”
    Miolo de Sapateira
    Molho de Tomate
    Alho
    Vinho Branco
    Queijo Fresco
    Salsa
    Piri-piri
  • Risotto “Sienese”
    Bochechas de Porco Preto Confitadas
    Espargos Verdes
    Alho Francês
    Creme de Limão
  • Mont - Blanc
    Merengue
    Molho de Chocolate
    Gelado de Whisky e Castanhas
    Creme de Castanhas com Rhum Velho
    Chantilly
  • Caipirinha

Crítica:
Foi por mero acaso. Luca Manissero, italiano de bilhete de identidade, visitou Lisboa por apenas algumas horas entre uma escala para o Brasil e a cidade pareceu-lhe bonita... mas esburacada. O ano de 1998 não foi realmente a melhor altura para se enamorar da capital. Mas ficou qualquer coisita e resolveu regressar para umas férias em grande. Tanto é que ainda cá está acabando por montar o negócio da sua vida, o restaurante que tem o seu nome.

Apesar de ser recente (o Luca abriu portas em finais de Setembro) já nem parece ser novidade, a ponto de estar sempre cheio e a reserva ser, por isso, bastante aconselhável.

E o que tem este sítio de especial para não passar despercebido numa rua onde existem mais de trinta restaurantes? Alguns factores de peso... A decoração será uma. Minimalista para não passar tão cedo de moda, sobressai o estilo “urbano-industrial” a deixar antever a anterior função que marcou este espaço. Dos tempos da fábrica de cromagem de refrigeradores ficaram pilares e outras lembranças facilmente identificáveis.

Os posters e recortes de jornais e de revistas com ídolos masculinos e femininos do século passado também podem ser considerados heranças dos anteriores trabalhadores. Para vê-los com mais pormenor terá que inventar uma desculpa para ir à casa de banho, pois é lá que se encontram mais exemplares destes. Mas o que marca mesmo são as fotografias de cerca de dois metros de vendedores do mercado das Caldas da Rainha. O que diz disto?

A cozinha que está à vista de todos tem maquinaria especializada em pastas frescas e gelados. Todas as sobremesas são aqui feitas e utilizam manteiga e natas frescas. Quem lá manda é o japonês Masa Kawai, o responsável por uma “Cozinha de Mercado” que exige produtos frescos e grande capacidade inventiva. Por isso, ao almoço, para além do menu fixo e das especialidades residentes, existem outros pitéus que variam diariamente. Um desafio acrescido, trabalhar com o improviso.

É impossível negar uma certa tendência internacional mas é que Luca Manissero e o chefe de cozinha Masa Kawai antes de mais são dois cidadãos do mundo. As suas anteriores ocupações levaram-nos para longe de casa mas para perto de Martín Beresategui cujo restaurante em San Sebastián possui a distinção máxima, as três estrelas, do mais famoso guia gastronómico, o Michelin.

A carta regista recriações regionais tão portuguesas como as Bochechas de Porco Preto Guisadas que convivem com receitas internacionais como Foie Gras Fresco na Frigideira e, claro está, as Pastas Frescas e o Risotto, imagens de marca de Itália aqui tão bem reinterpretadas.

Para as entradas, disputam o protagonismo, uma Salada de Queijo de Azeitão Panado e um Fritto Misto que mais não é que uma tempura de camarão tigre e legumes da estação.

A escolha das sobremesas é outro quebra-cabeças. É certo que na sua base a ementa varia sazonalmente mas de qualquer forma conte deliciar-se para já, seja com um Bolo Quente de Chocolate Amargo com Gelado de Caramelo, seja com a sobremesa mais tradicional de Itália, o Tiramisu, nascido de uma receita muito especial...

Para os apreciadores da verdadeira degustação, o Luca está a preparar em breve um menu de seis pratos. E está bem de ver, duas entradas, duas pastas, um prato de peixe e outro de carne, uma ou duas sobremesas. É o prazer prolongado já que não há bem que nunca acabe.

