Friday, 20 August 2010

Tasca da Esquina

Excelente

Autor . Petiscos Gourmet . Cool place
Morada:Rua Domingos Sequeira 41 - C
1350-403 - Lisboa
Tel:210993939 Reserva:Aconselhável Encerra:Segundas
Web:http://www.tascadaesquina.com/
Preços:€€€ (25 a 35€)
Cozinha digna de nota
Garrafeira digna de nota
Zona de fumadores

A Tasca da Esquina situa-se em Campo de Ourique e é o novo restaurante de Vítor Sobral. Um espaço agradável, bem iluminado e com confortáveis cadeiras forradas. Uma cozinha de qualidade onde se destacam os petiscos, com preço que variam entre os 4 e os 9 euros. Salientam-se as moelas fritas com maçã, codornizes com cerejas, fígado de aves com pêra e o requeijão com pimentos e poejos.
Petiscos
Mapa:
Críticas:
Lugar cool onde se pode petiscar servido por um dos melhores chefes do momento. Pratos muito bem confeccionados, se bem que reduzia a dose de flor de sal nos cogumelos. Para mim o abade de priscos foi uma revelação. O vinho a copo é diversificado e de qualidade, óptimo para quem não possa beber muito. Gostei do conceito nas "mãos do chefe" que torna a refeição numa surpresa. Serviço eficiente e atencioso. No fim nem sequer exige muito da carteira, considerando a qualidade oferecida. Um dos melhores da cidade.
Nosso menu:Sopa fria de tomate,
Salada de coelho e creme de feijão branco,
Ameijoas ao natural,
Cogumelos grelhados,
Tosta de porco preto,
Filete de lirio com arroz de coentros,
Leite-creme,
Abade de priscos com creme de coco, abacaxi e hortelã,
Reserva do chefe,

Acampemos em Campo de Ourique, no que não é propriamente um largo mas local de início, interrupção e fim de algumas ruas, tais a Ferreira Borges (começa aqui), a Saraiva de Carvalho (vem, pára e segue), a Domingos Sequeira e a do Patrocínio (terminam ambas). A tenda está estabelecida na Rua Domingos Sequeira, nº 41-C, a bem dizer na esquina com a patrocinada, no sítio onde em tempos existiu um restaurante chamado O Correio.

O de agora foi baptizado como Tasca da Esquina, inaugurado em 16 de Junho passado e é o novo ai-jesus de Vítor Sobral. O conhecido e justamente celebrado chefe de cozinha, na plenitude da sua carreira (n. 1967), por via do Terreiro do Paço fechado e porque la crise oblige, voltou-se para um tipo de restauração normalmente designado na língua imperial mas que não custa nada traduzir para de baixo custo. Abaixamento que, com Vítor Sobral, nunca poderá corresponder a diminuição de qualidade e inventiva. Quanto a instalações, na salinha da entrada, com seu balcão e abertura para a cozinha, cabem 14 petisqueiros em mesas com bancos altos. A outra proporciona assento a 28, beneficiados pela luz que atravessa as paredes de vidro, em mesinhas um tanto exíguas que, excepto no chemin de papel, não dispensam utensilagem cuidada e óbvio guardanapo de pano.

A lista abre com a secção Degustações - Fique nas Mãos do Chefe, assim organizadas: sopa e 3 porções (€ 14,50); 5 porções (€ 19,50); 6 porções + sobremesa (€ 26,50); 7 porções + queijo ou sobremesa (€ 32,50). Depois é um rol de 22 Petiscos. A seguir, Há La Carta com 3 pratos de Peixe e 4 tipos de bifes. Antes do final doceiro, Queijos, Enchidos e Fumados com 13 itens.

Brevíssimas notas de prova. Da modalidade das 5 porções, a primeira foi uma "sopa de cebola", com duas rodelas de linguiça e cebolinho, fria, agradável.

Segunda porção, "amêijoas", belos exemplares do estuário do Sado, de valva escura, cristianíssimas, numa espécie de à Bulhão Pato. Terceira, "bacalhau com molho de línguas do mesmo", lascas pequenas molhadas numa emulsão, o arenoso das farofas acompanhantes a sugestionar broa. Na quarta porção, a demonstração de como com carolino, cabeça de garoupa e arte se faz um "arroz de peixe" perfeito.

A última, "escondidinho", carne de vaca desfiada com puré de batata e mandioca, está a fazer a diferença.

Aos petiscos. Muito bem as "lulas salteadas com cogumelos" (€6,20), em molho adequado. "Berbigão no tacho" (€ 8) a devolver-nos toda a categoria deste molusco tantas vezes olhado de esguelha. "Moelas fritas com puré de maçã" (€ 4,50) muito tenras e valorizadas pela companhia invulgar. Aprovadíssima a "farinheira com favas" (€ 4,40), enchido qualificado e as favinhas descamisadas, tomate e coentros picados.

