Wednesday, 3 September 2008

As Mulheres do Rei

de Dinah Lampitt
Edições da Actualidade 1994

Gostei. Deu-me oportunidade de espreitar uma época da história que não conhecia bem. Fiquei com interesse de investigar mais Joana D'Arc.

França no início do século XV, à sua frente um rei louco e uma rainha cujos apetites de prazer sensual eram insaciáveis. Os grandes senhores feudais da Borgonha e Armagnac erguem-se para tomar a coroa - direito inalienável de um pequeno garoto feio, o Delfim Carlos, sobre quem recai o futuro de toda a França.
Só Iolanda, a corajosa e elegante Duquesa de Anjou, rainha da Sicília, entende a responsabilidade da pobre criança, e o recebe no seu belo e arejado chateau para que cresça longe da terrível influência da corte.
Mas a própria Iolanda não é livre de problemas. A fugaz visita do jovem Conde de Richmond, traz uma paixão à sua vida que ela não consegue dominar e um segredo ameaça o seu estatuto como a impertubável procuradora do seu marido.
No entanto, é a partir desta união pouco provável da duquesa estadista com o jovem nobre selvagem - uma das mais belas histórias de amor da história - que irá nascer a esperança do reino : uma menina inocente irá liderar o diminuído exército francês e levá-lo ao triunfo sobre os Ingleses, reinstituindo Carlos como o mais deslumbrantes rei, que a França jamais conheceu.
Uma obra-prima em romance, AS MULHERES DO REI traz à vida um tempo vibrante de glória e de dissipação quando astrólogos e clérigos detinham enormes poderes e quando o caminho sinuoso da Sorte escolheu mulheres para moldar o destino dos homens.

Links:

Thursday, 28 August 2008

O Marinho

Rua Calouste Gulbenkian 6-C
2830-048 - Barreiro
Tel. 21 216 40 98

Tradicional

Restaurante simples sem requintes. Uma sala barulhenta com vista para a rua, guardanapo de papel. As comidas de tacho são excelentes com o tempero invariávelmente no ponto. Boa cataplana, bem como todos os arrozes. Ao Marinho vai-se lá comer, nisso é óptimo.

Comida

Pratos de tacho são divinais

Preço

13 Euros

Ambiente

Barulhento

Serviço

Qb
Restaurante simples onde a cozinha caseira é o prato forte. Peixe: Tachada do Marinho à barreirense; Massada de bacalhau com grão. Carne: Brazada do Marinho. Doces: Doce de castanha.

Localização:

Nosso menu:

  • Filetes de polvo com arroz de feijão
  • Peixe espada grelhado
  • Pudim de ovos
  • Vinho da casa

Outros links:

Wednesday, 27 August 2008

31 da Armada

Praça da Armada 31
1350-027 - Lisboa
Tel. 21 397 63 30
Não encerra. Reserva aconselhável.

Tradicional

A minha visita a este restaurante foi decepcionante. A nossa escolha de pratos foi infeliz, as pataniscas estavam saborosas mas enzeitadas, o arroz de feijão deslavado, o arroz de peixe sem sabor e o peixe seco. O leite creme razoável. O vinho muito bom. O serviço um pouco demorado apesar da casa estar vazia. Não posso dizer que recomendo, só se for pelo vinho.

Comida

Fraca

Preço

15 Euros

Ambiente

.Podia ser mais acolhedor

Serviço

Demorado
Restaurante composto por 3 salas de refeição - uma maior e duas mais pequenas com comunicação entre si. Rústico e acolhedor, apresenta sobretudo especialidades da cozinha portuguesa, sem esquecer alguns pratos internacionais, como a deliciosa Moqueca de Camarão.

Localização:

Nosso menu:

  • Pataniscas com arroz de feijão
  • Arroz de peixe
  • Leite-creme
  • Vinho da casa

