Friday, 18 July 2008

Chá da Esperança

Rua da Esperança 100
1150-148 - Lisboa
Tel. 21 397 50 08
Encerra Domingos e Segundas. Realizam ateliers de chocolataria

Beirã, Contemporânea

Conhecer este restaurante foi uma agradável surpresa. Numa rua onde somos clientes assíduos fomos surpreendidos com esta nova oferta. O aspecto desde o exterior era tão apelativo que alterámos os nossos planos e optámos por experimentar. A comida é muito com produtos de elevada qualidade e confeccionada com muito "carinho". Os enchidos da Guarda e os sabores das Beiras são-nos apresentados com outras roupagens misturados com sabores e ofertas de cacau e chocolate. O serviço é atencioso, simpático e quase pessoal é um prazer ser assim atendido. O espaço é agradável com design moderno, uma boa música ambiente, principalmente Jazz, propicío à conversa. Confesso que o chocolate me desiludiu um pouco, não me compreendam mal, é óptimo, mas para meu gosto tem manteiga a mais para ser excelente. Adorei o folhado de farinheira sobre uma cama de acelga e agrião, a dose de bacalhau poderia ser um pouco maior, o pato bom e bem servido. O vinho da casa acompanhou bem a refeição. No fim mais uma surpresa, chá de Cidreira, feito com folhas frescas e soberbamente servido, um mimo, um luxo. Ficámos a saber que durante a folga semanal, Domingo e Segunda, organizam ateliers de chocolataria, enquanto preparam o chocolate da semana, ficámos curiosos e queremos experimentar. Gostei muito e quero voltar.

Comida

Muita qualidade

Preço

€€

18 Euros

Ambiente

Muito bom gosto. Bairro simpático.

Serviço

Simpatia e atenção
Um convite à experimentação dos sentidos, num espaço criado para que um público abrangente possa reconhecer, de várias formas, aquilo que são ou poderiam ser os seus sabores, os seus aromas, a sua música e o "seu" lugar.
Para além da cozinha tradicional portuguesa, onde se destacam os enchidos da Guarda, as especialidades variam entre a nouvelle cuisine e alguns sabores do mundo que nos foram trazidos pelo Chefe Chakall que inspirou e a apadrinhou este espaço eclético onde encontramos uma vasta paleta de paladares.
Entre refeições, chás e chocolates artesanais Casta Lusa são muito variados, quentes ou gelados, acompanhados de scones, crepes ou outras iguarias do dia, querendo despertar a curiosidade pela diversidade dos aromas e pela qualidade das texturas.
Quis o "Chá da Esperança", sem pudor, experimentar e recriar a sua ementa, com o mesmo espírito que concebeu este espaço.
Um restaurante que também é casa de chá. Uma casa de chá que também é chocolataria. Apesar de estar situado em Lisboa, na rua que lhe dá o nome, no Chá da Esperança, a cozinha beirã está em destaque.
Farinheira e morcela da Guarda, pão de centeio e chouriçada beirã, tudo a ser saboreado num espaço moderno e arrojado, onde o branco impera e as cadeiras são transparentes. Pormenores interessantes são o desing retro e o facto da gastronomia ser inspirada na cozinha Chakal.

Localização:

Nosso menu:

  • Pão, Azeite perfumado e Tapenade
  • Folhado de farinheira com alho françês
  • Bacalhau com espinafres e broa
  • Tarte de pato
  • Mousse de chocolate
  • Tarte de chocolate com frutos vermelhos
  • Copo de tinto Alentejo
  • Chá de cidreira

Critica:
"Morcela e Miles Davis"

Um compromisso com a Guarda... e com o chocolate!