Palmas pela ressurreição da matéria-prima no caso dos "rabinhos de porco de coentrada" (€ 3,20), com um toque acertivo de vinagre. Raros também os "túbaros com pimentão" (€ 3,50), testículos de porco transformados em iguaria asseada. O "atum de conserva caseira" (€ 4,30), cortado à maneira de rojões médios, em molho de azeite, vinagre, alho, louro e tomilho, mostrou alguma secura interior. Em grande cebolada e molho profundo, mesmo os não apreciadores tiveram de se render a estes "fígados de aves de escabeche com pêra" (€ 4,30). Exemplares graúdos e abundantemente assessorados por molho saboroso e nada aliáceo, na "alhada de camarão" (€ 7). As "línguas de bacalhau ao alho" (€ 11,50) apareceram justamente estimadas nesta preparação, com um molho a que só faltava ovo para ser fricassé. Da secção Há La Carta extraiu-se o "bacalhau de forno" (€ 15), esplêndido em todos os aspectos e conteúdos.

Da respectiva alínea, o queijo de São Jorge (€ 3) e o queijo de Castelo Branco (€ 9) revelaram genuinidade e grande categoria.

Doces propriamente ditos são 4.

Carta de vinhos pouco extensa, todavia de boas escolhas, sempre com a modalidade a copo, a preços sensatos.

Serviço diligente e amável.

A competência, o talento e a criatividade de Vítor Sobral, bem temperados pelo seu bom senso e raízes alentejanas, também aqui estão patentes. Aproveitemos - sem esquecer os seus adjuntos Hugo Nascimento e Luís Espadana -, ao menos enquanto as suas naturais irrequietude e ambição o não catapultarem para outros voos

por Escape
Tasca da Esquina (5/5)

Só sei que gosto realmente de alguém quando passo a gostar do que não gostava. Tive uma mulher que foi coentros. Outra foi sandálias. O Vítor Sobral foi Campo de Ourique. Ali, entre a Domingos Sequeira e a Saraiva de Carvalho, está a Tasca da Esquina, que me reconcilia, a cada almoço, a cada jantar, com um bairro com que sempre embirrei.
Tenho dois problemas graves com o Vítor Sobral. Um é que nunca sei se Victor é Victor com c e sem acento, ou se é Vítor sem c e com acento. O outro é que não consigo deixar de achar que o seu último restaurante é sempre melhor do que os outros. E, já que penso nisso, o segundo problema são dois problemas (e por isso tenho ao todo não dois mas três problemas) – é que esse restaurante é melhor do que os outros-dele, mas também do que os outros-dos-outros.
É como com a Carla Bruni (e foi a maneira de usar como e Carla Bruni apenas a quatro caracteres de distância, sem espaços, porque caracteres com espaços eram mais) com quem também tenho dois problemas. Com a Carla Bruni também nunca sei se é Bruni com um n ou Brunni com dois ns. O outro problema com a Carla Bruni é não saber se gosto mais de a ver se de a ouvir. Quando a vejo é claro que é de ver que eu mais gosto; quando a ouço é claro que é de a ouvir, aquela voz arrastada direita à hipófise, que canta só para nós...
A Tasca da Esquina são duas salas, uma de entrada com mesas altas, um balcão à esquerda e uma cozinha à vista. A outra é uma marquise, ou coisa que deve ter um nome arquitectonicamente mais sexy (mas para termos de arquitectura, há praí críticos gastronómicos que são verdadeiros Corbusiers). Marquise no bom sentido, uma sala de tecto mais baixo, percorrida com janelas, em que se pode comer agradavelmente. E isto é que surpreende à partida nos restaurantes de Vítor Sobral, é que são sempre agradáveis de lá se comer. Mesmo no Terreiro do Paço, meio desengonçado, meio escuro, com aquela escada a meio, queloide de transplante de coração, era agradável lá estar.
Se chove, estamos ali como num escafandro, se faz sol, como num carro com ar condicionado, a ver o mundo lá fora e a organizar o mundo cá de dentro a cada garfada de um camarão com alho, excelente, em dose de tamanho certo. Enchidos bem escolhidos, requeijão macio. Berbigão fresco, com líquido por dentro, sem ser preciso estar numa esplanada de praia. Bolo de chocolate fofo, sem farinha, sem encher, mas sem ser de ar, e um pudim abade de priscos, rico, homogéneo. Na Tasca da Esquina há três hipóteses (uma carta com pratos mais substanciais e clássicos do Chef – a raia é sempre uma boa hipótese), um menu de petiscos (em várias incursões, só tive um percalço com uns rabinhos de porco demasiado duros – devem ser a desfazer-se, para chupar), ou, então, deixar-se nas mãos do chefe e da cozinha, que eles tratam de si, escolhendo quanto se quer gastar, 15, 20, 25, ou 33 euros. O que varia é apenas a quantidade de comida, sempre a uma qualidade excelente.
Como é o último, a Tasca da Esquina é o melhor restaurante de Vítor Sobral e dos melhores de Lisboa. Ali é que ele começa a ser quem é. Vítor Sobral é um chef de gaveto, porque Portugal é cozinha de esquina. Já escrevi que vejo Vítor Sobral, o grande chef, numa cozinha de aldeia, fumegante, com cinco ou seis quartos para dormir, lareira enorme. A Tasca da Esquina pode bem ser a sua última paragem em Lisboa, rumo à paisagem. É aproveitar.