Crítica:
O 31 da Armada é um pequeno espaço muito simples e acolhedor que consegue fugir à imagem do restaurante habitual devido ao ambiente “cozy” que estabelece com quem o frequenta. É composto por três salas, uma maior (com uma decoração mais moderna, ideal para grupos) e duas pequenas (com capacidade para cerca de 20 pessoas cada) com comunicação entre si, decoradas de uma forma rústica, com azulejos notoriamente antigos, chão de pedra e motivos de índole marítima nas paredes. O 31 da Armada é, aparentemente, um lugar com história que valerá a pena detalhar mais um pouco (de futuro).
A cozinha é tudo menos industrializada e é baseada em alguns pratos típicos portugueses, a carnes e peixes grelhados à vista do cliente e a algumas especialidades que é mandatório experimentar. Falamos da Moqueca de Camarão e da Muamba, que são simplesmente deliciosas. As sobremesas são poucas, mas notoriamente boas (experimentem o leite creme). A única coisa que estraga a pintura é o pão, que no meio de requintes simples como os guardanapos de pano deixa algo a desejar… não é fresco e vem aquecido no forno (em todas as vezes que fui lá jantar)…
A melhor maneira de chegar ao 31 da Armada é ir até à Rotunda de Alcântara e seguir pela Rua Prior do Crato. A Praça da Armada fica do lado esquerdo e é facilmente identificável pelo largo espaço forrado a calçada portuguesa e pela fonte.

por No prato com
Outros links:

Saturday, 23 August 2008

Wall.E

Este é um filme fantástico. A primeira parte onde não existem diálogos é simplesmente deliciosa, uma imagem vale verdadeiramente por 1000 palavras. Técnicamente irrepreensível, artisticamente perfeito. Como podem ter reparado, adorei. Go Go PiXAR.

Título original: WALL.E
De: Andrew Stanton
Com: Ben Burtt (Voz), Paul Eiding (Voz), Kim Kopf (Voz)
Género: Ani, Com
Classificação: M/6

EUA, 2008, Cor, 98 min. (IMDB)

Há 700 anos, os humanos abandonaram a Terra, mas sonham voltar um dia. Para trás, ficou apenas Wall.E, um pequeno robô muito curioso e que se sente um pouco sozinho. Até ao dia em que chega a bela Eve, uma sofistica robô, que percebe que Wall.E pode ter descoberto, inadvertidamente, a solução para o futuro da Terra. Wall.E encanta-se por Eve mas ela corre de volta para o Espaço para contar aos humanos que a hora por que há tanto esperam pode estar perto. Talvez, por fim, seja seguro regressar à Terra, voltar a casa. Wall.E, no entanto, não desiste da sua amada robô e persegue-a galáxia fora, numa divertida aventura. Wall.E chegou para encantar e percebe-se porquê: pertence às melhores famílias e foi criado pelos humanos responsáveis por "À Procura de Nemo", "Carros" e "The Incredibles - Os Super-Heróis".in Publico

Crítica:
O toque humano

Vejamos: daqui a 700 anos, a Terra sobreconsumida tornou-se num deserto árido feito de lixo e poeira, onde só as baratas e os robôs sobrevivem, e os humanos retiraram-se para o espaço para aí viverem uma existência quase "virtual" como consumidores passivos a bordo de super-naves automatizadas. Estariam perdoados por pensar que isto é apenas a mais recente distopia de ficção-científica em variação sobre a icónica "Matrix" dos manos Wachowski.

Em vez disso, o que acabámos de descrever é a base do mais recente prodígio animado por computador da Pixar de John Lasseter - sim, os mesmos dos "Toy Story" e de "À Procura de Nemo" e de "Ratatui". E um prodígio que, ao mesmo tempo que confirma a perfeição tecnológica e a sofisticação visual a que o estúdio de Emeryville nos habituou, regressa à própria origem pioneira do cinema, à capacidade de contar uma história de modo puramente visual, sem as "âncoras" do diálogo narrativo.

Que o mesmo é dizer: os primeiros vinte minutos de "Wall-E" não têm diálogo de espécie nenhuma. E só um terço do filme, se tanto, tem diálogo falado. Nestes tempos em que o cinema quer tanto encher o olho que se carrega na espectacularidade em detrimento de tudo o resto, em que a narrativa é um simples pretexto para acumular as sequências de acção, os magos da Pixar respondem de modo absurdamente simples: fazendo da própria imagem a narrativa, integrando tudo aquilo que é necessário ao espectador para seguir a história no modo como as personagens se movimentam e interagem com o seu universo, sem recorrer a "muletas" narrativas ou diálogos.

É, em suma, cinema em estado puro: uma experiência acima de tudo visual que invoca ao mesmo tempo os pioneiros da comédia cinematográfica (Chaplin e Keaton à cabeça) e a ficção-científica distópica ("2001: Odisseia no Espaço", "À Beira do Fim", "O Último Homem na Terra" à cabeça), e que o faz dentro do quadro criativo da mais velha história do cinema - "rapaz encontra rapariga".