Há cerca de um ano abriu na Rua da Esperança, a Santos, no Bairro da Madragoa, mais uma pequena embaixada da nossa cidade na Capital - o Restaurante “Chá da Esperança”.
Luísa Junqueiro, natural da Guarda, propôs-se recuperar um espaço antigo e levar até Lisboa alguma cozinha tradicional da Beira Alta e os prestigiados enchidos da Guarda, comprometendo-se na promoção da nossa cidade junto de turistas e lisboetas que por ali passam deliciando-se ao experimentar novas texturas, aromas e sabores ao mesmo tempo que são brindados com excelente música jazz num ambiente informal, onde impera a simpatia beirã.
O design contemporâneo, a releitura das fachadas antigas do Bairro de Santos e uma cozinha inspirada em Chakall, cheff argentino, com quem a proprietária trabalhou, desenha um novo conceito – original, eclético e inovador. O Restaurante conjuga a cozinha tradicional portuguesa e internacional, as especialidades com cacau, uma Casa de Chá onde a oferta é variadíssima e ainda uma pequena fábrica de chocolates artesanais.
A chocolataria “Casta Lusa” promove Oficinas de Bombons a todos os que aceitem o desafio do Chá da Esperança no compromisso com o chocolate.
Outros links:

Wednesday, 16 July 2008

Procurado

Fight Club meets Matrix, passo a explicar: Acção tiroteio e fantasia de Matrix com narrativa, ritmo e sarcasmo de Fight Club. Soa divinal mas neste caso o todo fica fica muito aquém da soma das partes. Para filme de acção é bom mas podia ser tão melhor. Nada de novo, e a treta de curvar balas, no fim já chateava.

Título original: Wanted
De: Timur Bekmambetov
Com: James McAvoy, Morgan Freeman, Angelina Jolie
Genero: Acç, Thr
Classificação: M/16

EUA, 2008, Cores, 111 min. (IMDB)

Um jovem, aparentemente comum, descobre que o pai, entretanto falecido, era um assassino profissional. É então recrutado por uma bela mulher, Fox, para retomar o lugar do pai e vingar a sua morte.in Público

Crítica:
Prepare-se para ação, slow motion e muitas coisas impossíveis! Tem problemas, mas deixa para lá, afinal, também tem Angelina Jolie!
O Procurado (Wanted, 2008, EUA) tem tudo que um bom filme de ação precisa. Armas, tiroteios, cenas impossíveis, perseguições de tirar o fôlego e, claro, Angelina Jolie. James McAlvoy e Morgan Freeman estão ali, mas o show visual é dela, que vai fazer muito marmanjo pagar o ingresso só para ver sua cena seminua. De qualquer forma, o filme funciona dentro de seu gênero, mesmo com alguns problemas notáveis de edição.

Novidade, entretanto, não existe em termos técnicos em Wanted. Os efeitos das balas não atualizam o bullet time de Matrix e a trajetória do personagem principal – James McAvoy, sempre bem – é uma saga do herói ao avesso que é prejudicada por uma montagem confusa em alguns momentos. A ação, porém, é tão intensa que o ritmo acelerado compensa suas deficiências. O que pode, e deve, frustrar muitos dos fãs da HQ que inspirou o filme, em 2003, no mercado norte-americano.

Os personagens são construídos rapidamente e suas habilidades também. Eles são capazes de curvar as balas, ou seja, atiram de qualquer lugar, a qualquer distância e, normalmente, atingem seus alvos. O mais novo membro dessa elite de assassinos é Wesley (James McAvoy), que é recrutado por Fox (Angelina Jolie) para vingar a morte de seu pai, também membro da tal Fraternidade. Mas há o inimigo, Cross (o competente ator alemão Thomas Kretschmann), um renegado disposto a destruir o grupo.

Mesmo para quem leu a HQ há novidades no roteiro, pelo que já foi dito por quem assistiu. Mas, especialmente, quando se analisa o filme sem essa referência pode se valorizar a construção de uma grande mentira em torno da real função de Wesley e a verdade por trás da Fraternidade, que é liderada pelo personagem de Morgan Freeman – em destaque por algumas frases fortes, palavrões hilários e uma careta impagável. Comédia? Não, mas valoriza seu trabalho e evita um personagem meramente ilustrativo ou repetitivo. Afinal, criar sujeitos caricatos e bobos é muito fácil.