por Contraprova
Links:Lifecooler


Tuesday, 17 August 2010

Cartaxeiro

Acima média

Tradicional . Regional Saloia . Rústica
Morada:Rua Fonte dos Castanheiros 1
1675-577 - Caneças
Tel:219809200 Reserva:Aconselhável Encerra:Segundas
Web:http://www.ocartaxeiro.gastronomias.com/
Preços:(menos de 15€)
Cozinha digna de nota
Recomendado para grupos

"O Cartaxeiro" é o restaurante mais antigo de Caneças, e provavelmente o mais antigo do concelho de Odivelas. Procurou manter os traços originais, como os cada vez mais raros barris de vinho e os pratos de barro onde são servidos os "divinais petiscos". A decoração rústica apela às raízes tradicionais, aos costumes antigos, dando conta do passado e história da vila onde se insere. A cozinha privilegia a tradição portuguesa, com especial abordagem à riqueza da gastronomia saloia.
Açorda seca de bacalhau; Arroz de sardinhas saloias; Cabrito à antiga; Pataniscas de bacalhau; Polvo à nossa maneira; Bacalhau c/ broa; Cozido à portuguesa (Domingo); Dobrada à Portuguesa (Sábado e Domingo); Espetada de carne á Cartaxeiro; Massinha de peixe; Bife do lombo à café; Medalhões de vitela; Caril de gambas; Lombinhos de cherne c/ molho de camarão. Doçaria conventual;
Mapa:
Críticas:
Pratos tradicionais confeccionados na perfeição. Simpatia no serviço. Ambiente acolhedor e sossegado. A voltar.
Nosso menu:Açorda de bacalhau,
Pataniscas com arroz de tomate,

Links:Lifeccoler


Saturday, 7 August 2010

Parque e Palácio de Monserrate


O Palácio de Monserrate é um palácio inserido no Parque de Monserrate situado em São Martinho, Sintra, distrito de Lisboa, Portugal. O palácio foi projectado pelo arquitecto James Knowles e construído em 1858, por ordem de Sir Francis Cook, visconde de Monserrate, enquanto a elaboração dos jardins foi entregue ao pintor William Stockdale, ao botânico William Nevill, e a James Burt, mestre jardineiro. Este palácio que foi a residência de Verão da família Cook, foi construído sobre as ruínas da mansão neo-gótica edificada pelo comerciante inglês Gerard de Visme, que possuiu a concessão da importação do pau-brasil em Portugal e foi o responsável pelo primeiro palácio de Monserrate. William Beckford alugou a propriedade em 1793, realizando obras no palácio, começando a criar um jardim paisagístico. É um exemplar sugestivo do Romantismo português, ao lado de outros palácios na região, como o Palácio da Pena. Durante a década de 1920, o palácio seria posto à venda, acabando por ser adquirido pelo Estado em 1949.

Nos jardins deste Palácio podem ver-se vários exemplares botânicos. Actualmente encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1978.

in Wiki

Localização

Em banho Manel

Regular

Contemporâneo . Portuguesa . Luxo
Morada:Praça D. Fernando II
2710-483 - São Pedro, Sintra, Portugal
Tel:219246660 Reserva:Aconselhável Encerra:2º e 4º Domingos do mês (devido à feira)
Web:http://www.embanhomanel.com/
Preços:€€€ (25 a 35€)

O restaurante de Manuel Luís Goucha, localizado em Sintra, é um local simpático e sofisticado. E porque os olhos também comem, a decoração é deliciosa. Um estilo barroco kitsch em tons de vermelho e cinza e com colunas folheadas a ouro. A cozinha de inspiração não dispensa o alecrim e a alfazema do jardim de Goucha.
Peixe: Salada de favas com lagosta; salada de lulas quentes; lombos de tamboril ao vapor com creme de açafrão e linguini negro
Carne: Peito de pato com fígado de ganso salteado e molho de pêssego.
Mapa:
Críticas:
Pretencioso demais. Comida aceitável mas não deslumbrou. Preço nada simpático. Não devo voltar.
Nosso menu:Pato com folhado de maçã,
Peito frango com verduras,
Mil-folhas de frutos do bosque,

Dois pratos e um serviço atencioso não salvam este projecto. Diogo Novais provou (e chumbou) o ‘restaurante do Goucha’.

