Sunday, 7 December 2008

Museu dos Presuntos

Avenida Cidade de Ourense 43
5000-690 - Vila Real
Tel. 259 32 60 17

Tradicional, Transmontana

Excelente qualidade-preço. Comida de solidas tradições muito bem confeccionada e servida. Sobremesas de alto nível. Retornar com gosto.

Comida

Grande qualidade

Preço

€

até 15 Euros

Ambiente

Simpático

Serviço

Eficiente

Poucas vezes o nome da casa coube tão bem na perfeição como este. Apenas um reparo: o que num museu serviria somente para apreciação, aqui pode e deve ser consumido. De várias formas, quer como entrada, quer como prato principal, o importante é mesmo o presunto, ou não estivéssemos na região onde ele é rei e senhor. Excelente relação qualidade-preço.

Localização:

Nosso menu:

  • Presunto serrano
  • Açorda de Bacalhau
  • Açorda de polvo
  • Bifinhos de presunto com arroz de feijão
  • Vitela assada
  • Leite-creme
  • Toucinho do céu
  • Vinho verde, Ponte da Barca

Crítica:
Embora também tenha histórias para contar e arte para mostrar, este é um museu diferente dos outros, com cheiro, cor e sabor. Uma única visita não chega para abarcar todo o "espólio"...
Paula Oliveira Silva 2003-04-07

Poucas vezes o nome de um restaurante se revelou tão ajustado. Ainda assim há que fazer um reparo mais do que justo. O que num museu serviria somente para apreciação, aqui pode e deve ser consumido. Presunto nas entradas e nos pratos principais. Excepção feita às sobremesas, por razões óbvias.

Apesar do restaurante se situar no rés-do-chão de um prédio de habitação, a ampla sala acolhe a tradição com a decoração feita à base de presunto. Todavia, que não se pense que só se poderá comer tal iguaria. A oferta gastronómica foi incrementada mas sempre tendo por base a cozinha regional. Pão tostado e broa, azeitonas temperadas e os enchidos nas suas mais diversas formas e sabores.

Para picar, uma moira na brasa, salpicão, chouriço e queijo amanteigado. Ou então, presunto. Serrano, de porco preto ou fatiado. A escolher um tipo ou a provar todos. As sopas de legumes são ainda reconfortantes do estômago. Se depois das entradas ainda houver mais vontades, avance-se para a açorda de polvo ou para o bacalhau assado na brasa com batata a muro. Como estamos numa região onde o porco é rei e senhor à mesa, escolha-se também entre as costeletas na brasa e os bifinhos de presunto panados com arroz de feijão vermelho.

Por encomenda servem ainda arroz de pato, de cabidela, e outros pratos de caça. Ah, e claro, a famosa posta barrosã. A carta de vinhos, vasta, contempla todos os bons vinhos do Douro. Para sobremesa, experimente, por exemplo, a pêra bêbeda ou o leite creme. Uma delícia. Com as indicações certas, chegar lá torna-se fácil, sair de lá é que é mais difícil, com a boa cozinha praticada pela casa.

por Lifecooler

Sala bem posta, mesas anchas e decentemente paramentadas, alfaias adequadas, copos incluídos, o que, pela raridade, se sublinha e aplaude, e uma cozinha apurada, saborosa, sólida e que se mostra orgulhosa do património gastronómico regional.
A ementa fixa é tamanhinha, mas sempre reforçada pelos "pratos do dia". Há meias doses muito generosas e os preços, sobretudo para quem vive em Lisboa, são de uma sensatez comovedora, oscilando entre os sete euros da maioria das meias doses e os 15 da posta barrosã. Vejamos, na ementa fixa, peixes, há: açorda de polvo (12/8 euros); açorda de bacalhau (10/7 euros); espetada de gambas (10 euros); arroz de línguas de bacalhau (12/8 euros); bacalhau cozido com todos e à Museu (13 euros cada); as carnes são as seguintes: alheira com grelos (oito euros); costela de vitela grelhada (10 euros); espetada de vitela (oito euros); costeletinhas com arroz de feijão (12/8 euros); bifinhos de presunto com arroz de feijão (12/8 euros); lombinho de porco preto (12 euros); secretos de porco preto (12/8 euros); posta barrosã (15/10 euros).
Duas observações: vitela, neste caso, não é pseudónimo, é nome próprio e verdadeiro; e, digo eu, está na altura de substituir a carne de porco preto pela do bísaro e de outras raças da região que, se cevarem os tós como deve ser, com a hortaliça, as batatas e, nos meses finais, com umas castanhitas, a sua carniça é do melhor que há, como se pode comprovar no cozido barrosão, no fumeiro e no presunto.