É aquele tipo de filme feito para a nova geração: boca suja, disposta a mudar o mundo com um headshot, e que sonha em descobrir que é filho de um milionário! Claro que a “apologia” às armas vai dispertar os incautos, claro que os xiitas vão detestar por causa das diferenças, mas claro que tudo isso soa cool para diabos. E é isso que o filme pretende, ser cool. A “Geração MTV” cresceu e esse filme é para ela.

O Procurado, porém, tem seu pior inimigo em sua própria campanha de marketing. Foi-se o tempo em que um filme grande tinha um teaser e um trailer. Agora existem os “promos” e os vídeos para internet. Com isso, se você acompanhou toda a trajetória que a Universal Pictures realizou para divulgar seu produto, você não se surpreende no cinema. As grandes cenas de ação já foram vistas. Angelina já fez o carro rodopiar para resgatar Wesley; que, por sua vez, já cometeu um assassinato aéreo atirando pelo teto solar de um veículo blindado onde estava sua vítima; e por aí vai. As bilheterias não vão sentir o efeito disso, mas, sem dúvida, muita gente vai sair da projeção com a sensação de que já tinha visto quase tudo ali. É aquela velha história “a melhor piada estava no trailer”. Ela pode se repetir nesse filme. O resultado soa como uma montagem desses clipes, ou melhor, um grande videoclipe dirigido pelo russo Timur Bekmambetov (do ótimo Night Watch).

Mas será que alguém vai se preocupar com isso depois de passar algumas horas com a Angelina? O curioso é que muitos fãs do quadrinho já se perguntam: é possível que a Fox seja interpretada por alguém que não a Halle Berry? Meus queridos, Halle não é NADA perto da Jolie, não para esse filme. Acreditem!

O Procurado cumpre o que promete: ação do começo ao fim, tiroteios impensáveis e, claro, dar mais um exemplo da sensualidade voraz de Angelina Jolie em cena. É bacana e empolgante, mas não chega a fazer sombra perante os grandes lançamentos do ano e daqui a pouco vem o morcego para monopolizar as opiniões e colocar os tiros impensáveis de Wanted para escanteio. Mas claro, que, algum daqueles prêmios non-sense que o MTV Awards entrega: Melhor Cena de Carro Rodopiando, ou algo assim. Justo dizer que o filme também entrega alguns elementos secundários de grande valia como outra uma ótima atuação de James McAvoy (os personagens principais nesse caso são as cenas de ação, o fato dele aparecer em todas elas não o torna mais importante que a adrenalina das cenas), que se consolida cada vez mais; uma ótima participação de Terence Stamp; e uma mensagem tapa na cara para quem se contenta com uma vidinha medíocre.

Afinal, o que você tem feito ultimamente?


judao.com.br

Saturday, 12 July 2008

Angelus

R. Vieira da Silva, Lote 5 - Loja Esq. - Urb. Quinta Nova
2675-604 - Odivelas
Tel. 21 933 61 91
Fecha às Segundas. Serve TakeAway

Pizzaria

Numa época em que comer pizza é uma actividade de luxo ou num franchisado de plástico, aqui está uma típica pizzaria de bairro. Cheia de gente e de confusão numa mistura de berros e farinha. Boas e imaginativas pizzas chegam à vontade para um, infelizmente não são feitas em forno de lenha, mas também não se pode querer tudo. Também se pode levar para casa mas não entregam ao domicílio. Boas caipirinhas, a sangria não presta. Quando a vontade por comida rápida aperta aqui fica uma sugestão. Uma das melhores pizzarias da região-

Comida

Boas Pizzas.