Há coisas que devem ser ditas à velocidade com que se arranca um penso rápido. Como isto: o novo restaurante de Manuel Luís Goucha é pretensioso, pomposo e tem tudo o que é necessário para ser nomeado o melhor exemplo do novo-riquismo português aplicado à restauração. Uma questão de gosto, dirão, mas neste caso... de muito mau gosto.
Desde a chaise longue da entrada, às colunas douradas, aos quadros pseudo-antigos, até à música ro(muito)cocó… quase tudo neste sítio parece ter sido feito para assustar e espantar. Nem todos os clientes acharão o mesmo, claro, porque há sempre quem goste de decorar a casa em tons Ferrero Rocher; mas pelo menos os clientes com níveis de exigência acima de zero, que não confundam luxo com dourados, vão achar a experiência insuportável aos olhos.

E quanto a ser kitsch – o argumento habitual para justificar o injustificável – é preciso dizer que kitsch, infelizmente, não é para quem quer, mas para quem pode. Implica exageros decorativos deste tipo, é verdade, mas que só têm graça se forem deliberados e equilibrados. Estes, infelizmente, parecem demasiado sinceros.

Por tudo isto, só é possível provar a comida do “Em Banho Manel” se esquecermos o cenário e nos focarmos na mesa. Foi o que começámos por fazer num domingo soalheiro em que serviam cozido à portuguesa como prato do dia. Dissemos que sim, alinhávamos no prato único, mas começávamos pelas entradas. E começou o choque financeiro: 13, 14, 16 euros por entradas banais e corriqueiras. Escusado será dizer que se não fosse pela crítica não pediríamos nenhum. Como foi, escolhemos uma das opções mais baratas na lista, uma tosta com cogumelos selvagens. E começou o assalto ao bolso: pão normal, com cogumelos normais e quatro amoritas (porquê amoras?) num prato normal. Mas que valia 13 euros.

A comida, esperámos, salvaria a honra do convento. Mas azar dos azares, o cozido, esse prato cuja confecção devia estar regida pelas leis da República, estava frio. Criminosamente frio, a roçar o morno. Verdade seja dita, até tinha pinta de ter sido um prato saboroso quando saiu do fogão. Mas isso, seguramente, já tinha acontecido há algumas horas. Para tentar confirmar que foi tudo azar voltámos outro dia e mais uma vez pedimos prato do dia. Era cabrito e estava infinitamente melhor. A carne escura, com aspecto de muitas horas de cozinha, a pele do bicho tostada e coberta de ervas; o arroz de miúdos solto, nem gorduroso nem ensopado. Numa outra visita deixámos os pratos do dia e abrimos a ementa. Medalhões de tamboril, recomendou o empregado, e acertou em cheio. O peixe no ponto limite de sal, o molho de mexilhão granulado, com aspecto de caril mas sabor a marisco fresco, muito acima da média.

Então e as sobremesas do mestre que escreve livros sobre o assunto? Só pedimos uma vez, um tiramisú, e chegou para todas as visitas. Um, não sabia a café; dois, vinha carregado numa espuma de nata, qual São Marcos em versão tunning. E por estas refeições paga-se uma média de 30 euros por cabeça? Não, obrigado.

por Tme-out
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Friday, 6 August 2010

Taberna Ideal

Acima média

Regional . Portuguesa . Tasca (Conceito)
Morada:Rua da Esperança 112-114
1200-658 - Lisboa
Tel:213962744 Reserva:Aconselhável Encerra:Segundas, Sábados (Almoços)
Preços:€€ (15 a 25€)
Cozinha digna de nota
Garrafeira digna de nota
Zona de fumadores
Fora de horas

A Taberna Ideal, localizada no bairro de Santos, é um restaurante que recria o ambiente de uma antiga taberna. O espaço é informal e confortável. Vai sentir-se em casa! Os objectos recordam a casa dos nossos avós, a loiça é antiga e os móveis familiares. A comida é tradicional portuguesa, confeccionada na hora com produtos frescos do dia . A ementa e os petiscos são rotativos e estão assinalados diariamente em ardósia, tem ainda
aconselhamento entendido sobre o vinho (a copo) indicado para cada prato.
Petiscos, Tibornas
Mapa:
Críticas:
Ambiente cool. Bons petiscos. Conceito de partilha. Bom vinho a copo. Gostei.
Nosso menu:Tiborna de queijo e mel, Tiborna de tomate,
Presunto com figos,
Ovos com farinheira,
Mousse chocolate.,

Entrar na Taberna Ideal, em Santos, é como ir almoçar a casa da avó: a comida é melhor do que o moderno gourmet e o espaço totalmente revivalista


A escriba estava reticente em partilhar a mais recente descoberta gastronómica da cidade de Lisboa que de tão aprazível, apetecia deixar em segredo. Mas enfim, depois de muita ponderação lá venceu o bem comum e por isso aqui vai sem mais rodeios: a Taberna Ideal é um verdadeiro fricassé de emoções capaz de resgatar até os comensais mais sorumbáticos da apatia. Pronto, está feito. Resta-nos arcar com as mais que prováveis consequências da ética que nos move e correr o risco de não ter lugar (são só 26), já que não é difícil reconhecer uma coisa boa quando fumega à nossa frente.