Voltando à ementa, quando almocei no Museu dos Presuntos, os pratos do dia eram: sardinha pequena com arroz de feijão (10/7 euros); garoupa grelhada (10 euros); filetes de tamboril (12/8 euros), os peixes; e, carnes, milhos (12/8 euros); arroz de troncha com costeletinhas (12/8 euros); e tripas à moda da "bila" (10/7 euros), este último prato dos sábados. Há sempre sopa de legumes (1,50 euros).

Vamos lá ao almocinho (!): para começar pediram-se as petingas sem acompanhamento, frescas, bem fritas, um belo petisco; de seguida chegaram a alheira e chouriça assadas, ambas de grande categoria, e umas fatias de presunto do Barroso (Montalegre), cortado fino, carne rosada, raiada de gordura, aroma limpo e característico, denunciador de uma cura competente, salga como deve ser, uma delícia. Para acompanhar o sector entradeiro, dois brancos respeitáveis: o Quinta de Cidrô Sauvignon Blanc 2005, fresco e mineral, e o seriíssimo Gouvyas Vinhas Velhas 2001.

Como pratos de resistência escolheram-se o arroz de troncha, que, além das costeletinhas de porco, melhoradas numa marinada de vinho e condimentos, duas chouriças belíssimas: a moura (de sangue) e a de carne; o conjunto, com o arroz no ponto, é dos que dão ânimo a um desanimado; vieram, depois, os milhos, com várias carnes, não só de reco, e enchidos de porco, tudo de cura sem mácula, e uns farrapos de couve; os milhos, uma farinha grosseira de milho branco, macios, são um emblema das terras altas do interior português e ainda bem que começam a aparecer nas ementas de alguns restaurantes.

Provaram-se, depois, os bifinhos de presunto com arroz de feijão, conjunto catita, com o lacão demolhado, fatiado fino, e frito, depois de passado por pão ralado. A encerrar, uma senhora feijoada de feijão branco amanteigado e macio, dobrada, como a das tripas à moda do Porto, enchidos dos melhores, tudo muito bem ligado num guisado apurado, são às tripas à moda da "bila", do Museu dos Presuntos, mais um arroz de forno, solto, para empapar com o molho. Cozinhado muito sério.

Beberam-se tintos representativos de diferentes escolas de enologia que convivem no Douro: Vinha Grande 2001; Vallado 1997; Tourais 2000; e o novíssimo CV 2004. Elegante o primeiro, mais rústicos os dois seguintes, vigoroso, viçoso e a ensaiar altos vôos o CV 04, um senhor vinho.

Para sobremesa escolham-se de entre o queijo Serra, o toucinho-do-céu, o pudim de ovos, as pêras bebedas, o leite-creme, a mousse de chocolate, a salada de fruta ou as frutas tropiciais, o que mais agradar. A carta de vinhos, com destaque para os Douro, está pujante. O serviço é simpático, esforçado e fraternalmente transmontano. Um lembrete: com as novas estradas e auto-estradas chega-se muito mais depressa a Trás-os-Montes do que há 30 anos. Mesmo cumprindo todas as regras do Código da Estrada.

por Publico

Outros links:

Saturday, 6 December 2008

Solar dos Canavarros

Avenida dos Combatentes Grande Guerra
5060-302 - Sabrosa
Tel. (+351) 259 937 400
Fax. (+351) 259 930 260
Em. geral@solardoscanavarros.pt

Hotel (QualityInn)

Classificação

Preço

€€

50 a 75 Euros

Nº Quartos

50

CaracteristicasAr condicionado, TvCabo, Wi-fi, Piscina, Salas lazer, Snooker, Restaurante, Bar, Estacionamento (nas imediações)
Extras

O histórico Solar dos Canavarros Hotel Douro é, em parte, uma mansão senhorial do século XVII, convenientemente situada numa localização central na vila de Sabrosa. De frente para a Avenida dos Combatentes, o hotel tem o Vale do Douro e os vinhedos do vinho do Porto como um magnífico pano de fundo.