Preço

12

Ambiente

Pizzaria barulhenta

Serviço

O possível

Localização:

Nosso menu:

  • Pão de alho
  • Pizza Camponesa
  • Pizza Vegetariana
  • Caipirinha

Crítica:
Escondido nos bairros novos de Odivelas, aqueles onde existe efectiva urbanização, ao contrário do que se passa na parte da cidade que tem mais de 20 anos, encontramos o restaurante italiano Angelus que, para mim, está no topo dos sítios onde se come uma boa pizza na área de Lisboa.
As ditas vêm em dois tamanhos, grande e pequeno, para mim e para a minha cara-metade chega bem uma pequena a dividir pelos dois, mas a maior parte dos casais divide uma grande ou pede uma pequena para cada um.
Para quem gosta de banana e natas nas pizzas, a Sofia Loren - é o nome - é divinal.
Também se pode optar por pratos de massas que, embora não sejam brilhantes, são bastante razoáveis, e por bifes ou picanha muito bem confeccionados e acompanhados. Ainda na carne, pode-se escolher uns supremos de frango que é uma especialidade da casa.
A sangria é também bastante boa e recomendo um pão de alho Angelus como entrada.
As sobremesas têm vindo a subir de qualidade ao longo dos anos. Recomendo vivamente o Crepe Al Baleys e o Pecado, sendo que este é um fondant de chocolate com a habitual bola de gelado... muito bom mesmo.
Também têm sistema de take-away de pizzas.
Como pontos negativos temos uma garrafeira muito pobre e uma acústica péssima que torna o espaço muito, mas muito barulhento mesmo. Isto, e as pessoas que se vão acumulando à porta à espera de mesa, estraga qualquer ambiente romântico - ainda assim é o mais romântico de Odivelas - para o que até tem potencial 8-))


por Os 3 Pratos

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Sul

Parque de Santa Marta
2655 - Ericeira

Esplanada, Praia

Apenas usufruímos dos prazeres do sol e das tostas com imperiais. Neste nível nada a apontar o sol é quente, a vista excelente, as tostas enormes e boas a cerveja fria. O serviço na esplanada um pouco negligenciado. Não experimentámos o restaurante. Como esplanada é excelente.

Comida

Tostas são boas

Preço

10

Ambiente

Grande vista e ambiente

Serviço

Fraquinho

Localização:

Nosso menu:

  • Tostas

Crítica:
Sem Norte

Dizer que um restaurante novo não chega ao próximo Verão e ter razão é mais fácil do que acertar no Benfica – Académica com uma dupla 1-X.
No caso do Sul, na Ericeira, a probabilidade é ainda mais alta e com dificuldade aquela linda varanda verá o solstício de Verão. O que é pena.
É sempre pena quando corre mal um projecto, mas ainda mais pena é quando se nota que houve alguma tentativa de fazer bem.
O espaço é uma tentativa quase conseguida, a comida é uma tentativa falhada, o serviço é um desastre bem conseguido.
O espaço clean, mas demasiado, com luz fria a descer pelos rebordos do tecto, bloco-operatório disfarçado, em cima do mar e das furnas da Ericeira, virado às arribas da Foz do Lizandro.
Na ementa, tenta-se ultrapassar o marasmo cartista do indiferenciado eixo Sesimbra-Ericeira-Peniche (dizem que está melhor) – foge-se ao grelhado no carvão e à massada de cherne (chernes, normalmente do Nilo). Uns ovos (mal) mexidos com uns espargos (fora de época), um creme de cenoura, aquoso, caldo desenxabido.
O esparguete fresco tinha sido cozido na água das amêijoas, ou em caldo de peixe, mas estava sobrecozido; um pregado frito razoável com (um péssimo) arroz de berbigão (num livro de culinária antiga, ainda ontem, vislumbrei um peru recheado de vitela, que não deve ser pior combinação).
Tudo isto através de um serviço caótico, amador, sem rei nem roque, leeento. Tão lento que alguém na cozinha se podia ter lembrado de pôr um grão de sal que fosse no arroz de peixe-galo.
No fim, voltam as cartas para a sobremesa (ah e não há duas cartas iguais, umas com uns pratos riscados, outras não; umas com pratos do dia, outras sem). Uma bolacha de canela com mousse de arroz doce boa (o que é doce nunca amargou), uma pannacotta apudinzada e um tiramisù sem café (não vá alguém perder o sono).
Pode ter sido um mau arranque. Mas, na corrida da restauração, quem arranca mal raramente chega ao fim. A clientela não perdoa, e os rigores do Inverno atirarão para o esquecimento a fonte de más experiências a 35 euros por pessoa.