E aqui fumegam petiscos como ovos mexidos com alheira, tiborna de queijo cabra com mel e alecrim, endívias gratinadas com queijo e redução de ginginha ou empadão de codorniz com alheira e tâmaras. Basicamente coisas boas de antigamente actualizadas na medida certa, tanto na confecção como na apresentação. Quais serão exactamente é que já é mais incerto, porque a ementa é tão caprichosa como o destino. O que está afixado nos quadros de ardósia preta que forram uma das paredes depende sempre das coisas boas que as proprietárias Susana Felicidade e Tânia Pereira desencantaram nos mercados.



De terça a quinta e aos domingos há também dois pratos do dia. Coisas como bacalhau à Brás; rojões com arroz e batata frita caseira; bolinhas de carne com queijo mole acompanhado de massa fresca; ovos escalfados com ervilhas ou açorda de bacalhau. Tudo feito com desvelo, sem o peso da rotina e da obrigação. Apeteceu fazer, fez-se. Um mimo.

Esta filosofia (ou ausência dela) faz sentido aqui, porque não estamos num restaurante comum. Não é que as proprietárias sejam anarcas, nem se trata de um espaço moderno a repescar ementas da taberna antiga e com umas ideias modernaças de abolir o menu. A ideia foi, nas palavras de Tânia e Susana, pegar no melhor que as tabernas tinham - a comida, a informalidade e o convívio – e torná-lo perfeito nos dias de hoje, ou seja, mais confortável. Basicamente, é como ir almoçar a casa da tia Emília ou da avó Alzira que cozinham lindamente, mas neste caso os dotes de culinária são exercidos por Susana Felicidade, que trocou os códigos civis pelas panelas e a toga pelo avental, tudo para nosso benefício.

Retro, quase kitsch e muito saboroso


Na verdade é o espaço que chama a atenção mal se passa a porta da entrada. Se não o mencionámos à partida foi apenas porque estávamos com fome, mas agora que já aplacámos o estômago podemos olhar em volta com mais discernimento. É a combinação perfeita entre a taberna e a sala da avó. Não falta nada, nem os móveis de antiquário, nem o balcão à antiga, nem as mesas de mármore, nem as jarras com flores, nem a loiça nas paredes, nem sequer as andorinhas coladas no vidro da janela. A um passo do kitsch e completamente revivalista. É óbvio que alguém andou a passear na Feira da Ladra e o resultado não podia ser mais divertido.

O levantamento histórico foi ao ponto de se irem desencantar preciosidades como a gasosa Trevo (que continua óptima) e nem falta um refresco nostálgico criado para a ocasião com Trevo e Capilé, o Capilei. Depois há os pormenores cómicos conseguidos com a reutilização ecológica dos objectos, como o facto de o pão vir em escorredouros da massa e o frappé ser uma panela ou um fervedouro do leite. Não vão faltar motivos de conversa.


Se há um detalhe pouco taberneiro (no bom sentido) são os vinhos, tudo porque Tânia Pereira trabalhou vários anos na área de marketing e gestão de vinhos e é expert na matéria. Ao lado dos copos de três estão os copos xpto com uma liga especial que permite ver a verdadeira cor do vinho e que são aferidos para não se encher acima da curvatura máxima do copo. Mas não se pense que isto equivale a preços altos. Os preços do vinho a copo correspondem exactamente à divisão da garrafa. Sem inflacionamentos. Assim, um D. Ermelinda branco ou tinto, por exemplo, ronda os dois euros.
Aliás os preços são outro factor a fazer desta uma taberna ideal, das entradas (não deixe de provar os tremoços com tempero de salsa, vinagre e alho a 1 euro a dose), até aos petiscos em doses partilháveis, que rondam os cinco euros, passando pelas saladas gigantes, como a de abacate, ovo estrelado, bacon, tomate, queijo e batata frita, a 6,90. Os pratos normais rondam os dez euros mas se optar pelos do dia o preço desce para metade.
Nesta noite calhou-nos em sorte um fantástico empadão de codorniz com alheira e tâmaras. Não garantimos que volte a haver. Mas pode sempre fazer como os clientes que já são habituais e dizer: «Liguem-me quando houver o pudim abade de priscos».

por Lifecooler
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Saturday, 17 July 2010

Coca cola Killer


De Antonio Victorino D'Almeida
Oficina do Livro 2008

Muito bom. Humor surpreendente e extremamente bem escrito. A crónica do que o 25 de Abril poderia ter evitado.


Marcelino da Gama, o Coca-Cola Killer, o filho do "Monstro do Dafundo" é o exemplo perfeito da inutilidade. Imbecil por natureza, possui, no entanto, a arte para se aproveitar do meio em que se movimenta e, acima de tudo, sabe transformar as derrotas em vitórias para, tal como tantos ilustres do Portugal de ontem e de hoje, se elevar nos píncaros da glória e da fama.
Coca-Cola Killer é uma sátira divertida e inteligente sobre a hipocrisia e o cinismo, personificados num personagem fascisóide, que se aproveita do 25 de Abril para ascender na sua prezada carreira de Diplomata.