Além de uma variedade de acomodação confortável, o Solar dos Canavarros oferece aos clientes a utilização de 2 piscinas exteriores, um pátio relaxante e bonitos jardins.

Com uma gama de actividades recreativas e de aventura no Vale do Douro, os clientes podem participar em cruzeiros pelo Douro, visitar propriedades de produção de vinho do Porto e provar alguns vinhos locais ou visitar a Serra do Marão e o Parque Natural do Alvão.

Localização:

A melhor memória que retive deste alojamento foi a simpatia com que fomos recebidos por todos do hotel. Unidade moderna que reutiliza em parte uma mansão senhorial, com um aproveitamento bem conseguido. Quartos amplos e confortáveis, o único senão é o sistema de aquecimento que ao ser AC não é o mais eficiente, muito mais barulhento e mais desconfortável que aquecimento central. As piscinas parecem boas para tempos de maior calor. O restaurante é bom e propociona boas refeições a bons preços.

+

Simpatia serviço, Zona antiga, Restaurante

-

Ar condicionado barulhento
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Quebra-Mar

Avenida dos Descobrimentos Porto de Pesca
4490-408 - Póvoa de Varzim
Tel. 252 62 69 96
Só funciona quando tem peixe-fresco

Peixe e Mariscos

Aqui o peixe de costa é rei e senhor, se a Lota não tem peixe fresco, não há serviço. Este compromisso de honra pode trazer alguns dissabores mas a garantia de qualidade é total. Experimente-se o peixe galo, lombos bem firmes e brancos, grelhado na perfeição, com batata a murro afogada em azeite e alho e migas de grelos, um piteu. A sopa de peixe é muito diferente das clássicas com forte pendor para o marisco, aqui ao creme rico de legumes junta-se lascas de lombos de peixe, uma sopinha de bebés que sabe bem em dias frios. A terminar rabanadas. Para voltar vezes sem conta.

Comida

Peixe fresquíssimo

Preço

€€

15 a 25 Euros

Ambiente

Em frente à lota, sala espaçosa e luminosa

Serviço

Simpático e eficiente
Fica mesmo em frente ao Casino da Póvoa e desfruta de uma ampla vista para o mar. A sala é espaçosa e agradável e os mariscos e peixes servidos vêm directamente da lota, daí que o restaurante só funcione quando há peixe fresquíssimo. Claro que em terra de pescadores seria um crime não haver um restaurante de peixe por excelência. Ainda assim, não há muitos, diga-se em abono da verdade. Tem a particularidade de só servir marisco e peixe fresco da lota. Se não houver, pura e simplesmente não abre, ainda que o dono, o Sr. João, faça tudo para que nunca falte.

Localização:

Nosso menu:

  • Sopa de peixe
  • Peixe galo e Robalo grelhados
  • Vinho verde

Outros links:

Wednesday, 3 December 2008

A dupla face da lei

Saí perfeitamente indiferente da sala, o que é de estranhar quando temos na mesma fita Niro e Pacino juntos. Mas verdade seja dita, a meio da primeira parte já se advinha o desfecho e até ao fim é um arrastar de pés. Tenho mesmo muita pena, o resultado podia ter sido extraordinário.