Novas soluções vão encontrar outros espaços como algumas salas que para já não estão à vista. Novidades para breve, portanto.


por Lifecooler


O Luca é o mais recente dos poucos restaurantes nova-iorquinos de Lisboa. Espaços industriais bem recuperados, culinária estudada e uma atitude customer-based.
E Luca é um belo nome para restaurante. Um misto de memórias: lembro-me sempre do Luca Paccioli, pai da contabilidade, do Luca Brasi, do Padrinho, e do Luca que era jogador de futebol numa telenovela que as minhas filhas viam à hora do almoço.
No Luca, com um c, na R. de Santa Marta, a clientela é muito mista: de matadoras advogadas recém-licenciadas a opinarem sobre opas a melosos e sussurrantes casais gay. Há também alguns espanhóis, o que começa a ser o indício de que a comida não é má. Não é má, mas podia ser melhor.
Entrantes, que podem ser prato principal:
O frito misto, tipo tempura de camarão e feijão verde de tamanho desproporcional, ensopado em óleo, sem qualquer piada ou valor acrescentado. O carpaccio de chispe e orelha de porco que enoja os bicos mais piscos, normalmente delas, e não convence o macho, pois mais parece uma banal salada das duas coisas cortadas aos cubinhos. Uma utilização mais do que abusiva do termo carpaccio (que deve o seu nome ao pintor Vittore Carpaccio, numa cromo-metonímia dos vermelhos usados nas suas telas –referindo-se em rigor a bife cru cortado fininho, tal como vem sendo servido no Harry’s Bar desde os anos cinquenta, onde e quando foi inventado).
Um Gravlax (que é um salmão – laks - em cura de açúcar, sal e endro... um pouco diferente da explicação do simpático Gerson) com beringela, courgette e batata. O problema com este prato, que depois se verificou com outros, confirmado por outros comensais e noutras visitas, é o de um sabor a frigorífico e tupperware no final de cada garfada.
A tarte tatin com vieiras, tapenade, lima e cebola confitada estava muito boa na combinação da leveza da massa e das vieiras com a intensidadade da tapenade, com a lima bem escondida a vir dar o twang no momento certo.
A tagine de borrego com feijão branco e um toque a estragão estava muito boa. O borrego desfazia-se, a lembrar um comido à colher no “Comptoir” de Marraquexe.
Depois a desilusão: fettuccine com
ventresca de atum, que mais eram uma banal massa com lata de atum ramirez, não escorrida, toscamente misturada. E sim, eu sei o que é ventresca de atum.
Os ravioli de bacalhau estavam excelentes, numa combinação muito boa do sedoso da pasta com o interior fibroso do bacalhau, num belo caldo de parmesão com uns camarões no ponto certo de cozedura.
A lasanha aberta de queijo Taleggio, com alcachofras, tomate confitado, molho de anchovas e creme de aipo também surpreendente, com os sabores intrincados e complexos (só dispensava a alcachofra, mas é esquisitice pessoal).
Nas sobremesas, uns bons gelados, um savarin de rum que agradou a uns mas muito criticado por outros, e um coulant de chocolate, bom sem ficar para a história.
No fim, oferecem grapa como água-benta. Um gesto simpático e que não deve sair muito caro pois pouca gente aceita este baggazzo...
Esta simpatia trapalhona dos empregados roça a bajulação gratuita: mas antes os brasileiros do Luca do que os portugueses da Brasileira.
No Luca, o que verdadeiramente impressiona é que tudo é pensado, ensaiado e posto em prática sob o labor atento do dono - o Luca. Uma coisa que os restauradores portugueses só agora começaram a perceber é que o risco do negócio da restauração é substancialmente diminuído quando não se falha naquilo em se pode não falhar.
No Luca, já fizeram o mais difícil. Agora é ir melhorando a comida. E tirar o travo a tupperware de alguns pratos.


por Contraprova

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