Extractos:

- Estão há muito tempo em Bruxelas?
- Estamos.
- E não pensam voltar a Portugal?
Poncrácio olhou-me com certa ironia, antes re responder:
- No estado em que aquela choldra está, nem de férias! Tenho vergonha!
Concordei logo com ele. Não era um país: era um chiqueiro!

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Friday, 16 July 2010

2780 Taberna

Excelente

Cozinha de autor . Degustação . Contemporâneo
Morada:Avenida Carlos Silva 9 - C
2780-354 - Oeiras, Portugal
Tel:210998700 Reserva:Aconselhável Encerra:Domingos, Segundas
Web:www.2780taberna.com
Preços:€€€ (25 a 35€)
Cozinha digna de nota
Garrafeira digna de nota

Todas as semanas, há um menu diferente. Independentemente da semana, as propostas são sempre irreverentes e arrojadas, ou não fosse a 2780 Taberna um projecto de cozinha experimental que se instalou em Oeiras, no antigo Grão de Milho de St. Amaro. Sob a orientação do chef Cardoso e dos sous chefe Guerra e Xardoné, são cozinhados pratos criativos com base em ingredientes tipicamente portugueses, sentindo-se às vezes umas nuances de inspiração internacional. Aqui, neste espaço moderno, onde há poesia escrevinhada nas paredes, a semana pode começar com uns sonhos de bacalhau com risotto de feijão e terminar com raviolis de farinheira e maçã, e entre os dois pratos pode até surgir um leitão assado com puré de castanha. Da mesma forma que à segunda se pode degustar um bolo de chocolate com mousse de avelã e voltar na semana seguinte para descobrir que a mousse se foi mas que há crumble de pêra rocha do oeste e manga com mousse de lima. Para quebrar a rotina.
Menu único semanal
Mapa:
Críticas:
Vivam os Taberneiros. Gostei do conceito, Gostei do serviço. Gostei do ambiente descontraído. Gostei e gosto do humor. Gostei da comida e da bebida. Versão do melão com presunto espantosa. Gaspacho interessante. Espargos saborosos. Bacalhau do melhor. Hamburguer imaginativo. Sobremesa de pêssegos divinal. Para ir de vez em quando e voltar sempre.
Nosso menu: Pink Porto,
A nossa versão do melão com presunto,
Gaspacho de Ananás dos Açores com pastel de morcela,
Espargos e ovo escalfado,
Hot dog de bacalhau,
Cabeça de porco em amburga, pickles de frutas,
Waffle de muitos pêssegos,
Degustação de vinhos brancos do Monte Cascas,

É uma tasca? Um restaurante gourmet? Não, é uma taberna com cozinha experimental em Oeiras. Por um preço acessível, dão-lhe um cheirinho de alta gastronomia num ambiente castiço e descontraído.


Está enfadado, com fome, apetece-lhe algo insólito e surpreendente... Desejo concedido. Siga as instruções e seja discreto. Para muitos a Taberna ainda é um segredo bem guardado, um rumor, um zum zum que se ouve por aí. Boatos, diga-lhes. Nós vamos contar-lhe, mas se lá for negue tudo.

Por enquanto, a Taberna só está disponível num código postal, o 2780, em Oeiras, por isso rume até à linha, disfarce-se de autóctone e use a gíria local, finja que sabe onde é o “Evereste”, o que é a “Recta da Esso” e o “Sobe e desce”, jure que fez reserva antecipada (só há 30 lugares), e ocupe a primeira mesa livre que encontrar.

Parabéns, já está instalado. Agora queime as instruções, recoste-se e desfrute do que quer que seja que a Taberna tenha reservado para si. Certo é que será um menu de degustação gourmet. O resto? Uma incógnita. O conteúdo da ementa do dia pode estar disponível no site, mas também pode não estar, os caprichos do chef podem reservar-lhe algo diferente decidido à última da hora... Poderá ser uma noite calma, mas também pode não ser, pode acontecer que haja poesia nonsense declamada ao ritmo das garfadas, ou talvez um jogo do Benfica projectado na parede, quem sabe?


Bernardo Mendonça e o chef Cardoso talvez saibam, afinal são os fundadores. Explicam que a Taberna abriu em Novembro para servir os devaneios criativos de uma dupla que queria mudar de vida. Depois de estudos em economia e engenharia, de carreiras dedicadas às telecomunicações e pós-graduações, estava na hora de revirar tudo. Empregos abandonados, casa vendida para juntar dinheiro, e, abre-se um restaurante.

Porquê um restaurante? Porque não um restaurante?! O chef Cardoso é um talento na cozinha, Mendonça sabe fazer contas, já decidiu que não quer ser modelo e gosta de ser actor mas não a tempo inteiro. Se correr bem abrem-se mais códigos postais, senão, logo se vê...