A questão aqui, claro, é que o "rapaz" e a "rapariga" são robôs. Wall-E é o único "homem do lixo" que resistiu à erosão do tempo na Terra abandonada, "almeida" solitário de um planeta deserto que desenvolveu uma personalidade de coleccionador maníaco e tem como único amigo uma barata curiosa. EVA é a sonda aerodinâmica e sofisticada enviada à Terra para investigar se há sinais de vida vegetal que marquem a regeneração do planeta e o retorno da sustentabilidade da vida humana. O homem do lixo e a super-modelo, em suma, um casal tão improvável como ternurento - se é que é possível chamar "ternurento" a metal e circuitos programados.

Mas, claro, no mundo da Pixar, como já percebemos, tudo é possível, e "Wall-E" é o passo seguinte da evolução da companhia que o geralmente incompreendido "Carros" pôs em marcha. Não só Wall-E e EVA são realmente dois românticos ternurentos como este é o filme mais arriscado, arrojado e experimental que o estúdio alguma vez produziu. Esta mistura quase sem diálogos de alegoria ecológica, sátira consumista (arrepiantemente certeira) e romance desastrado, que recorda a espaços o ostracizado "Cosmonauta Perdido" de Douglas Trumbull, é o evidente resultado de criativos que não estão interessados em fazer mais do mesmo mas sim em forçar os limites do que pode ser feito no cinema de animação.

E a ironia suprema de "Wall-E" é a de ser um filme sem narrativa convencional que conta uma história mais bem construída, mais conseguida, mais inteligente e mais comovente do que 99 por cento da produção "convencional" corrente. Porque, independentemente da distopia futurista, este é um filme optimista, que assume que enquanto a espécie humana tiver engenho e bom senso, o futuro só pode ser bom. E porque, apesar de ter robôs como estrelas e de ser uma aventura futurista, o que nele se conta é a história de um solitário que descobre o amor e de como isso muda, literalmente, o seu mundo. Está tudo nas lentes que servem de olhos a Wall-E - e na magia indecifrável com que Andrew Stanton e a sua equipa transformam essas lentes numa janela para a alma de um robô solitário num mundo vazio, e, por extensão, para a lição de humanidade que Wall-E e os seus confrades metálicos dão a uma sociedade que esqueceu o que é o toque humano (magistralmente reflectido nas "mãos" dadas, primeiro, de Wall-E e EVA e, depois, de John e Mary).

A palavra pode estar gasta, mas há casos em que não é possível usar outra: "Wall-E" é uma obra-prima.

Jorge Mourinha

Sunday, 17 August 2008

A Múmia 3

Ainda não sei para que fui ver isto. Nem as boas cenas de acção me entusiasmaram, a comédia fraquinha, fraquinha. O guião uma treta do mais superficial imaginável. Recomendável só para uma tarde de domingo de chuva.

Título original: The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor
De: Rob Cohen
Com: Jet Li, Brendan Fraser, Maria Bello, John Hannah
Género: Ave
Classificação: M/12

ALE/CAN/EUA, 2008, Cor, 112 min. (IMDB)

O aventureiro Rick O'Connell (Brendan Fraser) regressa para combater o ressuscitado Imperador Han (Jet Li), num épico que vai desde as catacumbas da antiga China até aos gélidos Himalaias. Rick é acompanhado nesta nova aventura pelo filho Alex (Luke Ford), a esposa Evelyn (Maria Bello) e irmão dela, Jonathan (John Hannah). Os O''Connell terão de impedir uma múmia com 2000 anos de lançar uma maldição sobre o mundo e colocá-lo, de modo impiedoso, à sua mercê.
in Publico

Thursday, 14 August 2008

Coisas de comer

Calçada da Ajuda 34
1300-014 - Lisboa
Tel. 21 362 61 00
Encerra Sábados almoço. Reserva aconselhável.

Internacional

Já fazia mais de um ano que cá não vinhamos, na nossa memória um petit gateaux divinal. O ambiente acolhedor continua o mesmo, muita madeira, luzes quentes quebradas e temas rústicos. Este para mim é o ponto forte da casa, sabe tão bem estar neste casulo de calor quando lá fora o frio aperta. Como estamos em Agosto não foi este o caso. Quanto à comida fiquei um pouco decepcionado com as nossas escolhas. Os cogumelos de entrada estavam excelentes, a sopa de peixe com bom tempero e sabor mas as postas um pouco secas e a massa pouco feita, o bife um pouco feito de mais que não ajudou a qualidade do lombo mais fraca. O esparregado muito bom. O vinho acompanhou bem. A maior desilusão foi o petit gateaux, nada a ver com a memória original e em nada rivaliza com outros da praça, esturricado, chocolate de menor qualidade, caramelo por cima e um gelado de natas que para mim não liga. Quanto ao serviço nada a dizer. No fim uma conta puxadinha para uma entrada, dois pratos e uma sobremesa. Vale a pena lá ir, ainda não sei se vale a pena voltar.