Título original: Righteous Kill
De: Jon Avnet
Com: Robert De Niro, Al Pacino, 50 Cent
Género: Dra
Classificação: M/12

EUA, 2008, Cores, 101 min. (IMDB)

Turk (Robert de Niro) e Rooster (Al Pacino) são dois veteranos da Polícia de Nova Iorque, agentes há 30 anos, dispostos a tudo. Menos a pedirem a reforma, dia que inevitavelmente chegará. Quando um assassino começa a matar vários criminosos que fugiram à justiça seguindo o "modus operandi" em tudo semelhante ao de um "serial killer" que tinham prendido anos antes, Turk e Rooster questionam-se se não se terão enganado e posto o homem errado atrás das grades.
Os detectives Perez (John Leguizamo) e Riley (Donnie Wahlberg) tenta resolver o caso com Turk e Rooster, mas o tenente Hingis começa a temer que um polícia possa estar implicado.in Publico

Crítica:
Pergunta: como é que se têm no mesmo filme Pacino e De Niro, os dois maiores actores americanos da sua geração, pela primeira vez contracenando todo um filme um com o outro (no "Padrinho parte II" de Coppola nunca se cruzavam, no "Heat" de Mann só tinham uma cena juntos) e se deita fora esse trunfo de luxo num objecto descartável? Resposta: quando o realizador é Jon Avnet, antigo produtor reconvertido em realizador esquecível com "Mulheres do Sul" e "Íntimo e Pessoal".

A sua falta de jeito desbarata os talentos de De Niro e Pacino e deixa por explorar as pistas mais interessantes de um guião mal acabado mas estimulante assinado por Russell Gewirtz (autor do "Infiltrado" de Spike Lee). O título português, infelizmente, desvenda logo a premissa do filme - um assassino serial à solta por Nova Iorque cujas vítimas são criminosos que escaparam à justiça é na verdade um polícia frustrado pela sua impotência face à lei - e Gewirtz introduz uma série de boas pistas (desde uma investigadora forense com tendências masoquistas até uma refrescante incorrecção política nos subtextos xenófobos da história, passando pela possibilidade de o próprio herói da história ser o criminoso) numa estrutura narrativa demasiado decalcada de "Infiltrado".

Avnet consegue a proeza de ignorar as potencialidades para as reduzir a um sensacionalismo superficial paredes-meias com uma apologia do vigilantismo, polvilhado de conversa de balneário que soa mais forçada do que natural, para além de ser incapaz de sacar das suas estrelas algo mais que o piloto automático (com o "underacting" de De Niro a ganhar aos pontos ao "overacting" de Pacino).

Sidney Lumet tinha feito disto um mimo, Jon Avnet faz uma fita boa para o DVD de domingo à tarde.

Jorge Mourinha

Monday, 1 December 2008

Zamayón

Sabor a frutos vermelhos muito intenso e agradável. Corpo interessante. Boa surpresa.

LA BODEGA
Muy corta historia tiene esta bodega, ya que fue solamente en 2002 cuando Carlos Martín comenzó a elaborar sus propios vinos; las instalaciones son sencillas y se concentran en una pequeña nave industrial, aunque cuenta con los medios que requiere una bodega moderna (depósitos de acero, prensas de calidad). También cuenta con dos decenas de barricas en la que está experimentando la evolución del vino de 2003 en madera.

EL VIÑEDO Y LAS UVAS
El vino está elaborado con uvas procedentes de varias parcelas de viñas que suman 7,5 Ha. en total, situadas todas ellas en el municipio de Santibáñez de la Sierra. El 60 % de este viñedo está plantado con la uva local rufete y el resto con tempranillo. Se trata de viñas plantadas en vaso (naturalmente) entre 1900 y 1950. La vendimia se efectuó, manualmente y en cajas, en la segunda quincena de septiembre.

ELABORACIÓN Y CRIANZA
Una vez despalillados los racimos, el mosto-pasta pasó a fermentar a depósitos de acero, con un proceso separado para cada variedad; la rufete, no superó los 22º y la tempranillo alcanzó hasta los 28º. En 9 días se completó el proceso, realizándose el descube seguidamente. El vino reposó unos meses en los depósitos hasta su embotellado, que tuvo lugar en abril de 2004, una vez filtrado y tratado muy suavemente por frío, por lo que podría presentar algún depósito que no afecta en nada a su calidad.