Uma taberna cool

Aberto nem há meia dúzia de meses, o 2780 ainda está a capitalizar o efeito novidade. A originalidade começa logo no espaço. Mesas de madeira ou com tampo de mármore e bancos corridos convivem com uma iluminação contemporânea e toques decorativos mais sofisticados como garrafas de groselha iluminadas.


Aviso à navegação: apreciar os mimos da taberna mais in da zona exige tempo. Pelo menos duas horas, assegura Bernardo Mendonça, já que cada menu de degustação é feito na hora. Por esta altura já terá uma ideia do que vai provar, a ementa está escrita a giz numa das paredes coberta de ardósia, efémera quanto baste para poder ser alterada a qualquer hora ao sabor da criatividade do chef e da provisão de produtos regionais. Será dia de sonhos de bacalhau com risotto de feijão, raviolis de farinheira e maçã e leitão assado com puré de castanha? Ou de creme de pêra rocha do oeste com um cheirinho de noz-moscada, vieira com risotto de ervas e lombinho de porco preto com puré de aipo e molho de ameixa? E será que vai haver a fantástica manteiga de morcela nas entradas? É possível, é possível...

Para contrabalançar a pré-definição do menu, vinhos e sobremesas ficam ao seu critério, sendo que, como cada prato exige um vinho à altura, é recomendável seguir o conselho e acompanhar cada um com um néctar à medida. Todos podem ser servidos a copo e são tão especiais como as receitas, garantem. A ideia é promover os pequenos produtores, pelo que nenhum é fácil de encontrar no supermercado. O da casa, por exemplo, é um Catapereiro Escolha da Companhia das Lezírias. Tudo boas razões para fazer uma visita à taberna.


As sobremesas têm o mesmo cuidado dos pratos principais. O destaque vai para o afamado bolo de chocolate “Evareste”, o nome é uma referência local e uma homenagem à infância dos proprietários em Oeiras (refere-se a uma subida acentuada junto à estação de Santo Amaro) mas os forasteiros são incentivados a provar. O ambiente é familiar, faça como se estivesse em casa.

A pedido, é possível fechar a taberna para jantares de grupo ou aulas de culinária. Também pode levar o seu vinho e pedir um menu a condizer, e ainda solicitar o serviço dos taberneiros ao domicílio.

Mas o melhor da Taberna é mesmo a boa relação qualidade preço: sem vinho e sobremesas, o menu de degustação fica-lhe por 15 euros. Se já está a preparar-se para se fazer à estrada, saiba que a Taberna fecha segunda e terça-feira para manobras criativas da equipa que engendra novas iguarias nesses dias.

por Lifecooler
Na semana passada, fui finalmente jantar à Taberna 2780, em Oeiras, da qual já tinha recebido boas indicações, mas que igualmente já me tinha provocado irritações-divertimentos, com artigos a afirmar que era o "El Bulli português", só porque apresentava também um único menu, ainda por cima "criativo"...Enfim, creio que os "taberneiros", que me parecem pessoas bem informadas, não serão os responsáveis por estes disparates. Seja como for, tentei manter neutras as minhas expectativas, mas admito que me preparava vagamente para constatar uma fraude, mais uma, com roupagens modernas.

Nada disso. Gostei imenso. Muito boa onda e bom gosto na pequena sala, coerente com o ambiente descontraído da casa, com a lista, incluindo de vinhos, em grandes ardósias na parede, mobiliário em madeira. Serviço atento e simpático, pratos a chegarem à mesa a bom ritmo. Bons preços também, com o menu a 24,5 euros. Nessa noite, com bom pão e (razoável) focaccia caseira na mesa, uma saborosa salada de ovas desfeitas e uma não menos saborosa manteiga de chouriço, o menu começou com um delicioso caldo de cogumelos com avelã, com uma espuma a saber de facto a avelã, que também vinha em mínimos pedaços, a tornar interessante a textura, e nele imerso um pequeno pastel frito e recheado de cogumelos, num conjunto absolutamente vencedor . Não gostei especialmente do uso de bolo lêvedo no prato seguinte em que ele vinha encimado por uma mousse de queijo de cabra, com cebola em vinho do Porto, o menos interessante da noite Depois, uma enganadora salada niçoise de atum. Perdoa-se a referência ao clássico, apesar da ausência de ingredientes como anchovas, já que vinha em jeito de desconstrução, com o atum em fatia tipo tataki, azeitona esferificada, ovo muito bem cozido e levemente panado, tomate-cereja confitado, rúcula bem temperada...No entanto, se cada um dos elementos funcionava bem isoladamente (a esferificação obrigatoriamente só), em conjunto, ou seja, em "salada", perdiam o interesse. De qualquer maneira, um prato muito positivo e a mostrar boa técnica. Só é pena o nome.