por Contraprova
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Wednesday, 9 July 2008

Hancock

A ideia que deu origem ao argumento parece excelente. A primeira hora parece a óptimo nível para o género, divertida com bons efeitos, infelizmente o final é do mais fraco possível. O vilão é patético e tudo fica atabalhoado. Vale pela primeira hora.

Título original: Hancock
De: Peter Berg
Com: Will Smith, Charlize Theron, Jason Bateman
Género: Acç, Com
Classificação: M/12

EUA, 2008, Cores, 95 min. (IMDB)

Há heróis, super-heróis e há Hancock (Will Smith), um herói incompreendido que vive em Los Angeles. As pessoas estão fartas dele, mas Hancock não se preocupa com o que os outros pensam. Até que um dia descobre que talvez tenha um lado vulnerável.in Público

Crítica:
Os super-herois sempre foram idealizados como sendo os perfeitos exemplos da humanidade e da sociedade, no entanto, chega-nos agora ás salas de cinema “Hancock”, um filme que nos apresenta uma personagem que vem contradizer esses idealismos predefinidos e consagra o termo anti-heroi. Hancock (Will Smith) é um super-heroi fora do normal, é conflituoso, sarcástico, e incompreendido, as suas acções são sempre bem intencionadas, e apesar de salvar inúmeras vidas, deixa sempre um rasto do seu “trabalho”. Os cidadãos de Los Angeles começam a ficar fartos deste herói e perguntam-se o que fizeram para merecer isto. Hancock não é um homem que se preocupa com o que as pessoas pensam, até ao dia em que ele salva a vida do Relações Públicas Ray Embrey (Jason Bateman), e começa a perceber que também ele pode ter um lado vulnerável.
O filme funciona como uma espécie de crítica ao status que os super-herois detêm no mundo do entretenimento, sendo sempre vistos como seres perfeitos que só praticam boas acções com o melhor comportamento possível, “Hancock” coloca uma nova situação em cima da mesa, e se um super-heroi salvasse o mundo mas agisse como um idiota, seria na mesma respeitado e adorado por todos? Hancock, brilhantemente interpretado por Will Smith, tem super-poderes sobre-humanos mas uma personalidade bem humana, bebe em demasia, não se preocupa com o seu vocabulário nem com a forma como aborda as pessoas, simplesmente adopta uma postura em que não se preocupa com o que o mundo pensa, e á luz desta terrível personalidade Hancock não tem os tradicionais fãs, não é respeitado pelos mais novos e metade da cidade de Los Angeles que processa-lo, até a própria policia quer vê-lo na prisão. Esta visão de um anti-heroi, abordada pelo argumento do filme, não deixa de ser inovadora, caindo muito bem numa época onde cada vez mais os típicos heróis da Marvel têm o seu próprio filme, contudo esta interessantíssima ideia acaba por não ter o aproveitamento devido, sendo pobremente executada por um argumento que apresenta demasiadas falhas, o que leva o filme por um caminho confuso e saturante.
“Hancock” até começa bem, apresentado de forma clara a sua personagem principal, contudo á medida que o filme se desenvolve e Hancock começa a amolecer, o filme vai perdendo interesse. No inicio a personalidade aguerrida e conturbada do nosso anti-heroi, permite cenas de elevado teor cómico que nos fazem perceber de forma clara a sátira montada á imagem superficial de super-heroi, no entanto, á medida que Hancock começa a perder a sua rebeldia, a história começa a entrar espiral descendente, o Drama e o Romance começam a tomar conta do filme, estragando por completo o ambiente criado nas primeiras cenas do filme. O argumento falha em contrabalançar a acção e diversão do início com o drama e tensão do desenvolvimento, criando um filme emocionalmente incoerente com um final verdadeiramente confuso e bastante aparvalhado.
Outro aspecto negativo do filme é o vilão. Todos os heróis sendo super ou anti precisam de um vilão á sua altura, é certo que no inicio do filme Hancock é o seu próprio inimigo, no entanto, com o desenrolar da história essa posição é ocupada por Red (Eddie Marsan) que é certamente um dos vilões mais fracos de sempre já que não intimida nem convence ninguém, Red é o resultado de uma má construção de personagem acompanhada por um péssimo desempenho do actor em causa. Devido á natureza de Hancock, poder-se-ia ter levado o vilão muito mais longe por um caminho completamente diferente.
Will Smith é a estrela do filme e do elenco, mais um bom papel de Smith que tem vindo a impressionar Hollywood com as suas performances praticamente imaculadas, com “Hancock” o nível apresentado não foi o mesmo de “I Am Legend” contudo isso seria pedir demasiado, as circunstancias são outras e “Hancock” é claramente um filme menos exigente e mais comercial.
“Hancock” poderia ter oferecido muito mais com a boa ideia que orienta o seu argumento, a sua história acaba por resultar numa confusão de sentimentos e emoções. Salvam-se os momentos de humor e a intenção de criar uma sátira aos filmes tradicionais de super-herois. Infelizmente, “Hancock”, não funcionou como filme de Acção/Aventura.