CONSEJOS PARA DISFRUTARLO

GASTRONOMIA
Cordero lechal en caldereta.

(14º) TEMPERATURA DE CONSUMO
Estamos ante un vino joven, frutal, con un grado alcohólico respetable, que se debe beber a una temperatura fresca para resaltar sus agradables aromas.

PERIODO DE CONSUMO
El vino se encuentra en un momento espléndido que mantendrá el año que viene. Es conveniente disfrutar este tipo de vinos en plena juventud porque es cuando nos ofrecen todo lo que llevan dentro, que es mucho y muy personal.

Links:

El Mundo del Vino
Verema

Sunday, 30 November 2008

Siesta

Passeio Marítimo de Algés Edifício La Siesta
- Algés
Tel. 21 301 15 22
Reserva aconselhável. Tem esplanada

Cantina Mexicana

Gostei da comida, saborosa e diferente. Próximamente gostaria de experimentar os sabores mais picantes. Para beber as Margaritas de limão satisfizeram plenamente. As sobremesas pecam pelo excesso de açucar. O serviço é eficiente mas com a casa cheia fomos forçados a repetir diversos pedidos. A decoração predispõe bem com os seus tons quentes mas a música está alta demais o que associado ao barulho dos convivas torna o ambiente cansativo. Apetece-me voltar, num dia mais calmo, talvez para uns petiscos na esplanda algures no verão.

Comida

Belas Margaritas

Preço

€€

15 a 25 Euros

Ambiente

Quente e barulhento

Serviço

Sofrível

O Siesta é um restaurante que traduz em pleno o espírito Mexicano. Ambiente acolhedor, cores quentes e muita alegria acompanhada de musica única que significa festa são algumas das características.
O Siesta pretende transportar para Portugal um pouco da cultura Mexicana, quer gastronomicamente passando por um conjunto de ementas típicas Mexicanas e no qual se inclui cocktails bem como costumes e tradições deste povo
México, um pais com tradições, cultura e sobre todo calor humano. Cheio de cores, aromas e sabores que se encontram
Nas suas comidas.
Uma ebulição de essências que ao mistura-se formam um eclipse total que satisfaz até o mais exigente paladar.

Localização:

Nosso menu:

  • Conchinita pibil
  • Pollo sin nombre
  • Mousse de Cajeta
  • Pastel de chocolate
  • Margaritas


Crítica:
Localização
Junto ao passeio marítimo de Algés, com vista privilegiada para o Tejo e numa zona totalmente desprovida de habitação. Excelente para quem quer fugir da confusão das cidades.

Estacionamento
Uma grande extensão de lugares para quem visita o passeio marítimo e que acaba por beneficiar o restaurante, especialmente ao jantar quando todos os transeuntes já regressaram a casa. Não se esqueçam de levar uma moedinha para o arrumador não oficial, dado que não existem parquímetros.

Decoração
Tipicamente mexicana, está muito bem conseguida. Muito colorida e com temas específicos por sala. Não sendo propriamente uma decoração relaxante, serve o propósito temático do restaurante.

Ambiente
Tem vários espaços distintos, embora alguns deles sejam interiores e um pouco apertados. A música mexicana torna-se algo repetitiva e cansativa por estar alguns decibéis acima do aceitável.

Tipo de Cliente
Preferencialmente visitado por gente jovem e disponível para experimentar novos tipos de gastronomia. Muitos casais e quase nenhumas crianças, talvez devido à fama que a comida mexicana tem de ser picante e forte para os estômagos mais sensíveis. Excelente para grupos de amigos devido ao ambiente animado.

Serviço
Elegante e muito profissional, talvez contrastando com o ambiente descontraído do estabelecimento, mas muito rápido, solícito e eficaz. Nunca foi necessário aguardar que alguém nos atendesse.

Ementa
No que toca a diversidade é muito apelativa, desde as entradas até ás sobremesas, passando pelos pratos de frango, vaca, porco e camarão. Tem também menus económicos para os almoços semanais.