Comida

Algumas falhas

Preço

€€€

30 Euros

Ambiente

Muito acolhedor, óptimo para dias frios de inverno.

Serviço

Eficiente e atencioso.
O Coisas de Comer, aberto em 1996, situa-se mesmo em frente aos portões laterais da Presidência da República. Neste espaço, dividido por duas salas, pode apreciar a cozinha internacional, com forte incidência nos pratos angolanos e cubanos.Com uma decoração rústica/requintada de muito bom gosto que lhe confere ambiente quente e acolhedor, ideal para todas as situações, quer sejam jantares ou almoços de negócios, ou algo mais romântico.

Localização:

Nosso menu:

  • Cogumelos gratinados
  • Riqueza do mar (sopa de peixe em massa folhada)
  • Bife Wellington (Lombo envolvido em massa folhada acompanhado de esparregado)
  • Petit Gateaux
  • Copo de tinto Pias 2005

Crítica:
Fica mesmo ao lado do Palácio de Belém e quem por lá passa, sobretudo de noite, não pode deixar de reparar no ambiente acolhedor e colorido revelado pela fachada envidraçada. Desta vez, resolvemos entrar.


Não lhe vamos falar de uma novidade. Vamos falar-lhe, sim, de um restaurante que já ultrapassou a fasquia dos 10 anos de existência e que, por não se encontrar num sítio de particular afluência, sobretudo no que concerne a esta actividade em particular, é provável que muito amante da boa mesa ainda não conheça a sua existência. Não podíamos deixar que essa situação se prolongasse por mais tempo.

Assuntos de família

Cândida Caras Lindas inaugurou o Coisas de Comer em parceria com uma sócia, movida pela sua paixão pela cozinha e pelas influências absorvidas dos vários países onde viveu, a começar por Angola. Quando assumiu o controlo do restaurante sozinha, começou a solicitar a presença da sua filha Marta, licenciada em Relações Internacionais, com uma frequência crescente, de tal forma que há já cerca de sete anos que é ela a "cara" da casa, dominando com mestria a arte das relações públicas - e muitas outras, que isto de gerir um restaurante dá pano para mangas.

Para Cândida ficou aquilo que realmente gosta de fazer, e que faz com muita criatividade, obtendo excelentes resultados: criar propostas gastronómicas originais, mas sólidas, baseadas em produtos de primeira qualidade e embelezadas com uma particular sensibilidade para a apresentação dos pratos.


E para nós restou a missão de provar algumas das iguarias mais representativas da ementa, para lhe podermos transmitir essa experiência - convenhamos que não nos desagrada nada esta distribuição de tarefas.

Sentamo-nos numa mesa da primeira sala, com vista privilegiada sobre o Palácio de Belém. A madeira é o elemento decorativo primordial, sobre a qual brilham os inúmeros objectos, escolhidos a dedo, as flores frescas, as velas e as loiças de cores fortes. Aqui cabem cerca de 30 pessoas, mas há espaço para mais vinte na segunda sala, com um ambiente distinto, a lembrar uma requintada adega.

As honras de abertura da refeição cabem a um sumo natural de lima, acabado de espremer, que sabe divinamente num dia de calor como este. Para entrada, Camarão à Coisas de Comer, frito em azeite e acompanhado de arroz com romã.
Seguiu-se uma Riqueza de Peixe, que é uma perfumada sopa de garoupa, cherne, camarão, maruca e salmão, envolta em massa folhada. Para comer este prato há que furar a cobertura com a colher, pelo que aquela se mistura na sopa, produzindo uma combinação de sabores e texturas muito agradável.

No que toca a pratos de carne, provámos o Folhado de Galinha (que também se confecciona com perdiz, sendo um dos ex libris da casa) e o Pato Assado com Arroz Árabe, cujo aroma agridoce opera o milagre de criar apetite num estômago já consideravelmente cheio.


Um vasto repertório

Sejam quais forem os argumentos esgrimidos, não há como não provar, pelo menos, duas sobremesas: o cremoso Cheesecake com Amoras e o Petit Gâteau, uma delícia de chocolate fundente acompanhada com gelado de baunilha.