Portal Cinema

Monday, 7 July 2008

Tirinuelo Cumbre


Bem estruturado, final agradável. Boa surpresa.

Tinto envejecido en roble(6 meses en barrica y uno en botella).Color rojo frambuesa.Limpio y brillante,sin impurezas. Elaborado con la variedad autóctona RUFETE, uva pletórica en aromas frutales.Nariz elegante con notas de grosella, recuerdon de hierbas aromáticas y un ligero aire de vainilla y café.El tiempo en botella lo ha redondeado y pulido hasta convertirlo en un vino amable, con la brillanted de un final que recuerda ligeramente el amargor de la nuez, acídulo y fructoso.Bien estructurado con personalidad propia. Vino de San Esteban de la Sierra (Salamanca).





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Saturday, 5 July 2008

Salinas de Rio Maior

As salinas naturais de Rio Maior, situadas a 3 km da sede de concelho constituem um dos principais referenciais da localidade e são um orgulho para Rio Maior, por serem as únicas do género em Portugal ainda em exploração. Estas salinas estão consideradas como Imóvel de Interesse Público, no contexto do património cultural português. É assim que, do antiquíssimo poço das Marinhas do Sal, brota água salgada que abastece os 400 talhos, ou compartimentos, e os 70 esgoteiros, que ocupam 21 865 m2.
A água desta nascente é sete vezes mais salgada que a água do mar, e era retirada com a ajuda de duas enormes Picotas ou "Cegonhas" há bem pouco tempo. Estes engenhos são um legado árabe com certeza, pois foram estes que os introduziram na Europa. Aliás, é de crer que os romanos, e depois os árabes, tenham explorado em grande escala estas salinas.
Há referências às salinas de Rio Maior desde 1177, em documentos escritos que são aliás os mais antigos sobre Rio Maior. Sabe-se também que D. Afonso V era proprietário de cinco talhos nas salinas de Rio Maior no século XV, e que recebia um quarto de toda a produção, tendo o monopólio da sua venda. A importância económica das salinas para a região, está bem vincada nas duas pirâmides de sal retratadas no Brasão da cidade de Rio Maior.
Estas salinas são únicas no país e são fruto de uma maravilha da natureza. A água salgada provém de uma extensa e profunda mina de sal-gema, que é atravessada por uma corrente subterrânea de água doce, que se torna depois salgada. Trata-se de sal puro (97,94% de cloreto de sódio), que é recolhido nos talhos pelos marinheiros (designação dada aos salineiros). O poço tem 9 metros de profundidade e 3,75 de diâmetro e a distribuição da água pelos talhos obedece a regras consuetudinárias de origem ancestral.