Entradas
Fiquei a conhecer o “Queso Fundido” que satisfez o suficiente para perder a vontade de comer o prato principal. Estava muito bom, bem apresentado e em quantidade apreciável.

Pratos
Foi, talvez, o calcanhar de Aquiles da refeição, pois o que foi pedido não correspondeu ás expectativas. O “Pollo a la Talla” vinha esturricado por fora e cru por dentro, uma combinação nada agradável quando se trata de frango. Quanto aos “Camarões Cuitlacoche” estavam regulares, mas com poucos camarões e muito cuitlacoche.

Sobremesas
Mesmo já sem fome, experimentei a Mousse de Chocolate Branco. Foi uma surpresa agradável pela imaginação e originalidade, mas tornou-se muito enjoativa após 3 ou 4 colheradas, até porque a sobremesa tem dimensões bem generosas.

Bebidas
Confesso que não reparei na diversidade, mas experimentámos as Margueritas de Limão e de Morango (como não podia deixar de ser). A de morango revelou-se muito boa e um excelente acompanhamento para a refeição, quanto à de limão tinha excesso de sal na borda do copo que terá tornado a bebida quase intragável e cansativa.

Preço/Qualidade
Se pretendermos fazer uma refeição completa com entradas, prato principal, bebida, sobremesa e café teremos que desembolsar cerca de 30€/pessoa, mas se optarmos apenas pelo essencial fica por 20€/pessoa. Seja como for, são preços acima da média para o serviço prestado, embora no cômputo geral tenha ficado satisfeito com a experiência.

Conselhos
- Convém reservar com antecedência, porque está sempre cheio.
- As entradas são muito bem servidas, portanto se optar por uma poderá considerar não pedir prato principal.
- Quando pedir o prato principal pergunte exactamente do que se trata para não ter surpresas desagradáveis.
- O jantar tem mais encanto até porque há menos confusão e outro ambiente, embora o tipo de comida seja mais apelativo para um almoço.

por jornalazul.blogs.sapo.pt

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Friday, 28 November 2008

Café Malaca

Cais do Gás Armazém H 1º Clube Naval Lisboa
1200-109 - Lisboa
Tel. 21 347 70 82
Encerra às Segundas. Reserva aconselhável

Fusão, Asiático

Bastantes variedades asiáticas muito bem confeccionadas, as doses pecam pelo tamanho (apetece sempre mais). O caril verde é realmente bom, o pato também estava delicioso, as sobremesas não convenceram muito. O ambiente é muito intimista e quase clandestino bastante escondido no armazém do Clube Naval, quase parece um clube secreto onde se pode provar os sabores contrabandeados nos porões dos barcos no porto em frente. O serviço é atencioso e dedicado, bastante generoso em empregados para o tamanho da sala. No fim a conta pode pesar um pouco, mas os sentidos agradecem. Bom sítio, a voltar.

Comida

Muito saborosa de várias influências

Preço

€€

15 a 25 Euros

Ambiente

Atmosfera simpática

Serviço

Eficiente

O primeiro piso do Clube Naval de Lisboa, no Cais do Sodré, esconde uma pérola com sabor, visual e aromas do Oriente. De olhos postos no rio Tejo, aqui, na companhia da brisa ribeirinha, se degustam iguarias do outro lado do mundo. Comida asiática de fusão que se traduz numa ementa requintada. E quem quiser levar parte da experiência para casa, pode sempre fazê-lo, levando um dos artigos da loja de artesanato, integrada no restaurante.

Localização:

Nosso menu:

  • Vieiras Tori
  • Caril verde
  • Pato Hong-Kong
  • Pudim Maracujá
  • Pudim Queijo com Mel
  • Vinho da casa


Crítica:
Qual Vasco da Gama, o Lifecooler partiu rumo à descoberta dos aromas e sabores do Oriente. Como a dele, a nossa viagem também começou junto ao Tejo, mas não foi preciso levantar âncora para ir parar à Índia, Japão ou Malásia. Só foi preciso subir o lance de escadas que conduzem ao segundo piso do Clube Naval de Lisboa, no Cais do Gás. É aqui que fica o Café Malaca.