Nas carnes, sendo um prato de "conforto" e sem grande história, a língua e bochechas de vitela com polenta, soube-me bem, ainda que não seja grande apreciador da última, algo "elástica" de mais. No fim, pancinha de porco com favas. Óptima carne, num ponto de cozedura magnífica, óptimas favas (embora ainda não seja época) e também algumas ervilhas, bem temperadas, mas depois um desconcertante puré de maçã e umas batatas assadas com casca. Mais uma vez, cada um dos elementos estava bem, mas a maçã e as batatas não jogavam com o resto.

Lembro-me pior da sobremesa, que tinha banana, de que só gosto crua, um defeito que eu tenho, com um bom gelado de coco e algo de chocolate. Bebendo dois copos de branco de Filipa Pato (8 euros) e uma garrafa do tinto Quinta do Valdoeiro Reserva (15 euros), a conta para duas pessoas cifrou-se em 76 euros, preço muito vantajoso para quem frequenta esta taberna. Como já disse, gostei muito de lá ir e de sentir um certo entusiasmo e gosto pelo risco por parte de quem cozinha, Fiquei com vontade de voltar, tanto mais que eles mudam de menu a cada quinze dias, e saí de lá muito bem disposto. Tel. 21 0998700. Cuidado que é difícil dar com o local.

por MesaMarcada
Ao sair da Taberna 2780, alguém disse para mim todos os restaurantes deviam ser assim. Estas lamechices ficam sempre para as cobaias que acompanham o crítico (que, normalmente ao lamber os beiços, dizem, Lourenço você traz-nos sempre a sítios cada vez melhores). O crítico é sempre insensível à miséria ou à grandeza do objecto do seu labor (o restaurante, a peça de teatro, o quadro), como o neuro-cirugião para quem um tumor é um tumor, independentemente da sobrevida e do paciente.Mas percebo o que ela disse. A Taberna 2780 é um restaurante total. É característica da pós-modernidade as coisas não serem o que se chamam (sempre quis escrever pós-modernidade). Os casais não são casais, as equipas não são equipas, as cidades não são cidades. A maioria dos restaurantes de Lisboa não são restaurantes. A comida não imbrica no sítio, nem os empregados nos clientes, nem os preços na ementa. E nos poucos restaurantes que o são, cheira sempre a mão de Deus, ou a fruto do acaso e não ao suor das facas (esta do suor é da Agustina).A Taberna 2780 é um restaurante pensado. Em que se cheira a teoria em cada canto, em cada prato, em casa mesa. E não há nada mais prático do que um boa teoria, como dizia o outro. E por isso as coisas resultam bem. A cozinha é simples (a auto-proclamada cozinha experimental incluo na ironia do local) e vai mudando semanalmente. Carne e peixe, em doses pequenas, atum, risoto de polvo (um arroz de polvo mais empapaçado, boa escolha do polvo, sabores a campo no fundo), bom lombo de porco. Simples. Bem apresentado, levado à mesa por um serviço informal e sorridente.Nem parece Lisboa. Talvez por ser Oeiras.Não quer ser como o outro, que sempre que conhecia uma mulher por quem se apaixonava dizia parece estrangeira (e notem a subtileza entre dizer que algo parece estrangeiro e dizer que nem parece português). Mas a Taberna parece um restaurante estrangeiro, moderno sem ser banal, criativo sem cair em lugares comuns, arrogante com autocrítica. Estrangeirado, talvez (numa sala, o problema de Portugal, que é a falta de imigrantes portugueses). É uma bofetada sem luva na jovem tendência de charlatanismo gastronómico, de cozinheiros de livros, TVs e de caterings, que nunca pensaram um prato, que fogem das cozinhas sérias, e que são içados por uma imprensa anósmica de parece-releases e produções fotográficas.Há vinho bem escolhido, há groselha e capilé. Não há refrigerantes.Há mão de pasteleiro nas sobremesas. Cheesecake de queijo de cabra, muito presente nos aromas, a relembrar que cheese quer dizer queijo.Bolo Eusébio, uma homenagem à pantera de chocolate (o que faz a falta de uma vírgula), molhadinho no meio, como elas gostam. Leite creme de tangerina (?) interessante (é tão difícil ser melhor do que o normal), crumble bom (menos puxado do que é costume, varia a fruta em baixo), cada um a dois euros e meio.Na Taberna 2780, a música não destoa (de todas, é esta a faceta mais rara de encontrar num restaurante). Na Taberna 2780, há arrogância com fundamento. E a maior está nos preços: seis euros e meio ao almoço cada prato principal e quinze euros ao jantar cinco pratos cinco (em doses pequenas). Quando os restaurantes da moda cobram cada vez mais por cada vez menos e os custos aumentam, ter um restaurante aberto, cheio, com facturas a aumentar e manter os preços é arrogância a que poucos se podem dar. Deve irritar os colegas.Um restaurante total. Não é a melhor cozinha do mundo, mas é dos melhores restaurantes de Lisboa. E arredores.

por Contra-prova
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