A dois kilómetros ao N. da villa, em um extenso valle, proximo do logar da Fonte da Bica, está esta importantíssima e justamente famosa marinha, única no seu género na Península Hispânica; pena é que não seja mais bem explorada.
No meio do terreno occupado pela marinha, está uma nascente inexgotável, da qual nos mezes do estio se tira água, por meio de dois baldes (!) de noite e de dia, e é conduzida, por ordem, a cada um dos depósitos, ou compartimentos, feitos no solo, com um metro de profundidade, e a que chamam talhos. Pertencem estes a diversos donos, e valem (segundo a distancia a que se acham da nascente) termo médio, cada talho 80$000 réis.
O sal aqui produzido, é superior em qualidade, e mais forte do que o sal marinho, ou commum.
Já vimos que em 1177, era explorada esta marinha, e que já o havia sido em maior escala, em tempos muito anteriores.
Segundo a tradição, a marinha não era no sítio actual, mas uns 60 a 70 metros mais ao N., e a nascente tão pouco abundante que apenas dava para 6 talhos, e que fazer a 3 ou 4 homens; não chegando o sal que ella produzia, nem para o consumo das povoações circumvisinhas.
Uma pequena que andava na planície (hoje local da marinha) apascentando uns jumentos, sabia que junto a uns juncos havia uma nascente de água, e como tivesse sede foi alli beber, mas notou que era excessivamente salgada.
Regressando a casa, deu parte d'esta circumstancia ao pae, que, junto com outros visinhos, se foram ao juncal, e alli abriram um poço, e quanto mais o profundavam, maior quantidade de clorurêto de sodium era expedida: mas a antiga nascente secou.
Estes exploradores, trataram logo de fazer talhos, e a colher optimo sal, em bôa quantidade.
Foi-se desenvolvendo esta indústria, e hoje ha, nada menos de 400 talhos, valendo cada um dos mais próximos da nascente 144$000 réis, e os mais remotos 14$400 réis.
O poço actual (d'onde brota a água) tem 11 metros de profundidade, e 8 de circumferencia.
O sal, como o extrahido da água do mar, forma-se por evaporação, e, quando o calor é mais intenso, está o sal prompto em quatro dias.
Dá-se ao producto d'estas marinhas, o nome de sal espuma. É mui claro, secco, e brilhante de tal maneira, que d'elle se formam bellissimas pyramides e varias outras figuras, como do assucar refinado de lasca, ou de pedra.
Excede tanto em qualidade o sal commum (marinho) que, para salgar carnes, basta metade da porção do extrahido da agua do mar.
É summamente saturado de muriato de soda, purissimo, e sem mistura de muriatos calcareos e magnesianos, que se encontram nos outros saes communs, e que os tornam amargos e deliquescentes.
Saindo do logar d'esta marinha, está uma vasta planície, cuja parte mais considerável pertenceu aos monges bernardos de Alcobaça, e o resto a particulares. Aqui, no sítio chamado Marinha Velha (onde primeiramente se colheu sal) ainda nos estios se formam a periferia bellissimos crystaes de muriato de soda.
N'este sítio, sobremaneira infértil, apparece com vigorosa vegetação, a Salsola-Kali, de Linneu, e algumas das outras plantas proprias das visinhanças do mar, e das cinzas das quaes se faz a sóda ou barrilha.

LEAL, Pinho, Portugal antigo e moderno, 1878


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