De vento em popa

O balcão que serve como bar é o casco de um barco, a sala lembra uma proa com as janelas a abrirem sobre o Tejo, o tecto é alto mas as traves mesmo sobre as mesas recordam a estrutura do interior de uma embarcação. As referências ao universo náutico, quase inevitáveis dada a sua localização, ficam por aqui. Em destaque está a decoração e a gastronomia orientais, tudo como manda a mulher do leme: Yoon Chin.

O espaço é pequeno e acolhedor, privilegiando uma atmosfera intimista onde predominam os tons claros e as cores vivas. Há mesas e cadeiras brancas de palha e outras de madeira. De uma forma ou de outra, todas foram restauradas e recicladas pela proprietária para preservar a aura que emana de objectos que têm passado. A única coisa que é nova neste espaço é o conceito que introduz, destacando-se como um dos poucos restaurantes lisboetas que servem comida genuinamente oriental.


Os tampos das mesas são todos de vidro, para deixar ver os tecidos importados da Malásia que colorem o restaurante e marcam o estilo da sala. Deste modo, cada mesa tem um padrão diferente e não há duas iguais. Assim como não há dois pratos iguais. Sobre cada uma delas, há uma orquídea e um copo de madeira com uma colher de pau e os tradicionais pauzinhos chineses. Chineses são também os candeeiros que pendem à altura dos olhos de quem passa a ombreira e compõem a decoração oriental do espaço.

A música zen faz as honras da casa. É ela a primeira a receber-nos. Através da audição, já deixamos Lisboa, agora só resta deixar os outros sentidos viajarem.



Cozinha oriental de fusão

Juntar numa refeição o melhor do Japão, da Índia, da Tailândia, da China e do Vietname já é possível. Guarde o sushi e o chop suey para outra ocasião. Em vez disso experimente um crepe primavera, um bife coreano, um caril porta do dragão ou uns gyoza. É que no Café Malaca os sabores do oriente conduzem o nosso paladar e o nosso olfacto pelos quatros cantos do mundo oriental.

Nós experimentámos um crepe Vietnamita e louvamos a mistura de vegetais com os camarões e com o estaladiço do crepe. Continuamos com uns mala hai e ficamos a saber que é possível comer caranguejos sem ter de os despir da sua carapaça. Rendemo-nos ao caril verde caseiro e tirámos o chapéu ao pato Hong Kong. Este último destaca-se na lista uma vez que o pato é cozinhado no forno numa posição vertical e o prato demora no mínimo 24 horas a ficar pronto, uma vez que a ave é marinada no dia anterior.

por LifeCooler


É nestas alturas que pensamos no Vasco da Gama a caminho da Índia e como estudar História faria muito mais sentido com umas aulas práticas. Um jantar no Clube Naval, por exemplo. À beira-Tejo, a provar um dos cocktails de nome exótico (Shangai Dawn, Oriental Bronx) e a espreitar o rio pela janela. Sobe-se ao primeiro andar e lá está a salinha étnica, inspirada no interior de um barco e nas cores das especiarias. Depois é só fazer a dita viagem ao Oriente sem sair da mesa: à Malásia, Tailândia, Indonésia, Japão. É isto que o Café Malaca tem de melhor: não segmentar a cozinha por países.
Tanto se pode trincar um crepe vietnamita (picante q.b., um travo a canela), como um crepe Primavera (de maçã e vegetais, cozido a vapor). As vieiras com molho de ostras também se recomendam. Nos pratos, cinco estrelas para o caril verde tailandês (de peixe e camarão): suave, aromático – nada de confusões com o indiano.

O bife coreano, pelo contrário, sabe à vaca com pimentos de um banal restaurante chinês. Teria sido melhor arriscar o pato à Hong Kong ou o Mala Hai? Talvez. As sobremesas é que dão vontade de pedir uma de cada. Mas decidimo-nos pelo fuko e ainda bem. Fica o gelado de chocolate com malagueta para a próxima.

por TimeOut

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