Não podemos deixar de referir outras "pérolas" da ementa, que têm vindo a fidelizar clientes ano após ano: o Picadilho Habanero, em memória dos tempos em que as proprietárias viviam em Cuba, o Cozido à Portuguesa, servido aos almoços de Domingo, no Inverno, o Bacalhau com Natas, o Caril Vegetariano, a Massa Preta com Camarão, a Garoupa à Bulhão Pato, o Leitão Crioulo e o Fondue - este, com a particularidade de ser cozinhado num apetitoso consommé, que confere à carne (mais fina do que o habitual) um paladar muito rico.

Os clientes do Coisas de Comer, para além de serem apreciadores de cozinha de qualidade, são também algo mimados, graças aos serviços que Cândida e Marta Caras Lindas oferecem, no sentido de ir ao encontro das mais diversas situações. Quem mora ali perto tem direito a entrega directa ao domicílio; mas quem estiver mais longe também consegue o mesmo privilégio, graças aos serviços intermediários da empresa No Menú. Para eventos, desde o mais íntimo jantar até casamentos, a Coisas de Comer trata de todos os pormenores. E no Natal, que já não está nada longe, preparam a ceia inteirinha, mediante encomenda prévia, a ser levantada no restaurante no dia 24 de Dezembro à hora do almoço. Um luxo que pode transformar por completo uma dor de cabeça num dia tranquilo e bem passado, a apreciar as coisas boas da vida.

por lifeCooler
Outros links:

Wednesday, 13 August 2008

Olho Vivo

É um filme altos e baixos, momentos hilariantes com outros apagados. Actores em forma neste filme especiamente apreciado por saudosistas.

Título original: Get Smart
De: Peter Segal
Com: Steve Carell, Anne Hathaway, Anne Hathaway
Género: Acç, Com
Classificação: M/12

EUA, 2008, Cor, 110 min. (IMDB)

Crescemos todos a rir-nos com ele: o agente Maxwell Smart e a sua habilidosa falta de talento para a espionagem e a sua sedutora, divertida e muito mais jeitosa colega, a agente 99. Max regressa aos ecrãs, agora com o actor Steve Carrel a vestir o fato e Anne Hathaway a calçar os saltos altos da agente 99.
Smart tem como missão contrariar a última tentativa de dominação mundial, perpetrada pelo sindicato do crime conhecido como KAOS.
Quando a sede da agência CONTROL é atacada e a identidade dos seus agentes comprometida, o Chefe (Alan Arkin) não tem outra escolha a não ser promover Maxwell Smart, que sempre sonhou trabalhar com o famoso agente 23 (Dwayne Johnson, mais conhecido como "The Rock", estrela do "wrestling").
No entanto, Smart vai ser parceiro do único agente cuja identidade não foi comprometida: a encantadora mas letal veterana agente 99.
Cada vez mais próximos da KAOS, Smart e 99 descobrem que o colaborador Siegfried (Terence Stamp) e o seu assistente Shtarker estão a planear ganhar dinheiro com a sua rede de terror. Com a sua pouca experiência de campo, Smart - armado apenas com alguns "gadgets" e o seu entusiasmo desenfreado - terá de conseguir derrotar a KAOS se quiser salvar o dia.in Público

Crítica:
É provável que - apesar da RTP Memória - a maior parte dos espectadores contemporâneos não tenha memória do "Olho Vivo" original, a série de comédia que Mel Brooks e Buck Henry inventaram em 1965 sobre um agente secreto desastrado (Don Adams). Também não é grave, porque esta "reinvenção" da série para os nossos dias como uma banal comédia de acção (que transforma Maxwell Smart num analista de excepção que uma ameaça à agência super-secreta CONTROL atira para o terreno) não implica que se conheça o original.

É, aliás, uma boa solução para conseguir que o filme ganhasse uma identidade para lá da série, mas o que é pena é que o potencial da ideia fique tão frustrantemente por realizar - "Olho Vivo" 2008 é essencialmente uma variação revista e corrigida sobre o "Johnny English" (2003) de Rowan Atkinson, que acerta na mouche no elenco que foi buscar, mas desperdiça o entusiasmo dos actores num guião insuficientemente engraçado e numa encenação meramente anónima (Peter Segal é um funcionário e não um qualquer estilista da comédia - coisa que, hoje, anda a fazer muito falta).

A entrega de um impecável Steve Carell, Anne Hathaway, Dwayne Johnson (o ex-wrestler The Rock, a provar que está aqui um actor com cabeça) e, sobretudo, Alan Arkin (perfeitamente possesso no papel do "Chefe" que foi originalmente de Edward Platt) merecia mais do que esta fita simpática mas insuficiente.

Jorge Mourinha